WPC 2018

World Press Cartoon 2018

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  • 1st prize - Nardi

    Gran Prix

    Freedom of expression

    Illegal Times, SPAIN

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  • 1st prize - Ub!

    GAG

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    Vecenrje Novosti, SERBIA

    http://worldpresscartoon.com/wp-content/uploads/2018/05/179-1ºP-GAGGPRIX.jpg

  • 2st prize - Mello

    GAG

    Cemitério Paraíso

    Super Notícia, BRAZIL

    http://worldpresscartoon.com/wp-content/uploads/2018/05/169-2ºP-GAG-781x1024.jpg

  • 3st prize - FadiToOn

    GAG

    Zebra… Leaving our mark on nature

    Cartoon Movement, NETHERLANDS

    http://worldpresscartoon.com/wp-content/uploads/2018/05/415-3ºP-GAG-736x1024.jpg

  • 1st prize - O-Sekoer

    Caricature

    Donald Trump

    Jyllands-Posten, DENMARK

    http://worldpresscartoon.com/wp-content/uploads/2018/05/51-1ºPREMIO-CARICATURA-1024x724.jpg

  • 2st prize - Endyk

    Caricature

    Donald Trump

    Fena Mizah, TURKEY

    http://worldpresscartoon.com/wp-content/uploads/2018/05/3-2ºP-CARICATURA-1024x1015.jpg

  • 3st prize - Thomas Antony

    Caricature

    Robert Mugabe

    Metrovaartha, INDONESIA

    http://worldpresscartoon.com/wp-content/uploads/2018/05/78-3ºP-CARICATURA-716x1024.jpg

  • 1st prize - Nardi

    Editorial

    Freedom of expression

    Illegal Times, SPAIN

    http://worldpresscartoon.com/wp-content/uploads/2018/05/146-1ºP-EDITORIAL-GRAND-PRIX-494x1024.jpg

  • 2st prize - Cau Gomez

    Editorial

    Utopia

    Continente, BRAZIL

    http://worldpresscartoon.com/wp-content/uploads/2018/05/164-2ºP-EDITORIAL-777x1024.jpg

  • 3st prize - Hicabi Demirci

    Editorial

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    Pazar, TURKEY

    http://worldpresscartoon.com/wp-content/uploads/2018/05/176-3ºP-EDI.jpg

  • António Antunes

    António Antunes publicou os seus primeiros cartoons no diário lisboeta «República» em Março de 1974. No final desse ano, ingressou no semanário «Expresso» onde continua a publicar
    os seus trabalhos.
    Dos prémios conquistados destacam-se: Grande Prémio do
    XX International Salon of Cartoons (Montreal,Canadá, 1983), 1º Prémio de Cartoon Editorial do XXlll International Salon of Cartoons (Montreal, Canadá,1986), Grande Prémio de Honra do XV Festival du Dessin Humoristique (Anglet, França, 1993), Award of Excellence - Best Newspaper Design, SND (Estocolmo, Suécia, 1995), Prémio Internazionale Satira Politica, ex-aequo (Forte dei Marmi, Itália, 2002), Grande Prémio
    Stuart Carvalhais (Lisboa, Portugal, 2005), Prémio Presse Internationale (St. Just- le-Martel, França, 2010). Preside ao júri do World Press Cartoon, salão de que é director desde a sua fundação em 2005.
    Chegámos à 13ª edição do World Press Cartoon num tempo marcado por grandes tensões sociais; por guerras que transitam dos anos anteriores, com o continuado drama dos refugiados; por guerras que parecem desenhar-se no horizonte, mais ou menos próximo; por calamidades naturais e menos naturais. Mas, tudo ficou aquém do protagonismo de Donald Trump e Kim Jong-Un nesta montra do desenho de imprensa mundial.
    Esta edição é também marcada pela abertura do World Press Cartoon aos desenhos publicados online, reflectindo, assim, a importância que a internet vem protagonizando no jornalismo atual.
    Com Rayma, Rousso, Saad e Kountouris as reuniões do
    júri foram sérias quando era necessário seriedade e profissionalismo e, divertidas quando o humor impunha as suas regras. Que mais se pode pedir?

  • Kountouris

    Nascido em 1960, em Rodes, na Grécia. Desde 1985, tem trabalhado como cartoonista editorial em jornais e revistas gregos. Trabalha actualmente no jornal Efimerida ton Syntakton. Colabora também com o Courrier International e a Caglecartoons. Tem participado em muitas exposições individuais e colectivas
    na Grécia e no estrangeiro. Ganhou o Grand Prix do World Press Cartoon (2013) e tem sido premiado em vários concursos de cartoons nas Nações Unidas, Espanha, Bélgica, Itália, Turquia, Irão, Grécia, etc. Faz ilustração de livros infanto-juvenis e foi premiado com o Illustration Prize of IBBY Grécia 2002, e com o 1st Prize Design and Illustration 2005. Michael Kountouris é membro da Athens Journalists Union, membro fundador da Greek Cartoonists Association e membro da associação internacional «Cartooning for Peace». Desde 2011, tem trabalhado em projectos inovadores para a utilização de cartoons no sector da Educação.
    Este ano tive o privilégio, a responsabilidade e a honra de ser membro do júri do WPC 2018. Tive o privilégio de ver de perto o empenho e o profissionalismo do pessoal do WPC e usufruir de uma organização de elevados padrões e de uma calorosa hospitalidade oferecida pela cidade anfitriã do concurso, Caldas da Rainha. Senti a responsabilidade de fazer juízos sábios e de avaliar centenas de trabalhos notáveis feitos por brilhantes colegas de todo o mundo. Last but not least, tive a honra de integrar um júri excelente que, pela primeira vez na história do World Press Cartoon, atribuiu o Grand Prix a uma mulher cartoonista.

  • Rayma Suprani

    Rayma Suprani é uma cartoonista venezuelana, licenciada em Comunicação Social pela Universidade Central da Venezuela. Desde 1989, desenvolveu a sua carreira trabalhando em vários jornais como o El Diario de Caracas, o Economía Hoy e o El Universal. Em Setembro de 2014, foi despedida do El Universal após publicação de um cartoon que mostrava uma assinatura de Hugo Chavez em forma de crítica ao sistema de saúde da Venezuela. Este episódio desencadeou uma série de controvérsias em torno do seu trabalho artístico no tratamento de notícias do país, incluindo ameaças contra si. Rayma foi premiada com o Interamerican Society Press Prize (2005) e com os Pedro León Zapata Awards (2000, 2009). Participou também no filme «Caricaturistas: a Infantaria da Democracia» (2014), realizado por Stéphanie Valloatto. Este documentário, estreado no Festival de Cinema de Cannes, foi nomeado para Melhor Filme de Documentário na 40ª edição das César Awards. Rayma tem realizado várias conferências sobre defesa de Direitos Humanos para organizações como a Freedom House, Nova Iorque, e o Oslo Freedom Forum na Noruega. É membro da associação «Cartooning for Peace»
    Quero agradecer a toda a equipa do WPC por ter sido convidada a participar nesta experiência como membro do júri deste prestigiado concurso de cartoons realizado em Portugal. Toda a organização, camaradagem e profissionalismo me deixaram satisfeita e, de igual modo, o elevado nível dos trabalhos participantes em conjunto com a excelente seleção dos trabalhos premiados. Quero agradecer à visão criativa do António Antunes ao fazer da Caricatura uma ferramenta de denúncia, riso e reflexão internacionais neste concurso onde se torna possível encorajar muitos profissionais de todo o mundo a fazerem parte deste projecto que aborda assuntos tão importantes do mundo contemporâneo. E quero agradecer aos cartoonistas meus companheiros de júri que me acompanharam em tão difíceis decisões. Regressei a casa feliz com os resultados, com um sentimento de crescimento profissional e de uma vida nutritivamente revigorada pelo Desenho. Muito obrigada a todos.

  • Robert Rousso

    Robert Rousso nasceu em Sète, França, em 1937. Graduou-se na Escola de Belas Artes e na Faculdade de Arte de Montpellier. Deu início à sua carreira, ensinando Belas Artes e trabalhando como artista em regime freelance, nomeadamente criando banda desenhada de animação para o serviço público francês de televisão, ORTF. Em 1968, passou a trabalhar como ilustrador para o Instituto de Investigação Agronómica tendo a seu cargo a ilustração do Courrier de l’Environnement, onde os seus cartoons procuravam equilibrar a leitura de textos científicos algo pesados. A partir de 1969, os trabalhos de Robert Rousso apareciam em vários jornais e revistas, tratando assuntos científicos (natureza, ambiente, medicina) mas também assuntos políticos. Ao longo da sua carreira, Robert Rousso colaborou com Charlie Hebdo, Siné Hebdo, La Mèche, Kamikaze, Barricade, Espoir, Zélium, Siné Mensuel, em França, Cagle Cartoons, nos EUA e Buduàr, em Itália. Em 2002, criou a secção francesa da FECO, Federation of Cartoonists Organisations, que, em 2017 se transformou numa nova associação: France-Cartoons. Membro da associação Cartooning for Peace, desde 2011, Robert Rousso foi distinguido com os seguintes prémios: Lussac, França, 1992, 1er. Prix; St. Hubert, Bélgica, 1998, Press Prize; St. Just-le-Martel, França, 2000, 1st Anti-Junk-Food Prize; E-expo, Paris, 2006, 1st Prize; Fossano, Itália, 2008, Trofeo Beppe Maiolino; Tourcoing, França, 2011, 1er. Prix; Greekartoon, Atenas, 2006, 3rd Prize; Eurohumor Cuneo, Itália 2006, 2nd Prize; Vianden, Luxemburgo, 2013, 1st Prize; World Press Cartoon, Sintra, 2013, 2nd Prize Gag Cartoon.
    Numa próxima vez que as use, as minhas notas biográficas estarão enriquecidas com um aspecto adicional de orgulho próprio, talvez o mais apreciado: a participação como membro do júri do World Press Cartoon 2018. O WPC apresentou-me um verdadeiro filão de cartoons de imprensa. Finalmente, uma maioria de bons e atraentes desenhos recolhidos e juntos num só mesmo lugar. Foi também com imenso prazer que voltei a encontrar Rayma, Michael, Saad e o António, que permitiram esta troca profissional de pontos de vista com elevada qualidade. Obrigado, a todos eles. Os cerca de 600 desenhos sob apreciação foram um espelho do último ano: um Donald Trump sempre presente, com Kim Jong-un no porta-chaves. Se estes puderam provocar gargalhadas quase intermináveis, no entanto não esqueceram o drama dos refugiados, uma preocupação para tantos autores. A escolha, assente num processo eliminatório progressivo após todos conferenciarmos, permitiu que a excelência emergisse em clima consensual. Revelou-se uma abordagem muito profissional. Eu exprimiria apenas um lamento: que a pátria de Daumier tenha tido tão poucos representantes numa reunião destas. E o que dizer de tão entusiásticas boas-vindas, plenas de atenções gentis, vinhos e bacalhau incluídos, guarnecidas com humor? Tantos momentos privilegiados a encher o valioso baú de memórias…

  • Saad Hajo

    Saad Hajo é um cartoonista sueco nascido em 1968 em Damasco (Síria). Licenciou-se na Art University em 1989. Publica um cartoon politico animado diariamente na TV Síria. Publica também no jornal Folkbladet na Suécia e na revista Courrier International em Paris. Durante 20 anos trabalhou diariamente no jornal As-Safir em Beirute. Trabalhou também para o jornal An-Nahar em Beirute, para o semanário Al-Ahram Alarabi no Cairo e para o Al Quds Al- Arabi em Londres. Chefiou durante cinco anos o departamento de cartoons do jornal online 24.ae nos Emirados Árabes Unidos. Em 2004, foi membro do júri da Aydin Dogan International Caricature Competition, Istambul. Em 2015, Saad Hajo foi vencedor do prémio EWK na Suécia.
    Tive a oportunidade de me encontrar com os cartoonistas meus companheiros de júri durante os trabalhos do júri. Éramos da Europa, do Médio Oriente e da América Latina, e, embora eu fale Árabe, Sueco, Curdo, Francês e Inglês, a língua mais bela que utilizámos foi a dos cartoons. Enquanto os políticos usam o poder económico e politico para controlar o mundo, os cartoonistas usam os políticos transformando-os em objectos de ridicularização, riso e crítica. A autoridade da crítica e do ridículo permanece uma das mais vigorosas autoridades. Pus o profissionalismo em prática neste mecanismo de arbitragem onde fomos capazes de debater, dialogar e, também, discordar.
    Os prémios foram para as ideias de maior qualidade em termos de técnica e inovação/singularidade. Este ano, foi aceite a participação de desenhos publicados online. Foi uma boa forma de acompanhar os desenvolvimentos no jornalismo contemporâneo. De maneira geral, os desenhos e as ideias foram muito bons mas, infelizmente, a execução de boas ideias através de uma forma de qualidade inferior enfraqueceu nalguns casos as hipóteses de sucesso. O enquadramento do júri nas Caldas da Rainha, conhecida pela sua tradição de figuras e esculturas satíricas, ofereceu um elemento adicional de conforto e atmosfera.

WPC 2017

World Press Cartoon 2017

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  • 1st prize - Alireza Pakdel

    Grand Prix

    Immigrants

    Etemad - Iran

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  • 1st prize - Toso Borkovic

    GAG

    Orator

    Ilustrovana Politika - Serbia

    http://worldpresscartoon.com/wp-content/uploads/2017/06/234-1ºp.jpg

  • 2st prize - Wegmann Silvan

    GAG

    Rio

    Schweiz am Sonntag - Switzerland

    http://worldpresscartoon.com/wp-content/uploads/2017/06/259-2ºp-1024x784.jpg

  • 3st prize - Xavier Bonilla

    GAG

    Ludopatia

    Nuestro Mundo - Ecuador

    http://worldpresscartoon.com/wp-content/uploads/2017/06/463-3ºp-739x1024.jpg

  • 1st prize - Luiz Carlos Fernandes

    Caricatura

    Fidel Castro

    Diário do Grande ABC - Brazil

    http://worldpresscartoon.com/wp-content/uploads/2017/06/172-1ºp-603x1024.jpg

  • 2st prize - Eduardo Baptistão

    Caricatura

    Bob Dylan

    Veja - Brazil

    http://worldpresscartoon.com/wp-content/uploads/2017/06/173-2ºp-550x1024.jpg

  • 3st prize - Mariagrazia Quaranta

    Caricatura

    Trump

    L'Unitá - Italy

    http://worldpresscartoon.com/wp-content/uploads/2017/06/21-3ºp-1024x935.jpg

  • 1st prize - Alireza Pakdel

    Editorial

    Immigrants

    Etemad - Iran

    http://worldpresscartoon.com/wp-content/uploads/2017/06/94-1ºp-734x1024.jpg

  • 2st prize - Michael Kountouris

    Editorial

    Attack to Nice

    Efimerida Ton Syntakton - Greece

    http://worldpresscartoon.com/wp-content/uploads/2017/06/465-2ºp-1024x754.jpg

  • 3st prize - Sunnerberg Constantin

    Editorial

    Welcome

    Courrier International - France

    http://worldpresscartoon.com/wp-content/uploads/2017/06/99-3ºp.jpg

  • António Antunes

    António Antunes publicou os seus primeiros cartoons no diário lisboeta
    «República» em Março de 1974. No final desse ano, ingressou no
    semanário «Expresso» onde continua a publicar os seus trabalhos.
    Dos prémios conquistados destacam-se: Grande Prémio do XX
    International Salon of Cartoons (Montreal,Canadá, 1983), 1º Prémio de
    Cartoon Editorial do XXlll International Salon of Cartoons (Montreal,
    Canadá,1986), Grande Prémio de Honra do XV Festival du Dessin
    Humoristique (Anglet, França, 1993), Award of Excellence - Best
    Newspaper Design, SND (Estocolmo, Suécia, 1995), Prémio Internazionale
    Satira Politica, ex-aequo (Forte dei Marmi, Itália, 2002), Grande Prémio
    Stuart Carvalhais (Lisboa, Portugal, 2005), Prémio Presse Internationale
    (St. Just- le-Martel, França, 2010). Preside ao júri do World Press Cartoon,
    salão de que é director desde a sua fundação em 2005.

    O júri do World Press Cartoon desta edição trouxe-me momentos ricos de
    emoções: o prazer de me reunir com quatro amigos e grandes senhores
    do Humor Gráfico de Imprensa - Sábat, Ross, Boligán e Zoran, todos com
    excelentes carreiras, reconhecidas e premiadas um pouco por todo o
    mundo; a alegria de ver renascer o World Press Cartoon depois de um ano
    de interrupção, na sua nova casa - Caldas da Rainha; a satisfação do
    dever cumprido após a selecção e premiação do Júri. Foi um trabalho sério e
    competente mas, também animado e divertido como é próprio dos encontros
    de amigos.
    Influenciado por este óptimo ambiente, sai reforçada a minha convicção de
    que estamos perante o ressurgimento de um World Press Cartoon cada vez
    mais forte. Que assim seja.

  • Zoran Petrovic

    Nascido na Jugoslávia (Sérvia) há 40 anos, encontrava-se a caminho de Nova Iorque quando fez escala na Alemanha – e ali ficou até hoje. Zoran trabalha como artista e cartoonista freelance. Cria esculturas em madeira com serra mecânica e pinturas sobre madeira e tela – flores, cenários e tudo o que possa suscitar um sorriso nas pessoas. Gosta de bons vinhos e viaja muito pelo estrangeiro, sobretudo por motivos profissionais, absorvendo inspiração para dias futuros. Autor de mais de 20 livros de cartoons, Zoran tem realizado exposições em França, Dinamarca, Alemanha e Croácia.

    É excepcionalmente honroso integrar o júri de um dos mais grandiosos concursos de cartoons do mundo, uma extraordinária organização num país espantoso, o que reflecte a riqueza da sua tradição e cultura. O local certo para um evento global na área dos cartoons. Foi um prazer, colaborar com nomes grandes do mundo dos cartoons, com origem nas mais diferentes áreas do mundo no júri e na própria organização. E um prazer especial foi a avaliação conjunta de cartoons e da arte satírica desenvolvida pelos nossos colegas. Evento inesquecível, voltarei sempre com imenso agrado.

  • Angel Boligán

    Angel Boligán nasceu em 1965,em San Antonio de los Baños, Havana, Cuba.
    Graduou-se como professor de Artes Plásticas em Havana em 1987 e reside
    no México desde 1992. Publica os seus desenhos no «El Universal», “El
    Chamuco» e «Foreing Affairs Latinoamérica» entre outras publicações.
    Fundou a agência CartónClub (clube de caricatura latina). Entre os muitos
    prémios ganhos destacam.se o 1º Prémio do ll Portocartoon World Festival em
    2000; o Grande Prémio do World Press Cartoon em 2006, o Grande Prémio do
    36th International Nasreddin Hoja Cartoon Contest em 2006 e foi o vencedor do
    Prémio La Catrina, outorgado pela Feira Internacional do Livro de Guadalajara.

    Integrar o júri do World Press Cartoon foi toda uma experiência e um
    compromisso bem profissional. Nos últimos 12 anos, o mundo da Caricatura
    tem contado com este evento, que dignifica e premeia o melhor da caricatura na
    imprensa mundial. Nós, autores, rapidamente aceitamos o repto da participação
    com a esperança de ver o nosso desenho colocado entre os melhores. Tentar
    receber um prémio é um estímulo que nos desafia a manter elevados padrões na
    nossa obra publicada.
    Nestes dias de selecção de prémios, os olhos e esperança dos participantes
    estão atentos a Portugal buscando pistas sobre os premiados deste ano e,
    claro, sobre o nível do júri decisor. Foi uma honra, integrar este júri com artistas
    tão prestigiados. Durante dois dias e várias horas de trabalho, depurámos e
    selecionámos os finalistas até chegarmos profissional e democraticamente aos
    prémios finais. Agradeço aos colegas jurados o seu profissionalismo e seriedade,
    e felicito todos os autores premiados neste WPC 2017.

  • Hermenegildo Stabat

    Hermenegildo Sábat nasceu em 1933 em Montevideu (Uruguai) e colabora
    com jornais e revistas desde 1949. Os seus trabalhos têm sido publicados em
    quase todos os países do continente americano. Publicou mais de 20 livros
    e recebeu diversas distinções da Universidade de Columbia (Nova Iorque),
    Fundação Gabriel Garcia Marquez (México) e Prémio Pedro Figari pelo seu
    percurso pictórico no Uruguai.

    Ser jurado num concurso de humor gráfico é uma responsabilidade maior do
    que as palavras fazem supor. No nosso caso, tivemos a sorte de estarmos
    acompanhados de profissionais cultos e sólidos, capazes de discriminar com
    certeza e precisão todos e cada um dos trabalhos apresentados. Os resultados
    foram analisados sem pressões e chegámos a consensos sem dificuldades.
    Participar nas decisões foi um privilégio.

  • Ross Thomson

    Ross Thomson nasceu em Hawick (Escócia) e frequentou o Colégio de Belas
    Artes de Edimburgo. Posteriormente trabalhou como director artístico em
    várias agências publicitárias de Londres, época em que viu publicada a sua
    primeira capa da revista «Punch». Enveredou por uma carreira freelance em
    que o seu trabalho inclui campanhas publicitárias, livros infantis, animação
    de anúncios, etc. Nos últimos anos tem participado em concursos de cartoons
    tendo ganho mais de 100 prémios e distinções.

    Uma vez mais, os terríveis acontecimentos do nosso mundo foram temas
    tratados pelos nossos cartoonistas editoriais com cartoons de muito humor
    e a fazerem pensar. Consequentemente, deram aos membros do júri a difícil
    tarefa de fazer as escolhas certas nas suas deliberações. Mas, como sempre, a
    qualidade veio à superfície. Desejamos longa vida ao trabalho do cartoonista,
    sobrepondo-se ao nosso mundo conturbado por déspotas e guerras.

WPC 2015

World Press Cartoon 2015

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  • 1st prize - André Carrilho

    Grand Prix

    Ebola

    Diário de Notícias - PRT

    http://worldpresscartoon.com/wp-content/uploads/2017/06/399-André-Carrilho-1024x585.jpg

  • 1st prize - Kountouris

    Gag

    Untitled

    Shedia - GRC

    http://worldpresscartoon.com/wp-content/uploads/2017/06/68-Kountouris-877x1024.jpg

  • 2st prize - Boligán

    Gag

    Future Special

    Conozca Más - MEX

    http://worldpresscartoon.com/wp-content/uploads/2017/06/259-Boligán.jpg

  • 3st prize - Mohammad Ali Khalaji

    Gag

    Untitled

    Jam-e-Jam - IRN

    http://worldpresscartoon.com/wp-content/uploads/2017/06/176-Khalaji-1024x711.jpg

  • 1st prize - Cau Gomez

    Caricature

    Messimania 2

    A Tarde - BRA

    http://worldpresscartoon.com/wp-content/uploads/2017/06/224-Cau-Gomez-737x1024.jpg

  • 2st prize - Dalcio

    Caricature

    Bowie

    Correio Popular - BRA

    http://worldpresscartoon.com/wp-content/uploads/2017/06/187-Dalcio-800x1024.jpg

  • 3st prize - Riber

    Caricature

    Xi Jinping

    Courrier International - FRA

    http://worldpresscartoon.com/wp-content/uploads/2017/06/237-Riber-871x1024.jpg

  • 1st prize - André Carrilho

    Editorial

    Ebola

    Diário de Notícias - PRT

    http://worldpresscartoon.com/wp-content/uploads/2017/06/399-André-Carrilho-1024x585.jpg

  • 2st prize - Tchavdar

    Editorial

    Ebola

    Pressa Daily - BGR

    http://worldpresscartoon.com/wp-content/uploads/2017/06/168-Tchavdar-1024x763.jpg

  • 3st prize - Cost

    Editorial

    Maidan

    Kpaiha - UKR

    http://worldpresscartoon.com/wp-content/uploads/2017/06/59-Cost.-Maidan-706x1024.jpg

  • Agim Sulaj

    Agim Sulaj nasceu em Tirana, capital da Albânia, em 1960, mas passou a
    infância e a adolescência na cidade costeira de Vlora. Desde muito jovem,
    Agim mostrou paixão pela pintura e artes em geral e o seu talento revela-se
    muito cedo. Completou estudos na Academia de Artes em Tirana e inicia a sua
    colaboração com «Hosteni», uma revista política e satírica, facto que introduz
    o jovem artista no mundo do humor, elemento importante para a formação do
    seu próprio trabalho artístico. Ao mesmo tempo, desenvolve um estilo hiper-
    -realista que se mostra dominante nas obras posteriores. Nos seus desenhos
    aborda os grandes problemas sociais e políticos do século XXI: a pobreza no
    mundo, a poluição ambiental, a vida dos imigrantes e outros temas sociais.
    Em 1993, Agim apresenta em Itália uma coleção de trabalhos criados durante
    o período comunista, os quais foram acolhidos calorosamente pela crítica.
    Fixou residência, desde então, na cidade italiana de Rimini. Agim Sulaj foi
    galardoado com muitos prémios internacionais e expôs em galerias famosas
    em Itália, Albânia, Grécia, Turquia e, mais recentemente, também em Paris,
    Oxford, Londres e Kruishoutem, Bélgica. O seu trabalho tem sido considerado
    «uma ilustração refinada, surreal e satírica, metáfora para o estado do meio
    ambiente e dos nossos fracassos para o proteger».

    Uma experiência maravilhosa
    Grande amigo António e queridos amigos do World Press Cartoon: este ano eu
    tive o privilégio de participar no júri. Pude ver de perto a qualidade e a magia do
    vosso trabalho. Foi uma experiência maravilhosa, colaborar convosco e selecionar
    as melhores obras para o World Press Cartoon 2015. Obrigado a todos, obrigado
    Portugal!

  • António Antunes

    António Antunes publicou os seus primeiros cartoons no diário lisboeta
    “República”, em Março de 1974. No final do mesmo ano, ingressou no
    semanário “Expresso” onde continua a publicar as suas obras. Dos
    prémios recebidos destacam-se: Grande Prémio do XX International Salon
    of Cartoons (Montreal, Canadá, 1983), 1º Prémio de Cartoon Editorial do
    XXIII International Salon of Cartoons (Montreal, Canadá, 1986), Grande
    Prémio de Honra do XV Festival du Dessin Humoristique (Anglet, França,
    1993), Award of Excellence - Best Newspaper Design, SND - Estocolmo,
    Suécia (1995) Prémio Internazionale Satira Politica (ex-æquo, Forte dei
    Marmi, Itália, 2002), Grande Prémio Stuart Carvalhais (Lisboa, Portugal,
    2005) e o Prix Presse Internationale (Saint-Just-le-Martel, França, 2010).
    Realizou exposições individuais em Portugal, França, Espanha, Brasil,
    Alemanha e Luxemburgo. Foi júri de salões de desenho humorístico
    em Portugal, Brasil, Grécia, Itália, Sérvia e Turquia. António dedica-se
    também ao design gráfico, à escultura, à medalhística e é o autor da
    animação plástica da estação de Metro Aeroporto, inaugurada em 2012
    em Lisboa, constituída por caricaturas de personalidades de relevo da
    cidade, realizadas em pedra encastrada. Preside ao júri do World Press
    Cartoon, salão de que é diretor desde a sua fundação em 2005.

    Com alguma emoção...
    Foi com alguma emoção que entrei no Auditório do Centro Cultural de
    Cascais para iniciar as reuniões de trabalho do júri do World Press
    Cartoon 2015, depois de um ano de problemas e incertezas. Foram
    reuniões animadas e bem dispostas, mas rigorosas e profissionais
    quando tal foi necessário. Para mim, tratou-se também de um encontro
    de amigos: Augusto Cid, companheiro de toda a minha vida profissional;
    Xaquín Marín, Firoozeh Mozaffari e Agim Sulaj, amigos mais recentes.
    Por fim é também com alguma emoção que, terminados os trabalhos
    do júri, abandono o anfiteatro. Saio com a convicção de termos dado uma
    vida nova ao nosso World Press Cartoon. Longa vida ao World Press Cartoon!

  • Augusto Cid

    Augusto José Sobral Cid é natural da cidade da Horta, Ilha do Faial, Açores,
    onde nasceu em 1941. Fez os estudos do ensino secundário em colégios
    portugueses e dos Estados Unidos da América, frequentando depois o curso
    de Escultura da Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa. Tem muitos
    livros publicados e colaborou com diversos jornais e revistas entre os
    quais «A Parada da Paródia», «A Mosca», «Diário de Lisboa», «Lorentis»,
    «Observador», «O Século», «Vida Mundial», «O Jornal Novo», «A Tarde»,
    «O Dia», «O Diabo», «Semanário», «O Independente», «Focus» e «Grande
    Reportagem». Participou em inúmeras exposições individuais e coletivas e foi
    distinguido com muitos prémios, ao longo da sua carreira.

    Uma excelente equipa
    Meus queridos amigos. Foi com muita honra e prazer que emprestei a
    minha colaboração à excelente equipa que reuniram para apreciar os
    trabalhos do World Press Cartoon de 2015. Agradeço mais uma vez a
    confiança depositada em mim e desejo-vos o maior sucesso no próximo
    concurso, ficando à vossa disposição para qualquer ajuda que venham a
    necessitar. Um grande abraço para todos.

  • Firoozeh Mozaffari

    Firoozeh Mozaffari nasceu em 1970 e é uma artista de nacionalidade
    iraniana. Estudou design gráfico em Teerão e trabalha para vários jornais,
    como o «Shargh», «Etemad», «Farhikhtegan», e ainda para o website de
    notícias «Khabar-Online». Participou como membro do júri em diversos
    concursos internacionais no Irão e também nos salões Aydin Dogan,
    na Turquia, e Olive, em Chipre, em 2014. Recebeu vários prémios em
    festivais no seu país de origem e foi um dos quatro cartoonistas iranianos
    distinguidos com o Prémio Liberdade de Expressão, entregue pelo antigo
    Secretário Geral das Nações Unidas, Kofi Anan.

    afirmando-se mais e mais cada ano
    Nesta edição do World Press Cartoon, apesar dos atrasos na convocação dos
    participantes e, consequentemente, de um tempo mais limitado para a receção
    das obras, um grande número de caricaturas, cartoons editoriais e desenhos
    de humor foram apresentados a concurso. O ano de 2014 produziu três
    grandes temas na categoria de cartoon editorial. O Campeonato do Mundo de
    Futebol no Brasil, o ISIS no Médio Oriente e o Ébola em África foram os temas
    dominantes entre as obras apresentadas este ano e isto acentuou a extrema
    dificuldade de escolher as obras mais marcantes. No final, um cartoon sobre
    o drama humano do vírus Ébola e sobre a discriminação no tratamento dos
    pacientes mereceu a distinção do Grand Prix. Esta obra despertou a minha
    atenção desde o início e produziu em mim uma impressão profunda. O meu
    agradecimento especial vai para a equipa do World Press Cartoon e para
    os restantes membros do júri. Faço votos de que este prémio internacional
    continue com todo o seu brilhantismo e de que o World Press Cartoon se afirme
    mais e mais a cada ano

  • Xaquín Marín

    Xaquín Marín Formoso, de nome artístico X. Marín, nasceu em 1943 na
    cidade galega de Ferrol, Espanha. Trabalha diariamente para o jornal
    «La Voz de Galícia» da Corunha e colabora em diversas publicações
    mensais. Tem obras publicadas em «La Codorniz», «Hermano Lobo»,
    «La Golondriz», entre muitas outras publicações. Fundou no ano de
    1984 o Museu do Humor de Fene (Corunha) e foi o seu diretor até
    2008. Tem editados 31 livros, recebeu diversos prémios e fez muitas
    comunicações sobre o humor em congressos internacionais. É membro
    da Academia Del Humor de Pozuelo (Madrid) e professor honoris causa
    da Universidade de Alcalá.

    O mundo do cartoon nas nossas mãos
    Com toda a responsabilidade e a dificuldade que há em escolher com
    justiça, julgando entre centenas de trabalhos feitos com grande esmero pelos
    companheiros cartoonistas – e, ainda mais, sabendo como sei o trabalho,
    engenho, sofrimento e mesmo risco que encerra o exercício que partilhamos –
    uma pessoa tira bom proveito desta encomenda. Porque tem a oportunidade
    única de ver os melhores trabalhos publicados pelos melhores desenhadores
    durante todo o ano, oportunidade de imaginar as suas intenções, de calcular
    tudo o que podem sugerir as mensagens que veiculam, de comprovar as suas
    capacidades técnicas, de admirar as suas inovações… Mais ainda: fazer tudo
    isto na risonha e formosa Cascais, com a amabilidade das gentes da Câmara
    Municipal, com o carinho, profissionalismo e amizade dos organizadores e
    restantes membros do júri, tanto os conhecidos como os novos, que já são
    também agora amigos para sempre. Assim, neste ambiente – para lá da
    dificuldade de ter que escolher os melhores trabalhos em cada categoria,
    deixando de lado, votação atrás de votação, obras excelentes (e mesmo outras
    que não o serão tanto, mas que transportam em si a ambição e o melhor fazer
    de cada artista) – esta missão tornou-se fácil e simples para este orgulhoso e
    agradecido membro do júri.

WPC 2014

World Press Cartoon 2014

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  • 1st prize - Shankar

    Grand Prix

    Mandela

    India - Sakshi

    http://worldpresscartoon.com/wp-content/uploads/2017/06/511-Shankar.jpg

  • 1st prize - Agim Sulaj

    Gag

    The Coins in the Bread

    .

    http://worldpresscartoon.com/wp-content/uploads/2017/06/1_GAG_2014.jpg

  • 2st prize - Leslie

    Gag

    Poquer

    .

    http://worldpresscartoon.com/wp-content/uploads/2017/06/282-Leslie.jpg

  • 3st prize - David

    Gag

    Picasso, Dali e o ovo

    .

    http://worldpresscartoon.com/wp-content/uploads/2017/06/170-David.jpg

  • 1st prize - Shankar

    Caricature

    Mandela

    India - Sakshi

    http://worldpresscartoon.com/wp-content/uploads/2017/06/511-Shankar.jpg

  • 2st prize - Alfredo

    Caricature

    Hugo Chavez

    La Nación

    http://worldpresscartoon.com/wp-content/uploads/2017/06/2_Editorial_490-Alfredo.jpg

  • 3st prize - Yaser Khanbarai

    Caricature

    Barack Obama

    Iran - Etefaghyeh Daily

    http://worldpresscartoon.com/wp-content/uploads/2017/06/3_caricatura.jpg

  • 1st prize - Zarko Luetic

    Editorial

    Untitled

    Croatia - Pikac

    http://worldpresscartoon.com/wp-content/uploads/2017/06/1_editorial.jpg

  • 2st prize - Riber Hanson

    Editorial

    The scream in the vatican

    Sydsvenskan

    http://worldpresscartoon.com/wp-content/uploads/2017/06/2_Editorial_2014_421-Riber.jpg

  • 3st prize - Boligán

    Editorial

    Reforma Migratória

    .

    http://worldpresscartoon.com/wp-content/uploads/2017/06/3_editorial.jpg

  • ADRIANA MOSQUERA SOTO

    LONGA VIDA PARA O WORLD PRESS CARTOON! O desenho de humor foi considerado até muito recentemente uma profissão só para os homens, mas pouco a pouco as mulheres foram abrindo caminho para a opinião e o humor sob outros pontos de vista. O World Press Cartoon tem estado sempre muito consciente da importância da diversidade no momento de julgar, e teve, até hoje, dez mulheres nos seus júris. Este ano, a honra coube-me a mim. Foi uma experiência muito enriquecedora e inesquecível, na companhia de grandes figuras internacionais do humor gráfico. Longa vida para o World Press Cartoon!

    Adriana Mosquera Soto, com o nome artístico de Nani, é uma criadora colombiana de humor gráfico, ilustradora e designer de moda, com uma licenciatura em Biologia. Professora Honorária de Humor pela Universidade de Alcalá de Henares (Espanha, 1998), foi a vencedora do concurso Humor e a Amamentação de Guipúzcoa (Espanha, 2003) e do primeiro Festival de Mulheres Cartoonistas de Las Tunas (Cuba, 2006). Nani tem obras publicadas na Colômbia, Espanha, México, Cuba, Estados Unidos, Argentina, Equador e Portugal. É colaboradora regular da revista espanhola «Interviú» e assessora da Feira do Livro de Bogotá, da Fundação da Universidade de Alcalá de Henares, da Feira do Livro de Guadalajara (México) e do Centro de Apoio à Mulher de Alcalá de Henares. Trabalhos que executou em defesa da igualdade de género foram impressos em grande formato para painéis rodoviários, em Medellín (Colômbia, 2007). Sob o patrocínio da Cruz Vermelha da Argentina, Adriana Mosquera criou um conjunto de postais ilustrados contra o abuso de mulheres e a violência doméstica. Com mais de 50 mulheres cartoonistas de todo o mundo, organizou a exposição itinerante «Mulheres Artistas e a Arte da Caricatura», como prova de que as mulheres podem trabalhar em campos destinados apenas aos homens.

  • ANTÓNIO ANTUNES

    FESTEJEMOS O WORLD PRESS CARTOON A constituição do júri da 10ª edição do World Press Cartoon, tal como nas edições anteriores, resultou do convite a personalidades marcantes da área do humor gráfico de imprensa, privilegiando a diversidade das origens, do estilo e a cultura plástica e jornalística. O trabalho do júri foi enquadrado por métodos de selecção e premiação que desenvolvemos ao longo dos nossos dez anos de existência, em sessões animadas e bem-humoradas que se transformaram em sérias e ponderadas quando chegaram os momentos das decisões. Esta atmosfera amena foi apenas ensombrada pela situação familiar que obrigou Kap a regressar a Barcelona. Gostaria de terminar este texto de forma festiva e entusiástica, própria da comemoração dos 10 anos do World Press Cartoon que, ao longo desse período se tornou na referência do humor gráfico de imprensa, tendo mesmo sido distinguido como «Best Cartoon Contest of Year 2012», mas impede-me o facto de ainda haver no horizonte algumas nuvens sobre o nosso futuro. Não há, no entanto, nada que impeça que festejemos de forma entusiástica, em 2015, a 11ª edição do World Press Cartoon. Esperemos que assim seja.

    António Antunes publicou os seus primeiros cartoons no diário lisboeta «República», em Março de 1974. No final do mesmo ano, ingressou no semanário «Expresso» onde continua a publicar as suas obras. Dos prémios recebidos destacam-se: Grande Prémio do XX International Salon of Cartoons (Montreal, Canadá, 1983), 1º Prémio de Cartoon Editorial do XXIII International Salon of Cartoons (Montreal, Canadá, 1986), Grande Prémio de Honra do XV Festival du Dessin Humoristique (Anglet, França, 1993), Award of Excellence – Best Newspaper Design, SND – Estocolmo, Suécia (1995) Premio Internazionale Satira Politica (ex-æquo, Forte dei Marmi, Itália, 2002), Grande Prémio Stuart Carvalhais (Lisboa, Portugal, 2005) e o Prix Presse Internationale (Saint-Just-le-Martel, França, 2010). Realizou exposições individuais em Portugal, França, Espanha, Brasil, Alemanha e Luxemburgo. Foi júri de salões de desenho humorístico em Portugal, Brasil e Grécia. António dedica-se também ao design gráfico, à escultura, à medalhística e é o autor da animação plástica da estação de Metro Aeroporto, inaugurada em 2012 em Lisboa, constituída por caricaturas de personalidades de relevo da cidade, realizadas em pedra encastrada. Presidiu ao júri da nona edição do World Press Cartoon, salão de que é director desde a sua fundação em 2005.

  • FERRUCCIO GIROMINI

    AS NAÇÕES UNIDAS DO HUMOR Na sua plenitude, a vida pode ser sempre surpreendente e emocionante. E o animal Homem adoptou uma reacção nervosa adequada ao súbito espanto da existência: o riso. Rimos para dominar uma surpresa, seja ela boa ou má. Rimos para ganhar coragem. E rimos de puro prazer e alegria ao desfrutar da companhia de outras pessoas. Estas reflexões vêm à mente sempre que somos confrontados com cartoons em grande número. Descobre-se que, através deles, o mundo nos conta a sua própria história e que a Humanidade se confessa. Medo, esperança, raiva e ternura vêm à superfície. Mas esta espécie de «enciclopédia humana» tem uma característica especial: faz-nos rir. Desencadeia no nosso organismo reacções químicas e eléctricas peculiares que nos regeneram e energizam. Por outras palavras, faz-nos bem.
    A participação no júri de uma competição de cartoons é como uma cura reconstituinte, como se tivéssemos feito uma curta estadia numa clínica de bem-estar. Quando se termina a árdua e honrosa tarefa de ser membro do júri, partimos de melhor saúde, mais felizes e mais fortes do que quando chegámos. A experiência no World Press Cartoon não é excepção. Não é fácil descrever a atmosfera que se vive entre os artistas do humor, porque é sempre animada e emocionante, oferecendo uma abundância de estímulos. E, sobretudo, como neste caso, é um viveiro para novas amizades. Comunicando em todas as línguas, muitas vezes através da linguagem corporal, partilha-se uma intensa aventura emocional e intelectual, provavelmente inacessível aos comuns mortais. Sentimo-nos privilegiados. Participar em dias tão repletos de trabalho e gargalhadas com pessoas como o António, a Nani, o Rainer, o Kap, e o Rui, o Pedro, a Olinda e a Teresa representa uma gratificante dádiva do destino.
    Cidadãos do mundo, sentimos estar juntos num vértice do planeta como amigos – a forma como as nações e os povos deveriam sentir-se em relação uns aos outros, por todo o globo. Porque rirmos juntos — não devemos esquecer – gera também amor recíproco.

    Ferruccio Giromini nasceu em Génova, Itália, em 1954, e é jornalista desde 1978. Especializou-se em crítica de arte e comunicação visual, e tem trabalhado como guionista de banda desenhada, ilustrador, fotógrafo e realizador de TV. As suas obras têm aparecido em várias exposições, entre elas a Bienal de Veneza (1980). Como consultor editorial, tem dirigido colecções de livros, cd-rom, vídeos e revistas para várias editoras. Faz palestras e orienta workshops para instituições educacionais públicas e privadas, incluindo o MiMaster e o Instituto Europeu de Design de Milão. Ferruccio Giromini comissariou 440 exposições e eventos com foco em ilustração, banda desenhada, humor gráfico, fotografia, cinema de animação e artes visuais contemporâneas, em Itália e no estrangeiro. Participou em mais de 120 júris, muitas vezes nas funções de presidente. Desde 1982, tem actuado como consultor de arte de uma série de eventos e festivais. Co-dirigiu o festival internacional de Cinema de Animação Cartoombria, em Perugia, por vários anos. Foi director de arte do Prémio Sergio Fedriani, em Génova (2007). Concebeu e dirigiu o festival Fantastiche Terre di Portofino, Ligúria (2008/2009). Foi ainda co-director do Prémio Skiaffino em Camogli (2008) e é membro do comité científico do Museu Giuseppe Ugonia, em Brisighella, perto de Ravena.

  • JAUME CAPDEVILA

    O MELHOR REMÉDIO: MUITO HUMOR A função do cartoonista é rever com ironia a actualidade noticiosa das páginas dos jornais. Esta análise deve ser irreverente e brincalhona, mas não menos profunda. Pelo contrário: através do grafismo, com mecanismos metalinguísticos e simbólicos, temperados com humor, um cartoon permite ao leitor interpretara realidade sob um novo olhar, mais lúcido e livre. Eis porque o World Press Cartoon, ao agregar os melhores desenhos publicados no mundo, toma o pulso ao nosso planeta, capturando os mais importantes momentos e personalidades do ano. O World Press Cartoon é, sem dúvida, o evento mais exigente do mundo. Integrar o júri é uma experiência avassaladora, mas, no fim, o que importa não é tanto o prémio, mas sim o mosaico formado pelos desenhos selecionados. O WPC torna-se a crónica mais lúcida e honesta das ocorrências vividas no mundo ao longo de um ano. O imperdível WPC revela-se o melhor termómetro para detectar as doenças que minam o nosso mundo. E oferece, também, o melhor remédio: muito humor.

    Jaume Capdevila, Kap de nome artístico, nasceu em 1974 em Berga, (Barcelona, Espanha). Trabalha como cartoonista editorial nos principais jornais de Barcelona: o «La Vanguardia» e o «El Mundo Deportivo». Colabora também com outros jornais e revistas em Espanha, França, Itália e Estados-Unidos. Os seus cartoons são sindicados mundialmente por Daryl Cagle, e colabora também com o CartoonMovement. Licenciado em Belas Artes pela Universidade de Barcelona, Kap tem publicado muitos livros dos seus próprios cartoons e de muitas colectâneas com outros cartoonistas. Agraciado com vários prémios internacionais de cartoons, é também membro da «Cartooning for Peace», membro da equipa directiva do Instituto Quevedo del Humor de la Fundación General de la Universidad de Alcalá de Henares, e fundador da «Cartoonistas Sem Fronteiras». É também especialista e académico em imprensa satírica dos séculos XIX e XX, e escreveu sobre este tema na revista especializada «Sápiens» de Barcelona. Jaume Capdevila tem 15 livros publicados com estudos sobre cartoons, cartoonistas e história da revistas satíricas antigas.

  • RAINER EHRT

    LIBERDADE INTELECTUAL E HUMOR INTELIGTENTE O projecto World Press Cartoon reúne três elementos importantes da comunicação moderna: um pensamento político crítico, brilhantismo gráfico e prazer visual. O World Press Cartoon também nos oferece uma visão global alternativa dos nossos problemas contemporâneos: não apenas a visão ocidental sobre o mundo, mas também as diversas nuances de outras perspectivas. O World Press Cartoon é como um Anuário de claro pensamento global e prazer visual, aberto a todos, e precisamos dele para o futuro como um elemento essencial de liberdade intelectual e humor inteligente.

    Nascido em 1960, na então Alemanha de Leste, Rainer Ehrt fez estudos em Ilustração e Arte Gráfica na Faculdade de Arte e Design Halle Burg Giebichenstein (1981-88). Depois disso, trabalhou como freelancer nas áreas de design gráfico, gravura, ilustração, banda desenhada, pintura, livros de arte e escultura. Vivendo e trabalhando em Kleinmachnow, na periferia de Berlim, Rainer Ehrt venceu, entre outros, o Prémio de Artes de Brandenburgo (2007), o Grande Prix World Press Cartoon (2008), o Grande Prix Satyrycon Legnica (2010) e o Prémio do Público no Prémio Alemão de Caricaturas (2011).

WPC 2013

World Press Cartoon 2013

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  • 1st prize - Kountouris

    Grand Prix

    E.U. Rescue Team

    Efimerida Ton Syntakton - GRC

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  • 1st prize - Saeed

    Gag

    Low economy

    Jam-e-Jam - IRN

    http://worldpresscartoon.com/wp-content/uploads/2017/06/447-Saeed-1024x724.jpg

  • 2st prize - Rousso

    Gag

    Quem é?

    Barricade - FRA

    http://worldpresscartoon.com/wp-content/uploads/2017/06/27-ROUSSO-706x1024.jpg

  • 3st prize - Zuleta

    Gag

    Free Woman!!

    El Mundo de Karry - PER

    http://worldpresscartoon.com/wp-content/uploads/2017/06/170-Zuleta-1024x771.jpg

  • 1st prize - Pablo Lobato

    Caricature

    EVO MORALES

    Qué Pasa - CHL

    http://worldpresscartoon.com/wp-content/uploads/2017/06/475-pablo-lobato-748x1024.jpg

  • 2st prize - Jarbas

    Caricature

    MANDELA

    Diario de Pernambuco - BRA

    http://worldpresscartoon.com/wp-content/uploads/2017/06/081-jarbas-788x1024.jpg

  • 3st prize - Carbajo

    Caricature

    MESSI

    El Jueves - ESP

    http://worldpresscartoon.com/wp-content/uploads/2017/06/381-carbajo-780x1024.jpg

  • 1st prize - Kountouris

    Editorial

    E.U. Rescue Team

    Efimerida Ton Syntakton - GRC

    http://worldpresscartoon.com/wp-content/uploads/2017/06/603-KOUNTOURIS-1024x704.jpg

  • 2st prize - Radulovic Spiro

    Editorial

    untitled

    Politika - SRB

    http://worldpresscartoon.com/wp-content/uploads/2017/06/478-RADULOVIC-SPIRO-1024x984.jpg

  • 3st prize - Greg

    Editorial

    untitled

    Diario de Pernambuco - BRA

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  • António Antunes

    A aventura que se repete. Todos os anos a aventura se repete com a constituição de um novo júri do World Press Cartoon. Juntar elementos que, nalguns casos, nem se conheciam antes, é um risco mas também é o desejo e o esforço de refrescar cada edição com o julgamento de novas personalidades, que nos reportam a sua cultura, o seu gosto e sensibilidade. Nesta edição juntámos um jornalista espanhol de origem cubana, especializado em Humor Gráfico; dois cartoonistas, uma italiana e um sueco; um ilustrador e editor brasileiro e o cartoonista português que habita o júri desde o início. Foi uma «fórmula» que permitiu reuniões animadas e divertidas, mas também análises sérias e ponderadas, que levaram a decisões que estiveram sempre próximas do consenso. Estou convicto de que, mais uma vez, estivemos à altura da nossa tradicional qualidade e, agora também, da responsabilidade acrescida que nos trouxeram as distinções que colhemos junto dos nossos pares do International Cartoon News Center: «Best Cartoon Contest of Year 2012» e «Best Cartoon Contest Catalog of Year 2012».

    António Antunes publicou os seus primeiros cartoons no diário lisboeta «República», em Março de 1974. No final do mesmo ano, ingressou no semanário «Expresso» onde continua a publicar as suas obras. Dos prémios recebidos destacam-se: Grande Prémio do XX International Salon of Cartoons (Montreal, Canadá, 1983), 1º Prémio de Cartoon Editorial do XXIII International Salon of Cartoons (Montreal, Canadá, 1986), Grande Prémio de Honra do XV Festival du Dessin Humoristique (Anglet, França, 1993), Award of Excellence – Best Newspaper Design, SND – Estocolmo, Suécia (1995) Premio Internazionale Satira Politica (ex-æquo, Forte dei Marmi, Itália, 2002), Grande Prémio Stuart Carvalhais (Lisboa, Portugal, 2005) e o Prix Presse Internationale (Saint-Just-le-Martel, França, 2010). Realizou exposições individuais em Portugal, França, Espanha, Brasil, Alemanha e Luxemburgo. Foi júri de salões de desenho humorístico em Portugal, Brasil e Grécia. António dedica-se também ao design gráfico, à escultura, à medalhística e é o autor da animação plástica da estação de Metro Aeroporto, inaugurada em 2012 em Lisboa, constituída por caricaturas de personalidades de relevo da cidade, realizadas em pedra encastrada. Presidiu ao júri da nona edição do World Press Cartoon, salão de que é director desde a sua fundação em 2005.

  • Francisco Puñal

    Em defesa da maioria. Nada é estranho para os cartoonistas que, com os seus pontos de vista críticos, arrojados e engenhosos, apontam as contradições e incongruências da vida neste planeta em convulsão, e ajudam a combater estereótipos e dogmas. O humor é uma arma de análise que tudo penetra, e aí encontra fraquezas em tudo o que parece ser monolítico. O humor, como espelho da sociedade, convida-nos a pensar, e cada desenho é um exercício de reflexão. Participar como júri internacional do World Press Cartoon, o maior e mais importante evento dedicado aos cartoons de imprensa, foi uma grande responsabilidade, uma tarefa árdua e difícil, e também uma experiência inesquecível, que me permitiu encher a alma de imaginação e poesia, e confirmar algo que sempre pensei: as boas caricaturas são um contrapeso social ao poder, em todas as suas manifestações. A crítica é necessária numa sociedade que aspire à democracia, e o humor é um grande estímulo ao despertar da consciência das pessoas. A sátira - esse chicote com sinos na extremidade, como José Martí a definiu - tem estado muito presente em muitos desenhos, para tratar de temas tão preocupantes como a fome e a pobreza no mundo, as guerras, os danos ambientais, a crise europeia, a ânsia do lucro, o machismo, a desigualdade social, a proliferação de armas e outros. O Grand Prix atribuído ao cartoonista grego Michael Kountouris é um símbolo da crise que a Europa sofre e da incapacidade dos seus dirigentes, mais preocupados em beneficiar os bancos e as grandes empresas do que em salvar as pessoas. As imperfeições que existem e sempre existirão no mundo garantem trabalho aos cartoonistas, e o World Press Cartoon se encarregará de premiar os trabalhos mais significativos. Vivam os cartoonistas e o World Press Cartoon!

    Francisco Punal Suárez nasceu em Matanzas (Cuba), em 1950. Licenciado em Jornalismo na Universidade de Havana, em 1974, nesse mesmo ano, começou sua carreira de cinema no Instituto Cubano de Arte Cinematográfica e Indústria (ICAIC). Foi realizador de documentários no ICAIC e assistente dos realizadores cubanos Santiago Alvarez Cineastas, Díaz Daniel Torres, Fernando Perez e Diaz Rolando. Durante 11 anos foi realizador do ICAIC Notícias para a América Latina Notícias, destacando-se as suas reportagens críticas pelo humor e pela sátira. Em 1996, viaja para Santa Cruz de Tenerife, Ilhas Canárias, para participar em workshops de cinema, e ali trabalhou com as produtoras Lua Cheia e Rios TV. Em 2000, mudou-se para a Corunha (Galiza), onde reside actualmente. Tem publicado as suas fotos no suplemento humorístico «O Farelo» da publicação galega «A Peneira» e no jornal digital «El Heraldo del Henares». Nos últimos cinco anos, escreve a secção de humor «Marco Digital» no semanário «21st Century», Boston, EUA. Colabora com o Departamento de Humor Gráfico da Fundação Geral da Universidade de Alcalá de Henares.

  • Marilena Nardi

    Como uma viagem através do tempo. Avaliar os trabalhos do Sintra World Press Cartoon é como viajar através do tempo. Durante três dias, olhamos para trás para todas as figuras-chave e para os principais acontecimentos do ano anterior. Mas não deixamos Sintra de mente confusa, porque o imenso talento do Humor Gráfico é a capacidade de escrever a História de uma forma cómica, mas clara. Os factos e as opiniões dos autores viajam rapidamente pelo recurso aos lápis, aos pincéis e às cores. Divertem-nos e, simultaneamente, ajudam-nos a reflectir. É uma arte de grandeza, aqui apoiada e alimentada, mérito dos organizadores deste evento a quem é devido um agradecimento. Penso que o júri conseguiu trabalhar bem. As regras e os critérios de avaliação foram bem claros: a conjugação de qualidade gráfica, clareza da mensagem e, obviamente, o sentido de humor. Menos óbvia foi a escolha dos vencedores, porque os trabalhos pré-seleccionados eram excelente, todos eles. Agradeço sinceramente à comissão organizadora porque a minha participação foi, para mim, muito significativa - uma honra, um privilégio, uma ocasião para discutir e compartilhar pontos de vista, e, sobretudo, um enorme prazer.

    Marilena Nardi nasceu em 1966, em Chiampo, perto de Vicenza (Itália). Depois de obter a licenciatura em Arte, em 1986 e em Escultura em 1990, começou a ensinar. Tem sido professora de Anatomia Artística na Academia de Belas Artes de Veneza desde 1992 e de Ilustração desde 2003. Atraída também pelo humor gráfico, Nardi tem participado em centenas de exposições de cartoons e de ilustração em Itália e em todo o mundo. Foi premiada com elevado número de prémios. Algumas de suas obras estão presentes nos seguintes museus de arte humorística: Bajardo, Bronzolo, Tolentino, Istambul, Teerão, Zemun e no Museu de Ciência e Tecnologia em Milão. Colaborou com vários jornais e revistas italianos, como o «Il Corriere della Sera», «Il fatto quotidiano», «Diario», «Gente Money», «Borza & Finanza», «Avvenimenti», «Salute Naturale", «Il nostro budget» e a «Monthly». Criou as ilustrações do conto de fadas de animação «Como nasceram os desertos» para o programa de TV «A lua de cabeça para baixo».

  • Riber Hansson

    O caminho para um acordo sobre o resultado final. Quando fui premiado com o Grand Prix do World Press Cartoon-2007, pensei: «Nada na minha carreira profissional se comparará a isto!» Mas agora, escolhido para membro do júri do mesmo concurso, senti-me tão privilegiado como então. Em Sintra, pouco antes da primeira reunião do júri, contemplei por um momento a escultura em bronze representando Olga Cadaval, que deu o seu nome ao grande e bonito edifício onde estava a decorrer o restauro das salas de exposição. Tentei ler o seu rosto. A Marquesa parecia, a um tempo, suave e rigorosa. Bem, então pode ser assim! O procedimento formal para o júri foi completamente prático. Foi bom sentir a concentração dos colegas e a sua focalização nos procedimentos. Aprendi muito com a argumentação entre os membros do júri. Foi tão objectiva e profissional, e a deixar de lado as questões de prestígio. No entanto, quando olho para trás, parece um pouco misterioso que o júri, apesar das diferenças após as escolhas iniciais, tenha, sem conflitos reais, chegado a acordo sobre o resultado final. Talvez haja algo para os políticos irem a Sintra aprender?

    Riber Hansson é sueco, usa a assinatura artística Riber e mudou de profissão quando estava já com quarenta anos, abandonando a engenharia para se dedicar ao desenho de imprensa. Nas três décadas que se seguiram, publicou alternadamente nos jornais «Dagens Industri», «Svenska Dagbladet» e «Sydsvenskan» — no último dos quais, é cartoonista residente. Tem presença regular em títulos da imprensa mundial e obras suas integram regularmente exposições além de compilações em livros. Tem no seu historial 14 exposições individuais e a participação em mais de 40 colectivas. Riber é autor de três livros e co-autor de cinco, todos eles dedicados ao cartoon editorial. Contribuiu com ilustrações e capas para mais de vinte livros, tanto para crianças como para adultos. O trabalho de Riber foi premiado internacionalmente 12 vezes, com destaque para os Grand Prix e 3º Prémio de Caricatura no World Press Cartoon, o primeiro Grand Prix do Press Cartoon Europe e o prestigiado prémio sueco EWK 2000.

  • Ricardo Antunes

    Uma forma única de expressão, compreendida em qualquer lugar. Para mim foi uma honra enorme ter recebido o convite para participar no júri do World Press Cartoon, uma vez que o salão é respeitadíssimo no mundo todo. A experiência da fazer parte deste júri é única, já que podemos trabalhar em conjunto com alguns dos mais reconhecidos profissionais da ilustração e do cartoon, trocando experiências, num ambiente caloroso e acolhedor. E é extremamente interessante, vermos que todos os trabalhos participantes são de alto nível, mostrando o quanto o trabalho de humor tem sido feito de forma séria e profissional. Outra coisa curiosa é verificar como o humor e o cartoon são linguagens universais: apesar dos trabalhos terem sido enviados dos mais diversos países do mundo, usam uma forma única de expressão, compreendida em qualquer lugar e em qualquer língua. A organização do evento também está de parabéns, já que a seriedade com que são seguidas as regras, de forma transparente e clara, mostra toda a credibilidade do World Press Cartoon.

    Ricardo Antunes nasceu em São Paulo, Brasil, em 1965. Desde 1982, tem trabalhado como ilustrador, designer gráfico e editor, sempre em seu estúdio próprio. Entre 1985 e 1990, foi professor na Escola Panamericana de Arte (São Paulo), considerada uma das 30 escolas de arte mais importantes do mundo. Em 1990, transferiu o seu estúdio para Lisboa, trabalhando com as principais agências de publicidade, mas sem se desligar do mercado de São Paulo. Além da ilustração, também se dedica às artes plásticas, em especial à aguarela, tendo participado em várias exposições. Em 2007, escreveu e organizou o «Guia do Ilustrador», uma publicação electrónica premiada e de imenso sucesso, dedicada à orientação profissional, hoje com mais de 100 mil downloads. No mesmo ano, lançou a revista «Ilustrar», publicação digital focada na ilustração que cresceu, evoluiu e se tornou a Editora Reference Press, com o objectivo de publicar livros de artistas da área da ilustração.

WPC 2012

World Press Cartoon 2012

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  • 1st prize - Ares

    Grand Prix

    Untitled

    Juventud Rebelde - CUB

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  • 1st prize - Pavel Constantin

    Gag

    Ecology

    Ziarul de Vrancea - ROU

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  • 2st prize - Omar Turcios

    Gag

    X-Rays

    Colombia - La opinion

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  • 3st prize - Agim Sulaj

    Gag

    Africa Children

    La Stampa - ITA

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  • 1st prize - Egil

    Caricature

    Political slap - IFM's Strauss-Kahn jailed

    Romerikes Blad - NOR

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  • 2st prize - Javier Carbajo Alfonso

    Caricature

    The Windsor Brothers

    Spain - El Jueves

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  • 3st prize - Riber

    Caricature

    Italiensk Baddare

    Sydsvenskan - SWE

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  • 1st prize - Ares

    Editorial

    Untitled

    Juventud Rebelde - CUB

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  • 2st prize - David Vela

    Editorial

    The Blackberry leading people

    Spain - Moneda Unica

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  • 3st prize - Goran Divac

    Editorial

    Cutlery

    Vecernje Novosti - SRB

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  • António Antunes

    PASSAR O MUNDO A PENTE FINO. Desfilaram cartoons de Khadafi, Bin Laden, Strauss-Kahn, Mubarak, Assad, Merkel, Sarkozy, Fukushima, Berlusconi, a primavera árabe, a Grécia, o Euro, Medvedev, Putin e Obama, num cortejo em que o mundo foi passado a pente fino. Durante 3 dias analisámos 450 cartoons resultantes de uma primeira selecção dos quase 900 recebidos. Confraternizámos, discutimos, defendemos com vivacidade os nossos desenhos preferidos, votámos e voltámos a votar... AA

    António Antunes publicou os seus primeiros cartoons no diário lisboeta «República», em Março de 1974. No final do mesmo ano, ingressou no semanário «Expresso» onde continua a publicar as suas obras. Dos prémios recebidos destacam-se: Grande Prémio do XX International Salon of Cartoons (Montreal, Canadá, 1983), 1º Prémio de Cartoon Editorial do XXIII International Salon of Cartoons (Montreal, Canadá, 1986), Grande Prémio de Honra do XV Festival du Dessin Humoristique (Anglet, França, 1993), Award of Excellence – Best Newspaper Design, SND – Estocolmo, Suécia (1995) Premio Internazionale Satira Politica (ex-æquo, Forte dei Marmi, Itália, 2002), Grande Prémio Stuart Carvalhais (Lisboa, Portugal, 2005) e o Prix Presse Internationale (Saint-Just-le-Martel, França, 2010). Realizou exposições individuais em Portugal, França, Espanha, Brasil, Alemanha e Luxemburgo. Foi júri de salões de desenho humorístico em Portugal, Brasil e Grécia. António dedica-se também ao design gráfico, à escultura, à medalhística e é o autor da animação plástica da estação de Metro Aeroporto, inaugurada em 2012 em Lisboa, constituída por caricaturas de personalidades de relevo da cidade, realizadas em pedra encastrada. Presidiu ao júri da nona edição do World Press Cartoon, salão de que é director desde a sua fundação em 2005.

  • FERNANDO PUIG ROSADO

    DESENHOS DIVERTIDOS, BELOS E GENIAIS. Adorei fazer parte do júri do World Press Cartoon, porque conheci gente muito simpática e vi muitos desenhos divertidos, belos e geniais. É muito difícil fazer uma escolha porque muitos são muito bons, outros são bons, outros são um pouco menos bons e outros que são quase bons. Maus, há uns quantos...mas isso acontece - também - nas melhores famílias. Portanto, estou orgulhoso de ter participado no World Press Cartoon, e recebi um pin que já coloquei no meu casaco... FPR

    Fernando Puig Rosado nasceu a 1 de Abril de 1931. A 14 de Abril nasce a República Espanhola. Ele não se lembra. Começa a desenhar aos três anos (uma cena da natureza no campo). Depois, nunca mais parou de desenhar: na escola, foi expulso por causa de um desenho seu...No liceu, foi expulso por causa de vários desenhos...na Faculdade de Medicina, foi expulso por causa de uma banda desenhada...na tropa, foi expulso por causa de uma caricatura do Capitão; em Espanha, viu-se obrigado a exilar por causa de uma caricatura de Franco...e por causa da Polícia que o esperava em frente da casa dos seus pais. E apesar disso, não entendeu que desenhar enguiçava a sua vida, e continua a desenhar já em idade bem avançada. Vive em Paris e procura trabalho porque devido à parvoíce da crise, só tem uma revista: a «Siné Mensuel».

  • JEAN MULATIER

    OBRAS PRIMAS DIGNAS DE UM MUSEU. Agradeço muito sinceramente aos organizadores do WPC 1) por terem tido o bom gosto de me convidarem a integrar o júri, 2) por nos terem recebido calorosamente, 3) falando francês (qualidade rara que deveria ser partilhada por todos os seres humanos), 4) com amabilidade e paciência (necessárias para suportar as nossas hesitações), 5) na omnipresença do riso e do sorriso (como o requerem os cartoons), mas também no mais rigoroso respeito pelas regras de participação, pois como frequentemente recordava René Goscinny: «o humor é um trabalho sério». Agradeço-lhes também por me terem confirmado definitivamente, através da qualidade e da inteligência dos trabalhos apresentados, que o desenho de humor – sobretudo sem palavras – é, com efeito, o meio universal mais incisivo de crítica filosófico-política e de meditação sobre a possibilidade de melhorar o mundo. E, por fim, por me terem confirmado que muitos destes desenhos teriam – e terão, um dia – o seu lugar num museu, ao mesmo nível das obras mais clássicas da história da arte, sem dúvida ! Tudo isto nos deixa pelo menos, a expectativa da criação necessária de um Museu específico do Desenho da Imprensa, o que permitiria que estas verdadeiras obras-primas não caiam no esquecimento. A expressão não é exagerada. E, por isso mesmo, as premiámos. JM

    Jean Mulatier foi o criador da escultura plana, e defensor da caricatura sem exageros (risos), desde o fim dos anos 60, com aquele estilo de retratos-acentuados que, desde então, se procriou na imprensa internacional... Mais interessado pelos desenhos dos outros, fã histérico de Franquin, de Mort Drucker (MAD) e de Steve McQueen, pratica sobretudo, apaixonadamente, a fotografia ("Autumn"/ Edição Rizzoli/New York) que ele acha mais rápido que o desenho, pelo menos, os dele! Mulatier é também professor de caricatura, BD e desenho de imprensa na Escola Emile Cohl, em Lyon, onde ensina que em caricatura como na vida, o mais importante é encontrar aquilo que é mais importante, e dar-lhe prioridade.

  • LIZA DONNELLY

    ARTE QUE DEVE SER RECONHECIDA E FLORESCER. Foi com enorme prazer que vim a Portugal para integrar o júri do World Press Cartoon; na verdade, foi uma honra. Durante três dias, fizemos deliberações sobre muitas e excelentes obras de arte e, por vezes, foi difícil fazer escolhas. Observando os vários tipos de expressão espalhados sobre três ou quatro longas mesas obtive inspiração – não apenas para tentar coisas novas e procurar ser melhor no meu próprio trabalho – mas também a inspiração advinda da paixão individual dos artistas cujos trabalhos se encontravam diante dos meus olhos. Adoro esta forma de arte e sinto sempre uma imensa alegria quando na presença de uma boa prática de trabalho artístico. E adoro ver a forma como diferentes artistas de diferentes países vêem os acontecimentos noticiados no ano transacto. Como sou americana, se eu quiser ver este tipo de obra artística internacional, preciso de o procurar pois, infelizmente, não está facilmente disponível nos Estados-Unidos. As nossas deliberações foram, na sua maioria, razoavelmente fáceis. Quando discordávamos, fazíamo-lo convictamente mas sempre atentos à opinião dos colegas de júri. Verifiquei que reconsiderava elementos de um cartoon em que não reparara, ou que absorvia uma nova interpretação ou um cartoon depois de ouvir uma perspectiva diferente. E senti que havia reciprocidade entre os membros do júri. Julgo que o World Press Cartoon é um evento importante porque dá visibilidade à vitalidade e ao significado de uma arte que está em risco de desaparecimento. Espero sinceramente que não seja o caso. Uma arte que expressa opinião, perícia, análise e paixão, e que o consegue num instante, é arte que desesperadamente precisa de reconhecimento e de lhe ser permitido florescer. LD

    Liza Donnelly é cartoonista dos quadros da The New Yorker Magazine. Quando começou a publicar nesta revista em 1979, era a mais jovem de apenas três mulheres cartoonistas. O seu trabalho tem sido publicado em várias revistas como o The New York Times, Glamour, Cosmopolitan, The Nation e a The Harvard Business Review, e tem participado em exposições por todo o mundo. O seu livro mais recente «When Do They Serve The Wine? The Folly, Flexibility and Fun of Being a Woman». É também autora de «Funny Ladies: The New Yorker's Greatest Women Cartoonists and Their Cartoons, a history of the women who drew cartoons for the magazine», «Sex and Sensibility: Ten Women Examine the Lunacy of Modern Love in 200 Cartoons» e «Cartoon Marriage: Adventures in Love and Matrimony with the New Yorker's Cartooning Couple» (co-escrito com o marido, Michael Maslin). Donnelly está a trabalhat num novo livro intitulado «Women On Men». Liza Donnelly é docente no Vassar College e membro do PEN, Authors Guild e da National Cartoonist Society. Concebeu e edita o World Ink, um sítio de cartoons de todo o mundo em dscriber.com. É filiada num projecto internacional, Cartooning for Peace, que promove a compreensão no mundo através do humor. Lizza Donnelly vive em Nova Iorque. Website em lizadonnelly.com e blogue whendotheyservethewine.com.

  • PETER NIEUWENDIJK

    O HUMOR É UM ASSUNTO SÉRIO. Depois de, por diversas vezes, ter participado, sido seleccionado e publicado no catálogo, fui convidado a ser membro do júri e assim espreitar a cozinha de Sintra, o World Press Cartoon. Eu sabia já que este concurso é interessantíssimo porque o WPC recebeu 5 estrelas da FECO. Isto significa: um excelente catálogo, prémios pecuniários óptimos, excelentes troféus, convite e estadia para os premiados. Ora bem... que mais deseja um cartoonista como manifestação de respeito?! Este ano, uma vez mais, foi apresentada uma colecção de todo o mundo aos cinco membros do júri – elevada qualidade e dificuldade de escolha. Por fim, o júri internacional (Espanha, França, EUA, Holanda e Portugal) escolheu os melhores, todos eles publicados neste impressionante catálogo. O júri reuniu-se ao longo de três dias. Sim, o humor é uma coisa séria! PN

    Peter Nieuwendijk nasceu em Amesterdão em 1946 e é um autodidacta. Expõe desde 1965 e as suas obras são conhecidas na Holanda, Dinamarca, Alemanha, França, Turquia, Bélgica, Canadá e Estados-Unidos, encontrando-se em colecções privadas, museus, galerias e vários institutos de promoção das artes. Participou em mais de 50 festivais de cartoons por todo o mundo, tendo recebido o 1º Prémio (Golden Awards) em Zemun/Sérvia 2005 e em Busteni/Roménia 2007 (tema “Homem para Homem”). Ganhou o Mail Art Prize na Sérvia 2008 e a Medalha de Prata no Cyprus Puliya Festival 2009 (Chipre) e no Macedonia 2011. Peter Nieuwendijk foi distinguido com vários outros prémios, menções honrosas e menções especiais na Bélgica, Canadá, Roménia, Itália, Sérvia, China, Macedonia, Chipre, Portugal, Egipto e Turquia. Os seus cartoons foram seleccionados 123 vezes para catálogos de festivais internacionais. É autor e paginador de 29 livros de cartoons, seis livros de Arte e três livros de poesia. Peter Nieuwendijk organizou ou dirigiu 21 festivais de cartoons na Holanda e foi convidado mais de 50 vezes como membro de júri em diversas partes do mundo. Co-fundador da FECO (Federação das Organizações de Cartoonistas) em 1985 é o seu actual Presidente (Maio 2009 a Junho 2013) e Editor-Chefe da FECONEWS Magazine. Peter Nieuwendijk é o actual Vice-Presidente da Associação Holandesa de Cartoonistas «De Tulp», organização que fundou em 1983, e Presidente da Cooperativa de Arte Holandesa BIB.

WPC 2011

World Press Cartoon 2011

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  • 1st prize - David Rowe

    Grand Prix

    Wikileaks and Uncle Sam

    The Sun-Herald

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  • 1st prize - Samuca

    Gag

    Pedofilia

    DIARIO DE PERNAMBUCO - BRA

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  • 2st prize - Agim Sulaj

    Gag

    Schengen

    CHIAMAMI CITTA - ITA

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  • 3st prize - Tomás Serrano

    Gag

    Infancia Difícil

    LA GACETA REGIONAL DE SALAMANCA - ESP

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  • 1st prize - JOÃO VAZ DE CARVALHO

    Caricature

    D. JOÃO I DE PORTUGAL

    NOTICIAS MAGAZINE - PRT

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  • 2st prize - Boligán

    Caricature

    Mexico

    Mexico - El Universal

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  • 3st prize - António Manuel Ferreira dos Santos

    Caricature

    Madre Teresa de Calcutá

    Portugal - Reporter do Marão

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  • 1st prize - David Rowe

    Editorial

    Wikileaks and Uncle Sam

    The Sun-Herald

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  • 2st prize - Pawel Kuczynski

    Editorial

    Made in china

    NIE - POL

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  • 3st prize - Ricardo Clement

    Editorial

    Mineros Chilenos

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  • Alessandro Gatto

    The organization of the WPC is excellent. The regulation is strict and the quality of competition excellent. The jury decisions were made without quarrel. From time to time, however, there was some intense debate among the jury members, since each one aimed to promote the drawings they considered better. We were five at judging, in Sintra. Totally different one from the others, as well for culture, as for the artistic experience. From the very beginning it appeared that we were like living in the antipodes. Discussions and attempts to convince. For some, also the mood to be convinced. But each juror already spotted his favourites, the works that did talk more to him. The same works, however, would remain mute for one or more of the jury members. At that point, someone simply must give up! On the artistic skills we all agreed: an author that participates to an artistic competition of this level should be superior at the techniques and, beyond that, be creative. The style and the aesthetic approach, instead, are personal criteria. «Unanimous verdict» was something never heard in this jury. And, at the end, it was difficult for me to accept the elimination of some works and the promotion of others. I believe that, as it frequently happens, the winners were the works that succeeded to establish a democrat compromise among the jury members. And it is quite fair that the final result is this one. We had three laborious days in Sintra. The responsibility of the task hit me hard. I am more used to be judged, not to judge. The esteem and the invitation from Antonio are a great honour. I am happy with the opportunity to share such an attractive experience with talented colleagues as Anita Kunz and Cécile Bertrand. Finally, I must declare that the brilliance of Ralph Steadman struck down me deeply. Those who still consider the graphic humour a smaller art, certainly did not see enough. Thanks to all. Alessandro Gatto

    Alessandro Gatto nasceu em 1957 em Castelfranco Veneto, Itália, onde vive e trabalha como gráfico, cartoonista e pintor. Nesta última qualidade, para além do trabalho em estúdio, tem muitas obras realizadas em grande formato, nomeadamente nos domínios da pintura mural, do mosaico, do cenário e do vitral. Dedica-se à ilustração e ao desenho de humor desde 1985, tendo participado em inúmeros festivais e ganho prémios em Itália, Canadá, China, Portugal, Roménia, Polónia, Turquia, Bélgica, Ucrânia e Índia entre outros países. Dos prémios conquistados destacam-se: Prémio especial da III International Cartoon Contest “Independence” Kiev (Ucrânia) – 2003; 1º Prémio do 4º International Editoriaal Cartoon Competition Ottawa (Canada) – 2004; 1º Prémio do 1º International Cartoon Competition (Romania) – 2006; 1º Prémio do Knokke-Heist International Cartoonfestival (Belgio) – 2007; 1º Prémio do 4th Indian Cartoon Contest 2007 Hyderabad (Índia) – 2007. Alessandro Gatto é convidado, com frequência, para participar em júris internacionais de artes visuais e humor gráfico.

  • Anita Kunz

    Que grande honra ter sido convidada como membro do júri para a edição de 2011 do World Press Cartoon! Foi fascinante observar a variedade de ideias e de estéticas dos muitos países representados na competição, sobretudo nos trabalhos que são produto de climas políticos onde o risco é maior. Certos temas foram repetidamente abordados, mas de formas muito diversas. É o caso, por exemplo, das caricaturas de Julian Assange e de desenhos representando o Wikileaks, a pedofilia na igreja católica e também a subjugação religiosa das mulheres em determinadas culturas. No final de contas, as escolhas que fizemos foram difíceis. Como vamos decidir que uma obra de arte é melhor do que outra? Discutimos entre nós a clareza da ideia, o mérito do desenho (ou da criação digital) e o resultado final da imagem transmitindo a ideia ao leitor. No final do processo, acredito que escolhemos democraticamente algumas representações muito boas do que aconteceu no mundo em 2010. Temos a esperança de ter contribuído, ainda que humildemente, para a continuidade da grande tradição de comentário social e político, cuja existência é tão crítica para qualquer sociedade democrática. Anita Kunz

    Anita Kunz has lived in London, New York and Toronto, contributing to magazines and working for design firms, book publishers and advertising agencies in Germany, Japan, Sweden, Norway, Canada, South Africa, Holland, Portugal, France and England. From 1988 to 1990 she was one of two artists chosen by Rolling Stone magazine to produce a monthly illustrated History of Rock 'n Roll end paper. She has produced cover art for many magazines including Rolling Stone, The New Yorker, Sports Illustrated, Time Magazine, Newsweek Magazine, the Atlantic Monthly and The New York Times Magazine. She has also illustrated more than fifty book jacket covers. Anita frequently teaches workshops and lectures at universities and institutions internationally including the Smithsonian and the Corcoran in Washington DC. Her works are in the permanent collections at the Library of Congress, the Canadian Archives in Ottawa, the Musée Militaire de France in Paris, the Museum of Contemporary Art in Rome, and a number of her Time Magazine cover paintings are in the permanent collection at the National Portrait Gallery in Washington DC. Anita Kunz has been named one of the fifty most influential women in Canada by the National Post newspaper. She has recently been appointed an Officer of the Order of Canada, Canada's highest civilian honour, and has received an honorary doctorate from the Ontario College of Art and Design in Toronto.

  • António Antunes

    António Antunes publicou os seus primeiros cartoons no diário lisboeta «República», em Março de 1974. No final do mesmo ano, ingressou no semanário «Expresso» onde continua a publicar as suas obras. Dos prémios recebidos destacam-se: Grande Prémio do XX International Salon of Cartoons (Montreal, Canadá, 1983), 1º Prémio de Cartoon Editorial do XXIII International Salon of Cartoons (Montreal, Canadá, 1986), Grande Prémio de Honra do XV Festival du Dessin Humoristique (Anglet, França, 1993), Award of Excellence – Best Newspaper Design, SND – Estocolmo, Suécia (1995) Premio Internazionale Satira Politica (ex-æquo, Forte dei Marmi, Itália, 2002), Grande Prémio Stuart Carvalhais (Lisboa, Portugal, 2005) e o Prix Presse Internationale (Saint-Just-le-Martel, França, 2010). Realizou exposições individuais em Portugal, França, Espanha, Brasil, Alemanha e Luxemburgo. Foi júri de salões de desenho humorístico em Portugal, Brasil e Grécia. António dedica-se também ao design gráfico, à escultura, à medalhística e é o autor da animação plástica da estação de Metro Aeroporto, inaugurada em 2012 em Lisboa, constituída por caricaturas de personalidades de relevo da cidade, realizadas em pedra encastrada. Presidiu ao júri da nona edição do World Press Cartoon, salão de que é director desde a sua fundação em 2005.

    António Antunes published his first cartoons in the Lisbon daily 'Republic' in March 1974. Later that year, he joined the weekly paper «Express» where he continues to publish his works. His received awards include: Grand Prix of 20th International Salon of Cartoons (Montreal, Canada, 1983), 1st Prize for Cartoon Editorial of the 23rd International Salon of Cartoons (Montreal, Canada, 1986), Grand Prix of Honor 15th Festival du dessin Humoristique (Anglet, France, 1993), Award of Excellence - Best Newspaper Design, SND - Stockholm, Sweden (1995) Premio Internazionale Satira Politica (ex-aequo, Forte dei Marmi, Italy, 2002), Grand Prix Stuart Carvalhais (Lisbon, Portugal, 2005) and the Prix Internationale Presse (Saint-Just-le-Martel, France, 2010). He has held solo artist exhibitions in Portugal, France, Spain, Brazil, Germany and Luxembourg. He has been jury member at Cartoons Salons in Portugal, Brazil and Greece. António is also dedicated to graphic design, sculpture, medals and he is the author of the artistic animation of Lisbon Airport Metro station, opened in 2012, consisting of caricatures of leading figures in the city, made of embodied stone. He chaired the jury of the ninth edition of the World Press Cartoon, the Salon of which he is the director since its founding in 2005.

  • Cécile Bertrand

    Na ponta final dos seus estudos de pintura, em Liège, na Bélgica, Cécile Bertrand decide dedicar a sua a tese de licenciatura ao desenho de imprensa. Data dessa época o seu primeiro interesse por este género jornalístico. Depois de ter ilustrado numerosos livros infantis para editoras de vários países (Seuil e Nathan, em França, Lothrop, nos EUA, Agertoft, na Dinamarca, Standaard Uitgeverijt, La Martinière e Pastel-Ecole des Loisirs, na Bélgica), assume o risco de desenhar o seu primeiro cartoon. O tema será a queda do Muro de Berlim, acontecimento que a marcou profundamente. Passa a colaborar regularmente na revista Vif, em Janeiro de 1990, depois no Plus Magazine. Na mesma época, Cécile Bertrand inicia uma colaboração com a revista feminina Axelle que seria muito marcante na sua carreira, pois lhe dá a oportunidade de exprimir as suas ideias sobre a condição da mulher. Imagine, Courrier Internacional e Telerama são outros títulos em que colaborou. Desde 2005, Cécile Bertrand é a cartoonista editorial residente no diário La Libre Belgique, um dos órgãos de informação mais influentes do seu país.

    Na ponta final dos seus estudos de pintura, em Liège, na Bélgica, Cécile Bertrand decide dedicar a sua a tese de licenciatura ao desenho de imprensa. Data dessa época o seu primeiro interesse por este género jornalístico. Depois de ter ilustrado numerosos livros infantis para editoras de vários países (Seuil e Nathan, em França, Lothrop, nos EUA, Agertoft, na Dinamarca, Standaard Uitgeverijt, La Martinière e Pastel-Ecole des Loisirs, na Bélgica), assume o risco de desenhar o seu primeiro cartoon. O tema será a queda do Muro de Berlim, acontecimento que a marcou profundamente. Passa a colaborar regularmente na revista Vif, em Janeiro de 1990, depois no Plus Magazine. Na mesma época, Cécile Bertrand inicia uma colaboração com a revista feminina Axelle que seria muito marcante na sua carreira, pois lhe dá a oportunidade de exprimir as suas ideias sobre a condição da mulher. Imagine, Courrier Internacional e Telerama são outros títulos em que colaborou. Desde 2005, Cécile Bertrand é a cartoonista editorial residente no diário La Libre Belgique, um dos órgãos de informação mais influentes do seu país.

  • Ralph Steadman

    No momento em que o vencedor final tinha sido encontrado, o meu coração abriu-se a todos os outros concorrentes e a dúvida tomou posse de mim. Durante três dias, o júri tinha-se permitido fazer o papel de Deus. Fazer escolhas é um trabalho ingrato e uma dúvida persistente fica. Apesar de não haver batota e de tentarmos ser justos, podemos todos ter errado nas nossas escolhas. A vida é feita de escolhas e todos estamos habituados a que seja assim, mas quase sempre se trata de um processo privado e informal. Quando a intenção da escolha é formal e pública, este exercício adquire uma outra dimensão. Entre todos, só um autor ficará incrivelmente feliz e 20 mil euros mais rico depois das nossas deliberações. Ainda que haja outros premiados — há três categorias no salão e três prémios em cada uma delas de 5000, 2500 e 1000 euros — só um receberá o Grand Prix e só ele será o grande vencedor! Começámos por julgar a categoria de Caricatura. Alguns trabalhos seriam mudados para Cartoon Editorial, porque a natureza do seu conteúdo social ou político os remetia para lá. O mesmo aconteceu com a terceira categoria, o Desenho de Humor. Por flagrante falta de qualidade, houve trabalhos que foram retirados do concurso. E o incumprimento do regulamento, nomeadamente no que diz respeito à prova de publicação e à exigência de um original, obrigou à desqualificação de algumas outras obras. Neste tempo de imagens geradas por computadores, há originais que são criados dentro de uma máquina e que só se revelam à luz do dia sob a forma de uma impressão. Quando assim é, perco a experiência táctil de um verdadeiro original e pergunto-me se esta criação digital não deveria constituir uma categoria à parte. Infelizmente, parece estar hoje a acontecer que, na sua maioria, as imagens sejam processadas digitalmente. Ainda que eu tenha esperança do contrário, a exposição de verdadeiros originais pode ter os seus dias contados. Também eu uso um computador, mas resisto à tentação de o aplicar na criação dos meus trabalhos. Preciso de ver tinta fresca em papel de verdade para que a experiência não se revele uma mera ilusão. Talvez me tenha tornado um retrógrado opositor do desenvolvimento tecnológico. Um dia, em Nova Iorque, destruí um iPhone com uma picareta, mas a isso eu chamo performance art!

    Ralph Steadman was born in 1936. He started as a cartoonist and through the years diversified into many fields of creativity. He has illustrated such classics as "Alice in Wonderland", "Treasure Island" and "Animal Farm". His own books include the lives of Sigmund Freud and Leonardo da Vinci and "The Big I Am", the story of God. With American writer Hunter S. Thompson he collaborated in the birth of GONZO journalism, the definitive book in the genre being "Fear and Loathing in Las Vegas", which was made into a feature film. He is also a printmaker. His prints include a series of etchings on writers from William Shakespeare to William Burroughs. In 1989 he wrote the libretto for an eco-oratorio called "Plague and the Moonflower" which has been performed in five cathedrals in the UK and was the subject of a BBC 2 film in 1994. He has traveled the world's vineyards and distilleries for Oddbins, which culminated in his two prize-winning books, "The Grapes of Ralph" and "Still Life With Bottle". He has an Honorary D. Litt from the University of Kent.

WPC 2010

World Press Cartoon 2010

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  • 1st prize - Gabriel Ippoliti

    Grand Prix

    PUTIN

    Ambito Financiero - ARG

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  • 1st prize - Hassan Karimzadeh

    Gag

    Controversy

    Etemad-e Melli - IRN

    http://worldpresscartoon.com/wp-content/uploads/2017/06/841-hassan-karimzadeh.jpg

  • 2st prize - Dalcio Machado

    Gag

    Guerra - War

    Correio Popular - BRA

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  • 3st prize - William Rosoanaivo

    Gag

    Father Christmas

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  • 1st prize - Gabriel Ippoliti

    Caricature

    PUTIN

    Ambito Financiero - ARG

    http://worldpresscartoon.com/wp-content/uploads/2017/06/187-ippoliti.jpg

  • 2st prize - Vaclav Teichmann

    Caricature

    STEVE JOBS

    Hospodarske Noviny - CZE

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  • 3st prize - David Rowe

    Caricature

    KARZAI

    The Australian Financial Review - AUS

    http://worldpresscartoon.com/wp-content/uploads/2017/06/517-rowe.jpg

  • 1st prize - Angel Boligán Corbo

    Editorial

    Yes, we can

    V - MEX

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  • 2st prize - Jarbas Domingos de Lira Jr

    Editorial

    untitled

    Diario de Pernambuco - BRA

    http://worldpresscartoon.com/wp-content/uploads/2017/06/328-jarbas.jpg

  • 3st prize - Cláudio Antônio Gomes

    Editorial

    "Sem pânico"

    Muito - BRA

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  • António Antunes

    RITUAL SEMPRE IGUAL E SEMPRE DIFERENTE Como director do salão, tenho o privilégio de fazer parte de todos os júris do World Press Cartoon e ser, assim, simultaneamente, intérprete e espectador de um ritual sempre igual e sempre diferente. Ao mudar todos os anos os elementos do júri, para evitar que se estabeleça um olhar único sobre as obras das diferentes edições, assumimos um risco ponderado, tendo em conta a qualidade dos elementos que têm integrado os nossos júris. A experiência adquirida permite-nos conduzir os trabalhos até à meta de exigência de qualidade que nos propomos; ziguezagueando e torneando os obstáculos que inevitavelmente surgem da interacção de elementos que, na sua maioria, não se conhecem pessoalmente. Cinco sensibilidades, cinco culturas, cinco proveniências e um gosto comum: o humor gráfico de imprensa. Nesta edição, o júri (uma colombiana, um francês, um canadiano, um israelita e o português residente) produziu, mais uma vez, sessões de grande vivacidade e pluralidade de opiniões. Após horas de análise, de hesitações, de campanhas de persuasão, de discussões, de muito humor e das votações regulamentares, apareceu, por fim, fumo branco para os vencedores.

    António Antunes publicou os seus primeiros cartoons no diário lisboeta República, em Março de 1974. No final do mesmo ano ingressou no semanário Expresso onde continua a publicar as suas obras. Dos prémios recebidos destacam-se: Grande Prémio do XX International Salon of Cartoons (Montreal, Canadá, 1983), 1º Prémio de Cartoon Editorial do XXIII International Salon of Cartoons (Montreal, Canadá, 1986), Grande Prémio de Honra do XV Festival du Dessin Humoristique (Anglet, França, 1993), Award of Excellence – Best Newspaper Design, SND – Estocolmo, Suécia (1995) Premio Internazional Sátira Politica (ex-æquo, Forti dei Marmi, Itália, 2002), Grande Prémio Stuart Carvalhais (Lisboa, Portugal, 2005). Realizou exposições individuais em Portugal, França, Espanha, Brasil, Alemanha e Luxemburgo. Foi júri de salões de desenho humorístico em Portugal, Brasil e Grécia. António dedica-se também ao design gráfico, Escultura e Medalhística.

  • Elena Ospina

    António Antunes publicou os seus primeiros cartoons no diário lisboeta "República" em Março de 1974. No final desse ano ingressou no semanário "Expresso" onde continua a publicar os seus trabalhos. Recebeu, entre outros prémios: Grande Prémio do XXth International Salon of Cartoons (Montreal, Canadá, 1983); 1º Prémio de Cartoon Editorial do XXlllth International Salon of Cartoons (Montreal, Canadá,1986); Grande Prémio de Honra do XV Festival du Dessin Humoristique (Anglet,França,1993); Prémio de Excelência Best Newspaper Design (SND, Estocolmo, Suécia,1995); Prémio Internacional de Sátira Politica (ex-aequo, Forte dei Marmi, Itália, 2002); Grande Prémio Stuart Carvalhais (Lisboa, Portugal, 2005); Prémio Cartoon/Caricatura Stuart Carvalhais (Lisboa, Portugal, 2007). Realizou exposições individuais em Portugal, Brasil, Macau, Alemanha, Espanha, França e Luxemburgo. Participou em júris de salões de cartoon em Portugal, Brasil e Grécia. Para além do cartoon desenvolve também actividade nas áreas de Design Gráfico, Escultura e Medalhística. Presidiu ao júri da 5ª edição do World Press Cartoon, salão de que é director desde a fundação. António Antunes has published his first cartoons at the Lisbon daily "República" in March 1974. By the end of that year, he joined the weekly "Expresso" where he has continued to publish his works. He has received, amongst many other awards: the Grand Prix XX International Salon of Cartoons (Montreal, Canada, 1983); 1st Prize – Editorial Cartoon / XXlll International Salon of Cartoons (Montreal, Canada, 1986); the Grand Prix d´Honneur XV Festival du Dessin Humoristique (Anglet,França,1993); the Award of Excellence - Best Newspaper Design (SND, Stockholm, Sweden, 1995); Premio Internazionale Sátira Politica (ex-aequo, Forte dei Marmi, Itália, 2002); Grande Prémio Stuart Carvalhais (Lisbon, Portugal, 2005); and Prémio Cartoon/Caricatura Stuart Carvalhais (Lisboa, Portugal, 2007). He has held individual exhibitions in Portugal, Brazil, Macau, Germany, Spain, France and Luxembourg. He has also been a member of cartoons salon juries in Portugal, Brazil and Greece. Besides creating cartoons he also works in the fields of Graphic Design, Sculpture and Medal Designing. António has chaired the jury for the 5th edition of the World Press Cartoon of which he is a Director since its establishment.

    Elena Maria Ospina, pintora, ilustradora e caricaturista colombiana, iniciou o seu trabalho de ilustração no diário El Espectador. Ao longo de 20 anos tem trabalhado na criação e ilustração de numerosos projectos editoriais e publicitários nas Américas e em Espanha. Obteve vários prémios e menções honrosas nacionais e internacionais em concursos de humor gráfico e de ilustração. A nível artístico, tem participado em exposições individuais e colectivas, e parte da sua obra está publicada através da ilustração de livros, jornais e revistas. Actualmente vive em Madrid, onde desenvolve projectos de ilustração para Espanha e para a América Latina.

  • Michel Kichka

    HUMOR PARA SER LEVADO MUITO A SÉRIO O júri do World Press Cartoon enfrenta um desafio apaixonante. Por vezes, passional! Reunimo-nos durante três dias de trabalho, de debate e de votação. A selecção é feita segundo processo altamente profissional, estrito e rigoroso. Ao fim de três dias, são atribuídos os prémios deste prestigioso concurso. O que me ensinaram estes três dias? Que o cartoon constitui uma linguagem verdadeiramente universal cuja sintaxe é, ao mesmo tempo, simples e sofisticada. Que a expressão «cartoon editorial», que coloca o desenho a par de um artigo de opinião, se justifica plenamente. Que o desenho confia na inteligência do leitor que, por sua vez, se torna seu cúmplice. Que o humor e a sátira devem ser levados muito a sério. Mas aprendi também que os jornais nem sempre dão aos cartoons o espaço que estes merecem. Que a liberdade de informar e de comentar é um combate a travar todos os dias. Por toda a parte. Participar neste júri foi um privilégio único e uma responsabilidade rara. Muito obrigado, meus amigos!

    Nascido na Bélgica, filho de sobreviventes do Holocausto, Michel Kichka mudou-se para Israel em 1974 e tem trabalhado desde então como ilustrador freelance de cartoons políticos e editoriais, banda desenhada, livros infantis e publicidade. Político por natureza, o trabalho de Kichka foca-se primeiramente nos temas da actualidade no Médio Oriente. Kichka desempenha actualmente funções como professor de ilustração e arte humorística no Departamento de Comunicação Visual da Academia de Bezalel, em Jerusalém. Kichka trabalhou também para o Canal 2 da televisão de Israel. Em Novembro de 2005, organizou um encontro internacional de ilustradores no Centro Cultural Mishkenot Shaananim em Jerusalém. Participa frequentemente em exposições organizadas em conjugação com as reuniões do Forum Económico Mundial em Davos na Suiça, em Nova Iorque e em Amã, na Jordânia. Michel Kishka tem efectuado exposições individuais em Israel e no estrangeiro e participado em numerosas exposições colectivas e festivais de cartoonismo em todo o mundo.

  • Plantu

    BATALHA FRATERNAL PELAS IMAGENS E IDEIAS NOVAS Uma vez mais, o World Press Cartoon deu-nos oportunidade para uma troca de ideias e opiniões com os cartoonistas. Pessoalmente, quase dialoguei em pensamento com os desenhos em competição e também aprendi muito nas conversas com os colegas reunidos em Sintra. Nem sempre estávamos de acordo, felizmente, e que sorte ter esta oportunidade de nos reunirmos em Portugal! Obrigado WPC. Os navegadores partiram daqui para as Descobertas armados de lanças e agora os desenhadores, armados dos seus lápis, vieram a Portugal bater-se, fraternalmente, pelas imagens e pelas ideias novas... e tudo isto obra do António! Podemos sonhar e imaginá-lo: desta vez, o novo mundo será um mundo de Paz.

    Jean Plantureux, que adoptou o nome profissional de Plantu, é um cartoonista francês especializado em sátira política. O seu trabalho aparece regularmente no jornal francês Le Monde desde 1972. Nascido em Paris em 1951, Jean Plantureux seguiu inicialmente estudos de Medicina que cedo abandonou para frequentar cursos de Desenho na École Saint-Luc, em Bruxelas, patrocinada por Hergé. Plantu regressou a Paris e foi contratado por Bernard Lauzanne do Le Monde. O seu primeiro cartoon, sobre a Guerra do Vietname, foi publicado em Outubro de 1972. Mais tarde, Plantu começou a trabalhar com o jornal Phosphore, uma colaboração que continuaria até 1986. Em 1985, André Fontaine, director do Le Monde, começou a publicar os cartoons de Plantu todos os dias, dizendo que assim se devolveria à sátira política o seu antigo estatuto de verdadeira tradição francesa. Em 1988, Plantu recebeu o prémio Mumm pelo seu cartoon «Gordi chez le judge», a que se seguiu, em 1989, um Prix de l'Humour Noir. Em 1991, Plantu começou a publicar uma banda desenhada no semanário L´Express, que lhe reservou a página 3 na íntegra, todas as semanas. Em 1995, recebeu o Gat Perich (prémio espanhol internacional de caricatura). Em 1998, produziu um selo para os Correios franceses (8,5 milhões de exemplares) cujas receitas foram destinadas à associação Médicos Sem Fronteiras. Para celebrar o 50º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, a UNESCO publicou em várias línguas colecções de cartoons de Plantu. Em 2002, Plantu encontrou-se com o Secretário-Geral da ONU, Kofi Annan, a fim de discutir a realização de uma conferência internacional de autores de cartoon editorial em Paris, que viria a constituir o ponto de partida para a iniciativa Cartoonismo pela Paz.

  • Terry Mosher

    MAS QUE VIAGEM! Imaginem cinco cartoonistas sendo conduzidos pelas ruas estreitas da Sintra histórica, com o mestre da caricatura portuguesa contemporânea, António Antunes, ao volante, gesticulando loucamente. Mas que viagem! Tínhamos sido chamados a Sintra, vindos de todas partes do globo, para integrar o júri do World Press Cartoon, a maior competição anual do mundo, no seu género. Foi muito gratificante a oportunidade de participar neste processo com um grupo de colegas cartoonistas de excepcional talento. Além do mais, o eficiente organizador do evento, Rui Paulo da Cruz, passou uma boa parte do tempo animando o grupo, introduzindo-nos nos vários aspectos da cultura portuguesa (sempre com uma tradução rápida, simultânea, em quatro línguas). Os nossos parabéns, portanto, à Vila de Sintra por patrocinar este acontecimento tão importante – sem esquecer a bênção que é poder passar vários dias de clima suave em Fevereiro, longe do meu Canadá natal... e nevado!

    Há mais de trinta anos que Aislin tem sido o nome artístico de Terry Mosher como cartoonista da página de editoriais de um jornal diário de língua inglesa de Montreal, Canadá, The Gazette. Designado frequentemente o cartoonista mais mordaz do Canadá, Terry Mosher nasceu em 1942 em Otava. Frequentou catorze escolas diferentes em Montreal, Toronto e cidade do Quebeque, onde se graduou na Escola de Belas Artes em 1967. Mosher trabalhou como cartoonista no jornal The Montreal Star, passando para o The Gazette em 1972. Ao longo da sua carreira, Terry Mosher tem aparecido como comentador em muitos programas de rádio e de televisão do Canadá. É também orador regular sobre tópicos de humor, história e importância do cartoonismo como ferramenta de comunicação, tendo participado em conferências nacionais como a Idea City, o Banff Festival for the Arts, o Canadian Club de Montreal e numerosos festivais de escritores. Premiado com dois National Newspapers Awards e membro do News Hall of Fame do Canadá, Mosher tem feito colaborações nos Estados Unidos e no estrangeiro para publicações como o New York Times, a Time Magazine, o National Lampoon, Harper´s Magazine, o Atlantic Monthly e a Punch. Aislin tem 43 livros publicados, que são colecções dos seus próprios trabalhos ou livros de outros autores por si ilustrados. Aislin tem sido enviado especial do The Gazette e de outras publicações, escrevendo reportagens e desenhando livros de esboços interpretativos por todo o Canadá, Estados Unidos, Irlanda, Japão, Rússia, Cuba e Norte de África.

WPC 2009

World Press Cartoon 2009

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  • 1st prize - Rogelio Naranjo Ureña

    Grand Prix

    In The Same Ship

    México

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  • 1st prize - Osmani Simanca

    Gag

    Punk Fish

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  • 2st prize - Géza Hala'sz

    Gag

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    Hungria

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  • 3st prize - Florin Balaban

    Gag

    untitled

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  • 1st prize - André Carrilho

    Caricature

    Ahmadinejad

    Portugal

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  • 2st prize - Javier C.Alfonso & Sara Rojo

    Caricature

    Sarkozy

    Espanha

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  • 3st prize - Eduardo Baptistão

    Caricature

    Cortázan

    Brasil

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  • 1st prize - Rogelio Naranjo Ureña

    Editorial

    In The Same Ship

    México

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  • 2st prize - Tom Janssen

    Editorial

    Wall Street

    Países Baixos (Holanda)

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  • 3st prize - Toro Borkovic

    Editorial

    Krisis Ekonomi

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  • Adam Korpak

    Quero agradecer calorosamente aos meus amigos António Antunes e Rui Paulo da Cruz que conseguiram tornar este nosso trabalho de júri muito estimulante e seguramente muito mais fácil. Também foi uma experiência muito gratificante ter tido a oportunidade de trabalhar com os outros membros do júri (Sophie-Anne Delhomme, Steve Brodner e Aristides Hernandez). Apesar da diversidade das nossas culturas, já que todos viemos de partes muito diferentes do mundo, revelou-se possível criar laços de estima e amizade num curto espaço de tempo. Agora que o nosso trabalho colectivo está concluído, cada um de nós pode voltar ao seu próprio trabalho. Sabendo que os objectivos foram cumpridos. Devo saudar calorosamente os participantes que vão receber estes prestigiados troféus. Estou muito feliz porque eu próprio levo comigo um punhado de muito boas recordações e a amizade de todos aqueles que conheci ao longo destes dias de trabalho em comum no World Press Cartoon. Os cartoons de todo o mundo partilham um mesmo objectivo, ainda que os artistas se expressem de formas bem diversas. Eu diria que cartoonistas com habilidade e talento têm o poder das pequenas gotas de água que, pela acção persistente, fazem fracturar a pedras mais duras.

    Adam Korpak nasceu na Polónia, em Cracóvia. Vive e trabalha na ilha de Kimito, situada no sul da Finlândia. Entre 1968 e 1975 estudou Arquitectura e Design Industrial na Academia de Belas Artes de Cracóvia, onde foi professor. Trabalhou como arquitecto entre 1974 e 1977, tendo depois montado um atelier de criação gráfica. Desde 1986 que produz ilustrações para o maior jornal finlandês, o Helsigin Sanomat, tendo trabalhado igualmente como ilustrador para quase todas as editoras e jornais da Finlândia. Participou em mostras de desenho, pintura e design gráfico em muitos países de vários continentes: Finlândia, Suécia, Noruega, Holanda, Itália, Suíça, Polónia, Japão e EUA. Foi distinguido com muitos prémios: Forte dei Marmi, Itália (2002); Bienal do Humor, Tolentino, Itália (2005); Grand Prix Satyrykon Legnica 2007, Polónia; Gallarate, Itália (2007). Integra diversas organizações internacionais: ICOGRADA, as associações de artistas plásticos finlandesas Kuvittaja e Grafia e a Associação de Artistas Polacos, ZPAP.

  • António Antunes

    Numa altura em que a crise espreita por todos os lados – e em que cada sector tem a sua crise particular – a imprensa escrita não foge à regra, debatendo-se também ela com a sua própria crise. Esmagada entre a televisão, os gratuitos e, sobretudo, a internet, a imprensa passa momentos difíceis. Nesta conjuntura, a pressão sobre jornais e revistas leva a que "os elos mais fracos" se partam e, entre eles, encontramos o desenho de humor. Passámos também a ter a nossa própria crise: redução do espaço reservado ao cartoon, exclusão de cartoonistas e recrudescimento da censura nos mais variados matizes. O desenho de humor de imprensa, agora sob esta renovada pressão, tem sido quase sempre confinado a duas periferias – a das artes gráficas e a do jornalismo – como parceiro menor, apesar dos seus heróis: de Daumier a Steinberg, de Levine a Ralph Steadman. Num tempo assim, de algum desencanto e pessimismo, o World Press Cartoon continua, uma vez mais, pautado por júris de reconhecido mérito, premiando cartoons de grande qualidade, homenageando os seus autores, mostrando ao mundo a pujança do desenho humorístico de imprensa de todos os cantos do planeta, fazendo coexistir no seu seio diferentes estilos e culturas, num elogio à liberdade de imprensa, reafirmando, assim, a excelência do seu projecto. O World Press Cartoon é agora, do meu ponto de vista, mais que um evento necessário, um evento indispensável.

    António Antunes publicou os seus primeiros cartoons no diário lisboeta "República" em Março de 1974. No final desse ano ingressou no semanário "Expresso" onde continua a publicar os seus trabalhos. Recebeu, entre outros prémios: Grande Prémio do XXth International Salon of Cartoons (Montreal, Canadá, 1983); 1º Prémio de Cartoon Editorial do XXlllth International Salon of Cartoons (Montreal, Canadá,1986); Grande Prémio de Honra do XV Festival du Dessin Humoristique (Anglet,França,1993); Prémio de Excelência Best Newspaper Design (SND, Estocolmo, Suécia,1995); Prémio Internacional de Sátira Politica (ex-aequo, Forte dei Marmi, Itália, 2002); Grande Prémio Stuart Carvalhais (Lisboa, Portugal, 2005); Prémio Cartoon/Caricatura Stuart Carvalhais (Lisboa, Portugal, 2007). Realizou exposições individuais em Portugal, Brasil, Macau, Alemanha, Espanha, França e Luxemburgo. Participou em júris de salões de cartoon em Portugal, Brasil e Grécia. Para além do cartoon desenvolve também actividade nas áreas de Design Gráfico, Escultura e Medalhística. Presidiu ao júri da 5ª edição do World Press Cartoon, salão de que é director desde a fundação.

  • Aristides E. Hernandez

    Num curto espaço de tempo, o World Press Cartoon conseguiu situar-se como um dos mais importantes eventos de humor gráfico que se realizam no Mundo. Os organizadores decidiram levar muito a sério o tema do humor! E essa é a razão porque o evento apresenta múltiplas virtudes, desde o rigor da organização até à qualidade dos trabalhos aquí premiados, obras que são do melhor que se faz nos nossos dias em matéria de desenho de humor. Os meus votos são de que possamos ter a sorte e a honra de usufruir por muito tempo deste World Press Cartoon, para bem da nossa arte.

    Aristides E. Hernandez, Ares, nasceu na cidade de Havana em 1963. É licenciado em medicina, com especialização em psiquiatria. Publicou o seu primeiro cartoon em 1984 e os seus trabalhos têm sido reproduzidos em publicações de numerosos países. Trabalha também com ilustração e pintura, tendo colaborado em projectos de cinema de animação. Ares tem publicados dezasseis livros e ilustrou maiss de cinquenta. É o caricaturista cubano com maior número de galardões internacionais (75). Actualmente trabalha em Havana como artista free lance e é vice-presidente da Associação de Artistas Plásticos da União de Escritores e Artistas de Cuba (UNEAC). No ano de 2002, recebeu no seu país a “Distinção pela Cultura Nacional“ uma homenagem do Ministro da Cultura de Cuba.

  • Sophie-Anne Delhomme

    O cartoon é uma língua. E o milagre do World Press Cartoon é o de revelar, com enorme força, pela quinta vez consecutiva, o quanto esta língua é universal. O júri tinha a impossível tarefa de seleccionar, entre 400 desenhos, aquele que transmitisse num primeiro olhar imediato a mais penetrante das mensagens, compondo a melhor aliança entre a forma e o conteúdo. Tarefa impossível porque, provenientes de todos os continentes e sob as mais diversas formas, cada um desses desenhos propunham a conjugação ideal. Ao pormenorizar todas essas hipóteses de alfabetos caligráficos, frases visuais e parágrafos figurativos, tomei profunda consciência do intrínseco valor do cartoon. Neste aspecto, deplorei ainda mais que o cartoon continue a ser considerado tantas vezes algo negligenciável. São muitos, aqueles que pensam que não os podemos levar a sério – porque frequentemente divertidos, por parecerem fáceis de fazer (!), ou estar mesmo a ver-se que não é nada... A meus olhos, trata-se de uma alquimia superior que permite tecer com cada ser humano a comunicação que o desconhecimento das línguas dificulta. Com efeito, pela graça e pela diversidade dos seus autores, o desenho entrega níveis subtis de leitura e utiliza uma gama de matizes que lhe permite exprimir problemáticas complexas, locais ou gerais, políticas, económicas, sociais. O cartoon é vector de informação, comentador, crítico, revelador de consciência (s). Afirmo, pois, à luz destes dias em Sintra em companhia do júri esclarecido com o qual tive a oportunidade de colaborar, que nestes tempos de mundialização perigosa, o cartoon é a língua do futuro, o cimento futuro da nossa civilização em mudança.

    Sophie-Anne Delhomme é Directora de Arte da revista semanal francesa Courrier International desde 1999. Estudante de Roman Cieslewicz e graduada pela Ecole Supérieure d’Arts Graphiques em Paris, tem também uma pós-graduação MA em Imagem & TI da Ecole Nationale Supérieure des Arts Decoratifs em Paris. Como Directora deArte, colaborou também com o Le Monde, Télérama, e com a revista de culto L'Autre Journal.

  • Steve Brodner

    Os trabalhos expostos na colecção deste ano representam um excelente exemplo das questões que são no mundo de hoje mais urgentes e constrangedoras... e concebidos nos estilos de arte e formas de pensar que representam as actuais tendências dos cartoons. Vivemos em tempo eclético. “Tudo é válido” na(s) nossa(s) cultura(s). E temos sorte por ser assim, pois que somos livres para abraçar a diversidade de expressão a muitos níveis. A mostra do World Press é disso um bom exemplo e progride de forma única, séria e extremamente valiosa. Os leitores deste catálogo e, de igual modo, todos os caricaturistas e cartoonistas deverão ter consciência de quão marcante é para os membros do júri que participaram nesta edição. Tratou-se de um desafio profissional, à altura do qual esperamos ter conseguido estar.

    Steve Brodner é ilustrador satírico há 30 anos. Nasceu em Brooklyn, Nova Iorque, em 1954. Após graduação na Cooper Union, em 1976 conseguiu emprego como cartoonista num pequeno jornal, o Hudson Dispatch, em Union City, Nova Jérsia. Em 1977, o The New York Times Book Review começou a encomendar-lhe alguns trabalhos de ilustração, o que lançou a sua carreira como ‘freelance’. Entre 1979 e 1982, publicou o seu próprio jornal, o The New York Illustrated News. Em 1981 tornou-se colaborador regular para a revista Harper’s com o espaço mensal “Ars Politica”. Na década de 80, mais revistas pediram a sua colaboração regular, entre elas, National Lampoon, Sports Illustrated, Playboy e Spy. Em 1988 a Esquire recrutou-o como artista residente não oficial. Foi aqui que fez desenhos, caricaturas, jornalismo cultural e um cartoon político na contra-capa, o “Adversaria”. As suas caricaturas da cultura pop e política têm aparecido em todas as grandes publicações dos Estados-Unidos.

WPC 2008

World Press Cartoon 2008

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  • 1st prize - Rainer Ehrt

    Grand Prix

    Tower of Brussels

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  • 1st prize - Hassan Karimzadesh

    Gag

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  • 2st prize - Rogelio Naranjo Ureña

    Gag

    Nativity

    México

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  • 3st prize - Moa

    Gag

    Carrousel

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  • 1st prize - Achille Superbi

    Caricature

    Ballack

    Itália

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  • 2st prize - Omar A. Figueroa Turcion

    Caricature

    Elvis

    Colômbia

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  • 3st prize - Agustin Sciammarella

    Caricature

    Noriega

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  • 1st prize - Rainer Ehrt

    Editorial

    Tower of Brussels

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  • 2st prize - António Jorge Gonçalves

    Editorial

    Dalai Lama

    Portugal

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  • 3st prize - Orkhan

    Editorial

    Global warming, melting of the Artic

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  • António Antunes

    ABSOLUTA NORMALIDADE “Nesta edição, e pela primeira vez, tivemos no World Press Cartoon um Júri constituído exclusivamente por cartoonistas. O que se pode dizer do trabalho que realizámos é que se manteve a tradição de seleccionar e premiar trabalhos de qualidade, realizados em diversas técnicas, diferentes estilos e com origem em múltiplos quadrantes. As reuniões do Júri foram vivas e intensas, houve análise individual, confronto de opiniões e decisão colectiva. Foram, portanto, o que sempre idealizámos e, no fim, a qualidade, tanto gráfica quanto editorial, saiu uma vez mais premiada. Podemos orgulhosamente dizer que os resultados são de... absoluta e reconfortante normalidade... Quem olhar este catálogo, com atenção e espírito crítico, julgará por si mesmo.” A.A.

    O cartoonista António Antunes iniciou-se no diário lisboeta República em Março de 1974. No final desse ano ingressou no jornal Expresso, onde continua a publicar semanalmente os seus trabalhos. Recebeu, entre outras, as seguintes distinções: Grande Prémio do XXth International Salon of Cartoons (Montreal, Canadá, 1983); 1º Prémio de Cartoon Editorial do XXlllth International Salon of Cartoons (Montreal, Canadá,1986); Grande Prémio de Honra do XV Festival du Dessin Humoristique (Anglet, França, 1993); Prémio de Excelência Best Newspaper Design (SND, Estocolmo, Suécia, 1995); Prémio Internacional de Sátira Política (ex-aequo, Forte dei Marmi, Itália, 2002); Grande Prémio Stuart Carvalhais (Lisboa, Portugal, 2005). Entre as exposições individuais de António destacam-se: Lisboa,1982 e 2000; Porto,1983,1995 e 2000; Rio de Janeiro, 1983 e 1991; Bona, 1983, Dusseldorf,1983; Macau, 1987 e 1996; Brasília, 1998; Barcelona,1999, Recife, 1999; Madrid, 2001 e Paris, 2004. Presidiu ao Júri da 4ª edição do World Press Cartoon, salão de que é director desde a sua fundação.

  • Carlos Brito

    HUMOR EM TEMPOS PERTURBADOS Rever Sintra graças ao World Press Cartoon foi um prazer multiplicado pelas não sei quantas centenas de desenhos de imprensa e de humor vistos e revistos durante três dias enquanto membro do júri da colheita de 2007. Saltitando entre três línguas, fomos cinco como os dedos duma mão a ver, comparar e acabar por dificilmente escolher aqueles desenhos que mais nos tocaram e fizeram, se não rir, pelo menos sorrir ou simplesmente reflectir sobre a nossa condição de animais dotados cada vez menos de razão e tentando sobreviver num mundo cada vez mais desumanizado. É que o desenho é coisa séria, e a actualidade põe frequentemente o desenhador de muito mau humor, pelo que, do seu trabalho, resultam desenhos que não fazem forçosamente rir a bandeiras despregadas. De facto, profissão deveras difícil esta de tentar fazer rir de coisas sérias nestes tempos perturbados em que ninguém mais sabe para onde se vai se é que para lá se quer ir. Rindo de nós próprios, evidentemente.

    Carlos Brito was born in 1943. He himself says by chance this was in Lisbon and in any case was later reborn in Paris in 1963 out of reasons of political activism. According to his parents, he was sketching his first cartoon around the age of two. He has yet to learn when he will complete his last. In Lisbon, he studied business out of obligation and graduated in Sociology out of pleasure in Paris and remains without any formal artistic training. A bank employee in Portugal between 1957 and 1963, he went on to try his hand at machine operator, secretary-typist, salesman, graphic designer, sociologist and a host of other trades when leaving Portugal for the cities of Paris and Hamburg. Since 1980, he has been an accredited journalist in France. Prior to that, he had already sketched post revolution Portugal for the República and Sempre Fixe (1974 and 1975) publications. He drew for the Diário de Lisboa up until it ceased publication. After 1980, his work has featured in a range of French publications: L'Unité, La Vie Ouvrière, Témoignage Chrétien, Les Nouvelles Littéraires, L'Évènement du Jeudi, L'Humanité, J'Accuse, etc. At the moment, he comments on French and international current affairs in the Le Canard Enchaîné and Le Monde newspapers. Among other awards, he recently won first prize at an exhibition on immigration (Stuttgart, Germany, 2007) and “Le Grand Prix de L´Humour Vache” (Saint-Just-Le-Martel, France, 2004).

  • Cássio Loredano

    HUMOR AQUI É COISA SÉRIA “Folhear os catálogos das edições anteriores do World Press Cartoon me deu a clara sensação de estar assistindo ao nascimento de uma tradição que se apresentava ao futuro com a robustez, o viço e o frescor da juventude. Pois bem: o Júri de 2008 viu passar sob seus olhos certamente o melhor a produção mundial deste aspecto do jornalismo em 2007. E é precisamente isto o que confirma o vigor do festival de Sintra. Humor aqui é coisa séria - e os profissionais do lápis parecem esmerar-se para esta ocasião como atletas que se preparam para os grandes torneios. Com a vantagem de que Sintra é vitrine a cada ano e não só de quatro em quatro. Por isso é que me foi mais do que uma alegria uma honra acudir à convocação de meu camarada António Antunes para participar do Júri deste ano, ainda por cima com o privilégio da convivência esses dias com homens inteligentes, cultos e amáveis como meus anfitriões e meus companheiros jurados. Isto dito de coração.” C. L.

    HUMOR AQUI É COISA SÉRIA “Folhear os catálogos das edições anteriores do World Press Cartoon me deu a clara sensação de estar assistindo ao nascimento de uma tradição que se apresentava ao futuro com a robustez, o viço e o frescor da juventude. Pois bem: o Júri de 2008 viu passar sob seus olhos certamente o melhor a produção mundial deste aspecto do jornalismo em 2007. E é precisamente isto o que confirma o vigor do festival de Sintra. Humor aqui é coisa séria - e os profissionais do lápis parecem esmerar-se para esta ocasião como atletas que se preparam para os grandes torneios. Com a vantagem de que Sintra é vitrine a cada ano e não só de quatro em quatro. Por isso é que me foi mais do que uma alegria uma honra acudir à convocação de meu camarada António Antunes para participar do Júri deste ano, ainda por cima com o privilégio da convivência esses dias com homens inteligentes, cultos e amáveis como meus anfitriões e meus companheiros jurados. Isto dito de coração.” C. L. Cássio Loredano nasceu no Rio de Janeiro, Brasil, em 1948. Toda a sua vida profissional foi feita na Imprensa. Entre 1968 e1972 foi repórter e redactor de jornais e noticiarista da rádio, em São Paulo. Iniciou uma carreira de caricaturista em Novembro de 1972, publicando nos jornais Opinião, Pasquim, O Globo e Jornal do Brasil. Na transição democrática de Portugal, em 1975 e 1976, passou alguns meses em Lisboa, criando desenhos para o semanário O Jornal. Viveu na Alemanha entre 1977 e 1982, com colaboração regular nos jornais Die Zeit e Frankfurter Allgemeine, entre outros. Em 1982 e 1983 fez caricaturas para os diários La Repubblica, de Roma, e Liberátion, de Paris, colaborando igualmente nas páginas da revista Magazine Littéraire. É há 22 anos caricaturista do diário espanhol El País, de Madrid. Regressado ao Brasil em 1993, Cássio Loredano deu início a uma colaboração com o jornal Estado de São Paulo e, desde 2005, publica uma secção diária nas páginas de opinião, Sinais Particulares.

  • Habib Haddad

    PASSEI PARA O OUTRO DO ESPELHO “Pelo quarto ano consecutivo, o World Press Cartoon oferece ao mundo uma vista panorâmica anual do desenho de humor, da caricatura e do cartoon editorial. Recompensa os melhores cartoonistas do ano com prémios de valor considerável, ao mesmo tempo que põe em destaque os seus desenhos num belo livro. É também o quarto ano consecutivo em que participo neste importante evento, mas desta vez passei para o outro lado do espelho. Ou seja, fui um dos membros do Júri. Ser membro deste Júri é uma grande responsabilidade, porque se espera que se escolham os melhores cartoons entre centenas de obras, em conformidade com um regulamento muito rigoroso. Foi uma boa experiência artística. Faço votos de uma longa vida a este salão e espero que a dinâmica equipa do World Press Cartoon prossiga este projecto, sempre com o mesmo entusiasmo.” H.H. Habib Haddad nasceu no Líbano e colabora actualmente num jornal diário de língua árabe editado em Londres, o Al Hayat. Haddad publicou dois álbuns de cartoons, em 1979 e 1998. Participou em diversas exposições internacionais e as suas obras foram premiadas em diversos salões: Epinal (Prémio Especial do Júri, 1991), Juvignac (Prémio do Público, 1996 e 1998), Porto Cartoon (Menção Honrosa 1999), Prémio da Cidade Rouen (1999), Castelnaudary (Prémio do Público, 1999), Louviers (2000 e 2001), 5º Festival da Caricatura (Grande Prémio do Público), Saint-Just-le-Martel (2001), Dubai (Grande Prémio da Imprensa Árabe, 2002), Otawa, Canadá (Menção Honrosa do National Press Club, 2002), 1º Prémio de Desenho de Humor na exposição “Guelles d'Humor” (Paris, 2004), Menção Honrosa no World Press Cartoon (Sintra, 2005) e Prémio de BD Francófona (Tourcourg, 2007).

    Habib Haddad nasceu no Líbano e colabora actualmente num jornal diário de língua árabe editado em Londres, o Al Hayat. Haddad publicou dois álbuns de cartoons, em 1979 e 1998. Participou em diversas exposições internacionais e as suas obras foram premiadas em diversos salões: Epinal (Prémio Especial do Júri, 1991), Juvignac (Prémio do Público, 1996 e 1998), Porto Cartoon (Menção Honrosa 1999), Prémio da Cidade Rouen (1999), Castelnaudary (Prémio do Público, 1999), Louviers (2000 e 2001), 5º Festival da Caricatura (Grande Prémio do Público), Saint-Just-le-Martel (2001), Dubai (Grande Prémio da Imprensa Árabe, 2002), Otawa, Canadá (Menção Honrosa do National Press Club, 2002), 1º Prémio de Desenho de Humor na exposição “Guelles d'Humor” (Paris, 2004), Menção Honrosa no World Press Cartoon (Sintra, 2005) e Prémio de BD Francófona (Tourcourg, 2007).

  • Hemant Morparia

    A LINGUAGEM DO HUMOR NOS SEUS VÁRIOS DIALECTOS “A oportunidade de visitar um novo lugar, fazer novos amigos e apreciar desenhos de humor altamente criativos pareceu-me uma oferta daquelas de Don Corleone: não se podem recusar! Como previsto, mostrou ser um cocktail explosivo. O processo de julgamento foi excitante, exasperante e esgotante! É sempre fácil rejeitar trabalhos. É a selecção que é difícil (a qualidade é, afinal, uma coisa árdua de medir e graduar). Temas regionais sempre hão-de parecer muito maiores quando vistos na perspectiva de quem lhes está próximo. Mas os pontos de vista dos outros membros do Júri restituem o equilíbrio do julgamento final. O World Press Cartoon ajuda-nos a ver os factos para lá de todo o tipo de fronteiras - as fronteiras externas da geografia e as outras, interiores, feitas de gostos e mentalidades. Os chineses riem-se como se riem indianos ou libaneses, prova de que a linguagem do humor é uma língua universal; as pessoas limitam-se a falar essa língua nos seus vários dialectos. Muros se levantam, artificialmente, entre os povos, obra de governantes que não sabem rir. O riso simultâneo de duas pessoas em lados diferentes de um desses muros é tudo o que é preciso, talvez, para que ele se desmorone. E o World Press Cartoon é um passo nesse sentido.” H.M.

    Hemant Morparia nasceu em 1962 na Índia. É licenciado em Radiologia Médica pela Universidade de Mumbai. Desenha desde 1987 e publica os seus cartoons nos seguintes títulos da imprensa indiana e internacional: The Times of India (1993/2002), Mid-Day (2002/2008), Time-Out Mumbai, Time Out Delhi, Money Life, New York Times, Knaleej Times, Toronto Star e Stitches. Tem dois livros publicados: “Fanatics and their antics” e “Say aha!” (um livro com cartoons dedicados a temas médicos). Fez duas exposições individuais na galeria Sakshi (Mumbai, 2002) e na Galeria Nacional de Arte Moderna (Mumbai, 2003).