História

  • WPC 2017 (6/10/2017)

    World Press Cartoon 2017

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    • 1st prize - Alireza Pakdel

      Grand Prix

      Immigrants

      Etemad - Iran

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    • 1st prize - Toso Borkovic

      GAG

      Orator

      Ilustrovana Politika - Serbia

      http://worldpresscartoon.com/wp-content/uploads/2017/06/234-1ºp.jpg

    • 2st prize - Wegmann Silvan

      GAG

      Rio

      Schweiz am Sonntag - Switzerland

      http://worldpresscartoon.com/wp-content/uploads/2017/06/259-2ºp-1024x784.jpg

    • 3st prize - Xavier Bonilla

      GAG

      Ludopatia

      Nuestro Mundo - Ecuador

      http://worldpresscartoon.com/wp-content/uploads/2017/06/463-3ºp-739x1024.jpg

    • 1st prize - Alireza Pakdel

      Editorial

      Immigrants

      Etemad - Iran

      http://worldpresscartoon.com/wp-content/uploads/2017/06/94-1ºp-734x1024.jpg

    • 2st prize - Michael Kountouris

      Editorial

      Attack to Nice

      Efimerida Ton Syntakton - Greece

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    • 3st prize - Sunnerberg Constantin

      Editorial

      Welcome

      Courrier International - France

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    • 1st prize - Luiz Carlos Fernandes

      Caricatura

      Fidel Castro

      Diário do Grande ABC - Brazil

      http://worldpresscartoon.com/wp-content/uploads/2017/06/172-1ºp-603x1024.jpg

    • 2st prize - Eduardo Baptistão

      Caricatura

      Bob Dylan

      Veja - Brazil

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    • 3st prize - Mariagrazia Quaranta

      Caricatura

      Trump

      L'Unitá - Italy

      http://worldpresscartoon.com/wp-content/uploads/2017/06/21-3ºp-1024x935.jpg

    • António Antunes

      António Antunes publicou os seus primeiros cartoons no diário lisboeta
      «República» em Março de 1974. No final desse ano, ingressou no
      semanário «Expresso» onde continua a publicar os seus trabalhos.
      Dos prémios conquistados destacam-se: Grande Prémio do XX
      International Salon of Cartoons (Montreal,Canadá, 1983), 1º Prémio de
      Cartoon Editorial do XXlll International Salon of Cartoons (Montreal,
      Canadá,1986), Grande Prémio de Honra do XV Festival du Dessin
      Humoristique (Anglet, França, 1993), Award of Excellence - Best
      Newspaper Design, SND (Estocolmo, Suécia, 1995), Prémio Internazionale
      Satira Politica, ex-aequo (Forte dei Marmi, Itália, 2002), Grande Prémio
      Stuart Carvalhais (Lisboa, Portugal, 2005), Prémio Presse Internationale
      (St. Just- le-Martel, França, 2010). Preside ao júri do World Press Cartoon,
      salão de que é director desde a sua fundação em 2005.

      O júri do World Press Cartoon desta edição trouxe-me momentos ricos de
      emoções: o prazer de me reunir com quatro amigos e grandes senhores
      do Humor Gráfico de Imprensa - Sábat, Ross, Boligán e Zoran, todos com
      excelentes carreiras, reconhecidas e premiadas um pouco por todo o
      mundo; a alegria de ver renascer o World Press Cartoon depois de um ano
      de interrupção, na sua nova casa - Caldas da Rainha; a satisfação do
      dever cumprido após a selecção e premiação do Júri. Foi um trabalho sério e
      competente mas, também animado e divertido como é próprio dos encontros
      de amigos.
      Influenciado por este óptimo ambiente, sai reforçada a minha convicção de
      que estamos perante o ressurgimento de um World Press Cartoon cada vez
      mais forte. Que assim seja.

    • Zoran Petrovic

      Nascido na Jugoslávia (Sérvia) há 40 anos, encontrava-se a caminho de Nova Iorque quando fez escala na Alemanha – e ali ficou até hoje. Zoran trabalha como artista e cartoonista freelance. Cria esculturas em madeira com serra mecânica e pinturas sobre madeira e tela – flores, cenários e tudo o que possa suscitar um sorriso nas pessoas. Gosta de bons vinhos e viaja muito pelo estrangeiro, sobretudo por motivos profissionais, absorvendo inspiração para dias futuros. Autor de mais de 20 livros de cartoons, Zoran tem realizado exposições em França, Dinamarca, Alemanha e Croácia.

      É excepcionalmente honroso integrar o júri de um dos mais grandiosos concursos de cartoons do mundo, uma extraordinária organização num país espantoso, o que reflecte a riqueza da sua tradição e cultura. O local certo para um evento global na área dos cartoons. Foi um prazer, colaborar com nomes grandes do mundo dos cartoons, com origem nas mais diferentes áreas do mundo no júri e na própria organização. E um prazer especial foi a avaliação conjunta de cartoons e da arte satírica desenvolvida pelos nossos colegas. Evento inesquecível, voltarei sempre com imenso agrado.

    • Angel Boligán

      Angel Boligán nasceu em 1965,em San Antonio de los Baños, Havana, Cuba.
      Graduou-se como professor de Artes Plásticas em Havana em 1987 e reside
      no México desde 1992. Publica os seus desenhos no «El Universal», “El
      Chamuco» e «Foreing Affairs Latinoamérica» entre outras publicações.
      Fundou a agência CartónClub (clube de caricatura latina). Entre os muitos
      prémios ganhos destacam.se o 1º Prémio do ll Portocartoon World Festival em
      2000; o Grande Prémio do World Press Cartoon em 2006, o Grande Prémio do
      36th International Nasreddin Hoja Cartoon Contest em 2006 e foi o vencedor do
      Prémio La Catrina, outorgado pela Feira Internacional do Livro de Guadalajara.

      Integrar o júri do World Press Cartoon foi toda uma experiência e um
      compromisso bem profissional. Nos últimos 12 anos, o mundo da Caricatura
      tem contado com este evento, que dignifica e premeia o melhor da caricatura na
      imprensa mundial. Nós, autores, rapidamente aceitamos o repto da participação
      com a esperança de ver o nosso desenho colocado entre os melhores. Tentar
      receber um prémio é um estímulo que nos desafia a manter elevados padrões na
      nossa obra publicada.
      Nestes dias de selecção de prémios, os olhos e esperança dos participantes
      estão atentos a Portugal buscando pistas sobre os premiados deste ano e,
      claro, sobre o nível do júri decisor. Foi uma honra, integrar este júri com artistas
      tão prestigiados. Durante dois dias e várias horas de trabalho, depurámos e
      selecionámos os finalistas até chegarmos profissional e democraticamente aos
      prémios finais. Agradeço aos colegas jurados o seu profissionalismo e seriedade,
      e felicito todos os autores premiados neste WPC 2017.

    • Hermenegildo Stabat

      Hermenegildo Sábat nasceu em 1933 em Montevideu (Uruguai) e colabora
      com jornais e revistas desde 1949. Os seus trabalhos têm sido publicados em
      quase todos os países do continente americano. Publicou mais de 20 livros
      e recebeu diversas distinções da Universidade de Columbia (Nova Iorque),
      Fundação Gabriel Garcia Marquez (México) e Prémio Pedro Figari pelo seu
      percurso pictórico no Uruguai.

      Ser jurado num concurso de humor gráfico é uma responsabilidade maior do
      que as palavras fazem supor. No nosso caso, tivemos a sorte de estarmos
      acompanhados de profissionais cultos e sólidos, capazes de discriminar com
      certeza e precisão todos e cada um dos trabalhos apresentados. Os resultados
      foram analisados sem pressões e chegámos a consensos sem dificuldades.
      Participar nas decisões foi um privilégio.

    • Ross Thomson

      Ross Thomson nasceu em Hawick (Escócia) e frequentou o Colégio de Belas
      Artes de Edimburgo. Posteriormente trabalhou como director artístico em
      várias agências publicitárias de Londres, época em que viu publicada a sua
      primeira capa da revista «Punch». Enveredou por uma carreira freelance em
      que o seu trabalho inclui campanhas publicitárias, livros infantis, animação
      de anúncios, etc. Nos últimos anos tem participado em concursos de cartoons
      tendo ganho mais de 100 prémios e distinções.

      Uma vez mais, os terríveis acontecimentos do nosso mundo foram temas
      tratados pelos nossos cartoonistas editoriais com cartoons de muito humor
      e a fazerem pensar. Consequentemente, deram aos membros do júri a difícil
      tarefa de fazer as escolhas certas nas suas deliberações. Mas, como sempre, a
      qualidade veio à superfície. Desejamos longa vida ao trabalho do cartoonista,
      sobrepondo-se ao nosso mundo conturbado por déspotas e guerras.

  • WPC 2015 (6/8/2017)

    World Press Cartoon 2015

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    • 1st prize - André Carrilho

      Grand Prix

      Ebola

      Diário de Notícias - PRT

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    • 1st prize - Cau Gomez

      Caricature

      Messimania 2

      A Tarde - BRA

      http://worldpresscartoon.com/wp-content/uploads/2017/06/224-Cau-Gomez-737x1024.jpg

    • 2st prize - Dalcio

      Caricature

      Bowie

      Correio Popular - BRA

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    • 3st prize - Riber

      Caricature

      Xi Jinping

      Courrier International - FRA

      http://worldpresscartoon.com/wp-content/uploads/2017/06/237-Riber-871x1024.jpg

    • 1st prize - Kountouris

      Gag

      Untitled

      Shedia - GRC

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    • 2st prize - Boligán

      Gag

      Future Special

      Conozca Más - MEX

      http://worldpresscartoon.com/wp-content/uploads/2017/06/259-Boligán.jpg

    • 3st prize - Mohammad Ali Khalaji

      Gag

      Untitled

      Jam-e-Jam - IRN

      http://worldpresscartoon.com/wp-content/uploads/2017/06/176-Khalaji-1024x711.jpg

    • 1st prize - André Carrilho

      Editorial

      Ebola

      Diário de Notícias - PRT

      http://worldpresscartoon.com/wp-content/uploads/2017/06/399-André-Carrilho-1024x585.jpg

    • 2st prize - Tchavdar

      Editorial

      Ebola

      Pressa Daily - BGR

      http://worldpresscartoon.com/wp-content/uploads/2017/06/168-Tchavdar-1024x763.jpg

    • 3st prize - Cost

      Editorial

      Maidan

      Kpaiha - UKR

      http://worldpresscartoon.com/wp-content/uploads/2017/06/59-Cost.-Maidan-706x1024.jpg

    • Agim Sulaj

      Agim Sulaj nasceu em Tirana, capital da Albânia, em 1960, mas passou a
      infância e a adolescência na cidade costeira de Vlora. Desde muito jovem,
      Agim mostrou paixão pela pintura e artes em geral e o seu talento revela-se
      muito cedo. Completou estudos na Academia de Artes em Tirana e inicia a sua
      colaboração com «Hosteni», uma revista política e satírica, facto que introduz
      o jovem artista no mundo do humor, elemento importante para a formação do
      seu próprio trabalho artístico. Ao mesmo tempo, desenvolve um estilo hiper-
      -realista que se mostra dominante nas obras posteriores. Nos seus desenhos
      aborda os grandes problemas sociais e políticos do século XXI: a pobreza no
      mundo, a poluição ambiental, a vida dos imigrantes e outros temas sociais.
      Em 1993, Agim apresenta em Itália uma coleção de trabalhos criados durante
      o período comunista, os quais foram acolhidos calorosamente pela crítica.
      Fixou residência, desde então, na cidade italiana de Rimini. Agim Sulaj foi
      galardoado com muitos prémios internacionais e expôs em galerias famosas
      em Itália, Albânia, Grécia, Turquia e, mais recentemente, também em Paris,
      Oxford, Londres e Kruishoutem, Bélgica. O seu trabalho tem sido considerado
      «uma ilustração refinada, surreal e satírica, metáfora para o estado do meio
      ambiente e dos nossos fracassos para o proteger».

      Uma experiência maravilhosa
      Grande amigo António e queridos amigos do World Press Cartoon: este ano eu
      tive o privilégio de participar no júri. Pude ver de perto a qualidade e a magia do
      vosso trabalho. Foi uma experiência maravilhosa, colaborar convosco e selecionar
      as melhores obras para o World Press Cartoon 2015. Obrigado a todos, obrigado
      Portugal!

    • António Antunes

      António Antunes publicou os seus primeiros cartoons no diário lisboeta
      “República”, em Março de 1974. No final do mesmo ano, ingressou no
      semanário “Expresso” onde continua a publicar as suas obras. Dos
      prémios recebidos destacam-se: Grande Prémio do XX International Salon
      of Cartoons (Montreal, Canadá, 1983), 1º Prémio de Cartoon Editorial do
      XXIII International Salon of Cartoons (Montreal, Canadá, 1986), Grande
      Prémio de Honra do XV Festival du Dessin Humoristique (Anglet, França,
      1993), Award of Excellence - Best Newspaper Design, SND - Estocolmo,
      Suécia (1995) Prémio Internazionale Satira Politica (ex-æquo, Forte dei
      Marmi, Itália, 2002), Grande Prémio Stuart Carvalhais (Lisboa, Portugal,
      2005) e o Prix Presse Internationale (Saint-Just-le-Martel, França, 2010).
      Realizou exposições individuais em Portugal, França, Espanha, Brasil,
      Alemanha e Luxemburgo. Foi júri de salões de desenho humorístico
      em Portugal, Brasil, Grécia, Itália, Sérvia e Turquia. António dedica-se
      também ao design gráfico, à escultura, à medalhística e é o autor da
      animação plástica da estação de Metro Aeroporto, inaugurada em 2012
      em Lisboa, constituída por caricaturas de personalidades de relevo da
      cidade, realizadas em pedra encastrada. Preside ao júri do World Press
      Cartoon, salão de que é diretor desde a sua fundação em 2005.

      Com alguma emoção...
      Foi com alguma emoção que entrei no Auditório do Centro Cultural de
      Cascais para iniciar as reuniões de trabalho do júri do World Press
      Cartoon 2015, depois de um ano de problemas e incertezas. Foram
      reuniões animadas e bem dispostas, mas rigorosas e profissionais
      quando tal foi necessário. Para mim, tratou-se também de um encontro
      de amigos: Augusto Cid, companheiro de toda a minha vida profissional;
      Xaquín Marín, Firoozeh Mozaffari e Agim Sulaj, amigos mais recentes.
      Por fim é também com alguma emoção que, terminados os trabalhos
      do júri, abandono o anfiteatro. Saio com a convicção de termos dado uma
      vida nova ao nosso World Press Cartoon. Longa vida ao World Press Cartoon!

    • Augusto Cid

      Augusto José Sobral Cid é natural da cidade da Horta, Ilha do Faial, Açores,
      onde nasceu em 1941. Fez os estudos do ensino secundário em colégios
      portugueses e dos Estados Unidos da América, frequentando depois o curso
      de Escultura da Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa. Tem muitos
      livros publicados e colaborou com diversos jornais e revistas entre os
      quais «A Parada da Paródia», «A Mosca», «Diário de Lisboa», «Lorentis»,
      «Observador», «O Século», «Vida Mundial», «O Jornal Novo», «A Tarde»,
      «O Dia», «O Diabo», «Semanário», «O Independente», «Focus» e «Grande
      Reportagem». Participou em inúmeras exposições individuais e coletivas e foi
      distinguido com muitos prémios, ao longo da sua carreira.

      Uma excelente equipa
      Meus queridos amigos. Foi com muita honra e prazer que emprestei a
      minha colaboração à excelente equipa que reuniram para apreciar os
      trabalhos do World Press Cartoon de 2015. Agradeço mais uma vez a
      confiança depositada em mim e desejo-vos o maior sucesso no próximo
      concurso, ficando à vossa disposição para qualquer ajuda que venham a
      necessitar. Um grande abraço para todos.

    • Firoozeh Mozaffari

      Firoozeh Mozaffari nasceu em 1970 e é uma artista de nacionalidade
      iraniana. Estudou design gráfico em Teerão e trabalha para vários jornais,
      como o «Shargh», «Etemad», «Farhikhtegan», e ainda para o website de
      notícias «Khabar-Online». Participou como membro do júri em diversos
      concursos internacionais no Irão e também nos salões Aydin Dogan,
      na Turquia, e Olive, em Chipre, em 2014. Recebeu vários prémios em
      festivais no seu país de origem e foi um dos quatro cartoonistas iranianos
      distinguidos com o Prémio Liberdade de Expressão, entregue pelo antigo
      Secretário Geral das Nações Unidas, Kofi Anan.

      afirmando-se mais e mais cada ano
      Nesta edição do World Press Cartoon, apesar dos atrasos na convocação dos
      participantes e, consequentemente, de um tempo mais limitado para a receção
      das obras, um grande número de caricaturas, cartoons editoriais e desenhos
      de humor foram apresentados a concurso. O ano de 2014 produziu três
      grandes temas na categoria de cartoon editorial. O Campeonato do Mundo de
      Futebol no Brasil, o ISIS no Médio Oriente e o Ébola em África foram os temas
      dominantes entre as obras apresentadas este ano e isto acentuou a extrema
      dificuldade de escolher as obras mais marcantes. No final, um cartoon sobre
      o drama humano do vírus Ébola e sobre a discriminação no tratamento dos
      pacientes mereceu a distinção do Grand Prix. Esta obra despertou a minha
      atenção desde o início e produziu em mim uma impressão profunda. O meu
      agradecimento especial vai para a equipa do World Press Cartoon e para
      os restantes membros do júri. Faço votos de que este prémio internacional
      continue com todo o seu brilhantismo e de que o World Press Cartoon se afirme
      mais e mais a cada ano

    • Xaquín Marín

      Xaquín Marín Formoso, de nome artístico X. Marín, nasceu em 1943 na
      cidade galega de Ferrol, Espanha. Trabalha diariamente para o jornal
      «La Voz de Galícia» da Corunha e colabora em diversas publicações
      mensais. Tem obras publicadas em «La Codorniz», «Hermano Lobo»,
      «La Golondriz», entre muitas outras publicações. Fundou no ano de
      1984 o Museu do Humor de Fene (Corunha) e foi o seu diretor até
      2008. Tem editados 31 livros, recebeu diversos prémios e fez muitas
      comunicações sobre o humor em congressos internacionais. É membro
      da Academia Del Humor de Pozuelo (Madrid) e professor honoris causa
      da Universidade de Alcalá.

      O mundo do cartoon nas nossas mãos
      Com toda a responsabilidade e a dificuldade que há em escolher com
      justiça, julgando entre centenas de trabalhos feitos com grande esmero pelos
      companheiros cartoonistas – e, ainda mais, sabendo como sei o trabalho,
      engenho, sofrimento e mesmo risco que encerra o exercício que partilhamos –
      uma pessoa tira bom proveito desta encomenda. Porque tem a oportunidade
      única de ver os melhores trabalhos publicados pelos melhores desenhadores
      durante todo o ano, oportunidade de imaginar as suas intenções, de calcular
      tudo o que podem sugerir as mensagens que veiculam, de comprovar as suas
      capacidades técnicas, de admirar as suas inovações… Mais ainda: fazer tudo
      isto na risonha e formosa Cascais, com a amabilidade das gentes da Câmara
      Municipal, com o carinho, profissionalismo e amizade dos organizadores e
      restantes membros do júri, tanto os conhecidos como os novos, que já são
      também agora amigos para sempre. Assim, neste ambiente – para lá da
      dificuldade de ter que escolher os melhores trabalhos em cada categoria,
      deixando de lado, votação atrás de votação, obras excelentes (e mesmo outras
      que não o serão tanto, mas que transportam em si a ambição e o melhor fazer
      de cada artista) – esta missão tornou-se fácil e simples para este orgulhoso e
      agradecido membro do júri.

  • WPC 2014 (6/8/2017)

    World Press Cartoon 2014

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    • 1st prize - Agim Sulaj

      Gag

      The Coins in the Bread

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    • 2st prize - Leslie

      Gag

      Poquer

      .

      http://worldpresscartoon.com/wp-content/uploads/2017/06/282-Leslie.jpg

    • 3st prize - David

      Gag

      Picasso, Dali e o ovo

      .

      http://worldpresscartoon.com/wp-content/uploads/2017/06/170-David.jpg

    • 1st prize - Shankar

      Caricature

      Mandela

      India - Sakshi

      http://worldpresscartoon.com/wp-content/uploads/2017/06/511-Shankar.jpg

    • 2st prize - Alfredo

      Caricature

      Hugo Chavez

      La Nación

      http://worldpresscartoon.com/wp-content/uploads/2017/06/2_Editorial_490-Alfredo.jpg

    • 3st prize - Yaser Khanbarai

      Caricature

      Barack Obama

      Iran - Etefaghyeh Daily

      http://worldpresscartoon.com/wp-content/uploads/2017/06/3_caricatura.jpg

    • 1st prize - Zarko Luetic

      Editorial

      Untitled

      Croatia - Pikac

      http://worldpresscartoon.com/wp-content/uploads/2017/06/1_editorial.jpg

    • 2st prize - Riber Hanson

      Editorial

      The scream in the vatican

      Sydsvenskan

      http://worldpresscartoon.com/wp-content/uploads/2017/06/2_Editorial_2014_421-Riber.jpg

    • 3st prize - Boligán

      Editorial

      Reforma Migratória

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    • 1st prize - Shankar

      Grand Prix

      Mandela

      India - Sakshi

      http://worldpresscartoon.com/wp-content/uploads/2017/06/511-Shankar.jpg

    • ADRIANA MOSQUERA SOTO

      LONGA VIDA PARA O WORLD PRESS CARTOON! O desenho de humor foi considerado até muito recentemente uma profissão só para os homens, mas pouco a pouco as mulheres foram abrindo caminho para a opinião e o humor sob outros pontos de vista. O World Press Cartoon tem estado sempre muito consciente da importância da diversidade no momento de julgar, e teve, até hoje, dez mulheres nos seus júris. Este ano, a honra coube-me a mim. Foi uma experiência muito enriquecedora e inesquecível, na companhia de grandes figuras internacionais do humor gráfico. Longa vida para o World Press Cartoon!

      Adriana Mosquera Soto, com o nome artístico de Nani, é uma criadora colombiana de humor gráfico, ilustradora e designer de moda, com uma licenciatura em Biologia. Professora Honorária de Humor pela Universidade de Alcalá de Henares (Espanha, 1998), foi a vencedora do concurso Humor e a Amamentação de Guipúzcoa (Espanha, 2003) e do primeiro Festival de Mulheres Cartoonistas de Las Tunas (Cuba, 2006). Nani tem obras publicadas na Colômbia, Espanha, México, Cuba, Estados Unidos, Argentina, Equador e Portugal. É colaboradora regular da revista espanhola «Interviú» e assessora da Feira do Livro de Bogotá, da Fundação da Universidade de Alcalá de Henares, da Feira do Livro de Guadalajara (México) e do Centro de Apoio à Mulher de Alcalá de Henares. Trabalhos que executou em defesa da igualdade de género foram impressos em grande formato para painéis rodoviários, em Medellín (Colômbia, 2007). Sob o patrocínio da Cruz Vermelha da Argentina, Adriana Mosquera criou um conjunto de postais ilustrados contra o abuso de mulheres e a violência doméstica. Com mais de 50 mulheres cartoonistas de todo o mundo, organizou a exposição itinerante «Mulheres Artistas e a Arte da Caricatura», como prova de que as mulheres podem trabalhar em campos destinados apenas aos homens.

    • ANTÓNIO ANTUNES

      FESTEJEMOS O WORLD PRESS CARTOON A constituição do júri da 10ª edição do World Press Cartoon, tal como nas edições anteriores, resultou do convite a personalidades marcantes da área do humor gráfico de imprensa, privilegiando a diversidade das origens, do estilo e a cultura plástica e jornalística. O trabalho do júri foi enquadrado por métodos de selecção e premiação que desenvolvemos ao longo dos nossos dez anos de existência, em sessões animadas e bem-humoradas que se transformaram em sérias e ponderadas quando chegaram os momentos das decisões. Esta atmosfera amena foi apenas ensombrada pela situação familiar que obrigou Kap a regressar a Barcelona. Gostaria de terminar este texto de forma festiva e entusiástica, própria da comemoração dos 10 anos do World Press Cartoon que, ao longo desse período se tornou na referência do humor gráfico de imprensa, tendo mesmo sido distinguido como «Best Cartoon Contest of Year 2012», mas impede-me o facto de ainda haver no horizonte algumas nuvens sobre o nosso futuro. Não há, no entanto, nada que impeça que festejemos de forma entusiástica, em 2015, a 11ª edição do World Press Cartoon. Esperemos que assim seja.

      António Antunes publicou os seus primeiros cartoons no diário lisboeta «República», em Março de 1974. No final do mesmo ano, ingressou no semanário «Expresso» onde continua a publicar as suas obras. Dos prémios recebidos destacam-se: Grande Prémio do XX International Salon of Cartoons (Montreal, Canadá, 1983), 1º Prémio de Cartoon Editorial do XXIII International Salon of Cartoons (Montreal, Canadá, 1986), Grande Prémio de Honra do XV Festival du Dessin Humoristique (Anglet, França, 1993), Award of Excellence – Best Newspaper Design, SND – Estocolmo, Suécia (1995) Premio Internazionale Satira Politica (ex-æquo, Forte dei Marmi, Itália, 2002), Grande Prémio Stuart Carvalhais (Lisboa, Portugal, 2005) e o Prix Presse Internationale (Saint-Just-le-Martel, França, 2010). Realizou exposições individuais em Portugal, França, Espanha, Brasil, Alemanha e Luxemburgo. Foi júri de salões de desenho humorístico em Portugal, Brasil e Grécia. António dedica-se também ao design gráfico, à escultura, à medalhística e é o autor da animação plástica da estação de Metro Aeroporto, inaugurada em 2012 em Lisboa, constituída por caricaturas de personalidades de relevo da cidade, realizadas em pedra encastrada. Presidiu ao júri da nona edição do World Press Cartoon, salão de que é director desde a sua fundação em 2005.

    • FERRUCCIO GIROMINI

      AS NAÇÕES UNIDAS DO HUMOR Na sua plenitude, a vida pode ser sempre surpreendente e emocionante. E o animal Homem adoptou uma reacção nervosa adequada ao súbito espanto da existência: o riso. Rimos para dominar uma surpresa, seja ela boa ou má. Rimos para ganhar coragem. E rimos de puro prazer e alegria ao desfrutar da companhia de outras pessoas. Estas reflexões vêm à mente sempre que somos confrontados com cartoons em grande número. Descobre-se que, através deles, o mundo nos conta a sua própria história e que a Humanidade se confessa. Medo, esperança, raiva e ternura vêm à superfície. Mas esta espécie de «enciclopédia humana» tem uma característica especial: faz-nos rir. Desencadeia no nosso organismo reacções químicas e eléctricas peculiares que nos regeneram e energizam. Por outras palavras, faz-nos bem.
      A participação no júri de uma competição de cartoons é como uma cura reconstituinte, como se tivéssemos feito uma curta estadia numa clínica de bem-estar. Quando se termina a árdua e honrosa tarefa de ser membro do júri, partimos de melhor saúde, mais felizes e mais fortes do que quando chegámos. A experiência no World Press Cartoon não é excepção. Não é fácil descrever a atmosfera que se vive entre os artistas do humor, porque é sempre animada e emocionante, oferecendo uma abundância de estímulos. E, sobretudo, como neste caso, é um viveiro para novas amizades. Comunicando em todas as línguas, muitas vezes através da linguagem corporal, partilha-se uma intensa aventura emocional e intelectual, provavelmente inacessível aos comuns mortais. Sentimo-nos privilegiados. Participar em dias tão repletos de trabalho e gargalhadas com pessoas como o António, a Nani, o Rainer, o Kap, e o Rui, o Pedro, a Olinda e a Teresa representa uma gratificante dádiva do destino.
      Cidadãos do mundo, sentimos estar juntos num vértice do planeta como amigos – a forma como as nações e os povos deveriam sentir-se em relação uns aos outros, por todo o globo. Porque rirmos juntos — não devemos esquecer – gera também amor recíproco.

      Ferruccio Giromini nasceu em Génova, Itália, em 1954, e é jornalista desde 1978. Especializou-se em crítica de arte e comunicação visual, e tem trabalhado como guionista de banda desenhada, ilustrador, fotógrafo e realizador de TV. As suas obras têm aparecido em várias exposições, entre elas a Bienal de Veneza (1980). Como consultor editorial, tem dirigido colecções de livros, cd-rom, vídeos e revistas para várias editoras. Faz palestras e orienta workshops para instituições educacionais públicas e privadas, incluindo o MiMaster e o Instituto Europeu de Design de Milão. Ferruccio Giromini comissariou 440 exposições e eventos com foco em ilustração, banda desenhada, humor gráfico, fotografia, cinema de animação e artes visuais contemporâneas, em Itália e no estrangeiro. Participou em mais de 120 júris, muitas vezes nas funções de presidente. Desde 1982, tem actuado como consultor de arte de uma série de eventos e festivais. Co-dirigiu o festival internacional de Cinema de Animação Cartoombria, em Perugia, por vários anos. Foi director de arte do Prémio Sergio Fedriani, em Génova (2007). Concebeu e dirigiu o festival Fantastiche Terre di Portofino, Ligúria (2008/2009). Foi ainda co-director do Prémio Skiaffino em Camogli (2008) e é membro do comité científico do Museu Giuseppe Ugonia, em Brisighella, perto de Ravena.

    • JAUME CAPDEVILA

      O MELHOR REMÉDIO: MUITO HUMOR A função do cartoonista é rever com ironia a actualidade noticiosa das páginas dos jornais. Esta análise deve ser irreverente e brincalhona, mas não menos profunda. Pelo contrário: através do grafismo, com mecanismos metalinguísticos e simbólicos, temperados com humor, um cartoon permite ao leitor interpretara realidade sob um novo olhar, mais lúcido e livre. Eis porque o World Press Cartoon, ao agregar os melhores desenhos publicados no mundo, toma o pulso ao nosso planeta, capturando os mais importantes momentos e personalidades do ano. O World Press Cartoon é, sem dúvida, o evento mais exigente do mundo. Integrar o júri é uma experiência avassaladora, mas, no fim, o que importa não é tanto o prémio, mas sim o mosaico formado pelos desenhos selecionados. O WPC torna-se a crónica mais lúcida e honesta das ocorrências vividas no mundo ao longo de um ano. O imperdível WPC revela-se o melhor termómetro para detectar as doenças que minam o nosso mundo. E oferece, também, o melhor remédio: muito humor.

      Jaume Capdevila, Kap de nome artístico, nasceu em 1974 em Berga, (Barcelona, Espanha). Trabalha como cartoonista editorial nos principais jornais de Barcelona: o «La Vanguardia» e o «El Mundo Deportivo». Colabora também com outros jornais e revistas em Espanha, França, Itália e Estados-Unidos. Os seus cartoons são sindicados mundialmente por Daryl Cagle, e colabora também com o CartoonMovement. Licenciado em Belas Artes pela Universidade de Barcelona, Kap tem publicado muitos livros dos seus próprios cartoons e de muitas colectâneas com outros cartoonistas. Agraciado com vários prémios internacionais de cartoons, é também membro da «Cartooning for Peace», membro da equipa directiva do Instituto Quevedo del Humor de la Fundación General de la Universidad de Alcalá de Henares, e fundador da «Cartoonistas Sem Fronteiras». É também especialista e académico em imprensa satírica dos séculos XIX e XX, e escreveu sobre este tema na revista especializada «Sápiens» de Barcelona. Jaume Capdevila tem 15 livros publicados com estudos sobre cartoons, cartoonistas e história da revistas satíricas antigas.

    • RAINER EHRT

      LIBERDADE INTELECTUAL E HUMOR INTELIGTENTE O projecto World Press Cartoon reúne três elementos importantes da comunicação moderna: um pensamento político crítico, brilhantismo gráfico e prazer visual. O World Press Cartoon também nos oferece uma visão global alternativa dos nossos problemas contemporâneos: não apenas a visão ocidental sobre o mundo, mas também as diversas nuances de outras perspectivas. O World Press Cartoon é como um Anuário de claro pensamento global e prazer visual, aberto a todos, e precisamos dele para o futuro como um elemento essencial de liberdade intelectual e humor inteligente.

      Nascido em 1960, na então Alemanha de Leste, Rainer Ehrt fez estudos em Ilustração e Arte Gráfica na Faculdade de Arte e Design Halle Burg Giebichenstein (1981-88). Depois disso, trabalhou como freelancer nas áreas de design gráfico, gravura, ilustração, banda desenhada, pintura, livros de arte e escultura. Vivendo e trabalhando em Kleinmachnow, na periferia de Berlim, Rainer Ehrt venceu, entre outros, o Prémio de Artes de Brandenburgo (2007), o Grande Prix World Press Cartoon (2008), o Grande Prix Satyrycon Legnica (2010) e o Prémio do Público no Prémio Alemão de Caricaturas (2011).

  • WPC 2013 (6/8/2017)

    World Press Cartoon 2013

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    • 1st prize - Kountouris

      Grand Prix

      E.U. Rescue Team

      Efimerida Ton Syntakton - GRC

      http://worldpresscartoon.com/wp-content/uploads/2017/06/603-KOUNTOURIS-1024x704.jpg

    • 1st prize - Saeed

      Gag

      Low economy

      Jam-e-Jam - IRN

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    • 2st prize - Rousso

      Gag

      Quem é?

      Barricade - FRA

      http://worldpresscartoon.com/wp-content/uploads/2017/06/27-ROUSSO-706x1024.jpg

    • 3st prize - Zuleta

      Gag

      Free Woman!!

      El Mundo de Karry - PER

      http://worldpresscartoon.com/wp-content/uploads/2017/06/170-Zuleta-1024x771.jpg

    • 1st prize - Pablo Lobato

      Caricature

      EVO MORALES

      Qué Pasa - CHL

      http://worldpresscartoon.com/wp-content/uploads/2017/06/475-pablo-lobato-748x1024.jpg

    • 2st prize - Jarbas

      Caricature

      MANDELA

      Diario de Pernambuco - BRA

      http://worldpresscartoon.com/wp-content/uploads/2017/06/081-jarbas-788x1024.jpg

    • 3st prize - Carbajo

      Caricature

      MESSI

      El Jueves - ESP

      http://worldpresscartoon.com/wp-content/uploads/2017/06/381-carbajo-780x1024.jpg

    • 1st prize - Kountouris

      Editorial

      E.U. Rescue Team

      Efimerida Ton Syntakton - GRC

      http://worldpresscartoon.com/wp-content/uploads/2017/06/603-KOUNTOURIS-1024x704.jpg

    • 2st prize - Radulovic Spiro

      Editorial

      untitled

      Politika - SRB

      http://worldpresscartoon.com/wp-content/uploads/2017/06/478-RADULOVIC-SPIRO-1024x984.jpg

    • 3st prize - Greg

      Editorial

      untitled

      Diario de Pernambuco - BRA

      http://worldpresscartoon.com/wp-content/uploads/2017/06/086-GREG-1024x651.jpg

    • António Antunes

      A aventura que se repete. Todos os anos a aventura se repete com a constituição de um novo júri do World Press Cartoon. Juntar elementos que, nalguns casos, nem se conheciam antes, é um risco mas também é o desejo e o esforço de refrescar cada edição com o julgamento de novas personalidades, que nos reportam a sua cultura, o seu gosto e sensibilidade. Nesta edição juntámos um jornalista espanhol de origem cubana, especializado em Humor Gráfico; dois cartoonistas, uma italiana e um sueco; um ilustrador e editor brasileiro e o cartoonista português que habita o júri desde o início. Foi uma «fórmula» que permitiu reuniões animadas e divertidas, mas também análises sérias e ponderadas, que levaram a decisões que estiveram sempre próximas do consenso. Estou convicto de que, mais uma vez, estivemos à altura da nossa tradicional qualidade e, agora também, da responsabilidade acrescida que nos trouxeram as distinções que colhemos junto dos nossos pares do International Cartoon News Center: «Best Cartoon Contest of Year 2012» e «Best Cartoon Contest Catalog of Year 2012».

      António Antunes publicou os seus primeiros cartoons no diário lisboeta «República», em Março de 1974. No final do mesmo ano, ingressou no semanário «Expresso» onde continua a publicar as suas obras. Dos prémios recebidos destacam-se: Grande Prémio do XX International Salon of Cartoons (Montreal, Canadá, 1983), 1º Prémio de Cartoon Editorial do XXIII International Salon of Cartoons (Montreal, Canadá, 1986), Grande Prémio de Honra do XV Festival du Dessin Humoristique (Anglet, França, 1993), Award of Excellence – Best Newspaper Design, SND – Estocolmo, Suécia (1995) Premio Internazionale Satira Politica (ex-æquo, Forte dei Marmi, Itália, 2002), Grande Prémio Stuart Carvalhais (Lisboa, Portugal, 2005) e o Prix Presse Internationale (Saint-Just-le-Martel, França, 2010). Realizou exposições individuais em Portugal, França, Espanha, Brasil, Alemanha e Luxemburgo. Foi júri de salões de desenho humorístico em Portugal, Brasil e Grécia. António dedica-se também ao design gráfico, à escultura, à medalhística e é o autor da animação plástica da estação de Metro Aeroporto, inaugurada em 2012 em Lisboa, constituída por caricaturas de personalidades de relevo da cidade, realizadas em pedra encastrada. Presidiu ao júri da nona edição do World Press Cartoon, salão de que é director desde a sua fundação em 2005.

    • Francisco Puñal

      Em defesa da maioria. Nada é estranho para os cartoonistas que, com os seus pontos de vista críticos, arrojados e engenhosos, apontam as contradições e incongruências da vida neste planeta em convulsão, e ajudam a combater estereótipos e dogmas. O humor é uma arma de análise que tudo penetra, e aí encontra fraquezas em tudo o que parece ser monolítico. O humor, como espelho da sociedade, convida-nos a pensar, e cada desenho é um exercício de reflexão. Participar como júri internacional do World Press Cartoon, o maior e mais importante evento dedicado aos cartoons de imprensa, foi uma grande responsabilidade, uma tarefa árdua e difícil, e também uma experiência inesquecível, que me permitiu encher a alma de imaginação e poesia, e confirmar algo que sempre pensei: as boas caricaturas são um contrapeso social ao poder, em todas as suas manifestações. A crítica é necessária numa sociedade que aspire à democracia, e o humor é um grande estímulo ao despertar da consciência das pessoas. A sátira - esse chicote com sinos na extremidade, como José Martí a definiu - tem estado muito presente em muitos desenhos, para tratar de temas tão preocupantes como a fome e a pobreza no mundo, as guerras, os danos ambientais, a crise europeia, a ânsia do lucro, o machismo, a desigualdade social, a proliferação de armas e outros. O Grand Prix atribuído ao cartoonista grego Michael Kountouris é um símbolo da crise que a Europa sofre e da incapacidade dos seus dirigentes, mais preocupados em beneficiar os bancos e as grandes empresas do que em salvar as pessoas. As imperfeições que existem e sempre existirão no mundo garantem trabalho aos cartoonistas, e o World Press Cartoon se encarregará de premiar os trabalhos mais significativos. Vivam os cartoonistas e o World Press Cartoon!

      Francisco Punal Suárez nasceu em Matanzas (Cuba), em 1950. Licenciado em Jornalismo na Universidade de Havana, em 1974, nesse mesmo ano, começou sua carreira de cinema no Instituto Cubano de Arte Cinematográfica e Indústria (ICAIC). Foi realizador de documentários no ICAIC e assistente dos realizadores cubanos Santiago Alvarez Cineastas, Díaz Daniel Torres, Fernando Perez e Diaz Rolando. Durante 11 anos foi realizador do ICAIC Notícias para a América Latina Notícias, destacando-se as suas reportagens críticas pelo humor e pela sátira. Em 1996, viaja para Santa Cruz de Tenerife, Ilhas Canárias, para participar em workshops de cinema, e ali trabalhou com as produtoras Lua Cheia e Rios TV. Em 2000, mudou-se para a Corunha (Galiza), onde reside actualmente. Tem publicado as suas fotos no suplemento humorístico «O Farelo» da publicação galega «A Peneira» e no jornal digital «El Heraldo del Henares». Nos últimos cinco anos, escreve a secção de humor «Marco Digital» no semanário «21st Century», Boston, EUA. Colabora com o Departamento de Humor Gráfico da Fundação Geral da Universidade de Alcalá de Henares.

    • Marilena Nardi

      Como uma viagem através do tempo. Avaliar os trabalhos do Sintra World Press Cartoon é como viajar através do tempo. Durante três dias, olhamos para trás para todas as figuras-chave e para os principais acontecimentos do ano anterior. Mas não deixamos Sintra de mente confusa, porque o imenso talento do Humor Gráfico é a capacidade de escrever a História de uma forma cómica, mas clara. Os factos e as opiniões dos autores viajam rapidamente pelo recurso aos lápis, aos pincéis e às cores. Divertem-nos e, simultaneamente, ajudam-nos a reflectir. É uma arte de grandeza, aqui apoiada e alimentada, mérito dos organizadores deste evento a quem é devido um agradecimento. Penso que o júri conseguiu trabalhar bem. As regras e os critérios de avaliação foram bem claros: a conjugação de qualidade gráfica, clareza da mensagem e, obviamente, o sentido de humor. Menos óbvia foi a escolha dos vencedores, porque os trabalhos pré-seleccionados eram excelente, todos eles. Agradeço sinceramente à comissão organizadora porque a minha participação foi, para mim, muito significativa - uma honra, um privilégio, uma ocasião para discutir e compartilhar pontos de vista, e, sobretudo, um enorme prazer.

      Marilena Nardi nasceu em 1966, em Chiampo, perto de Vicenza (Itália). Depois de obter a licenciatura em Arte, em 1986 e em Escultura em 1990, começou a ensinar. Tem sido professora de Anatomia Artística na Academia de Belas Artes de Veneza desde 1992 e de Ilustração desde 2003. Atraída também pelo humor gráfico, Nardi tem participado em centenas de exposições de cartoons e de ilustração em Itália e em todo o mundo. Foi premiada com elevado número de prémios. Algumas de suas obras estão presentes nos seguintes museus de arte humorística: Bajardo, Bronzolo, Tolentino, Istambul, Teerão, Zemun e no Museu de Ciência e Tecnologia em Milão. Colaborou com vários jornais e revistas italianos, como o «Il Corriere della Sera», «Il fatto quotidiano», «Diario», «Gente Money», «Borza & Finanza», «Avvenimenti», «Salute Naturale", «Il nostro budget» e a «Monthly». Criou as ilustrações do conto de fadas de animação «Como nasceram os desertos» para o programa de TV «A lua de cabeça para baixo».

    • Riber Hansson

      O caminho para um acordo sobre o resultado final. Quando fui premiado com o Grand Prix do World Press Cartoon-2007, pensei: «Nada na minha carreira profissional se comparará a isto!» Mas agora, escolhido para membro do júri do mesmo concurso, senti-me tão privilegiado como então. Em Sintra, pouco antes da primeira reunião do júri, contemplei por um momento a escultura em bronze representando Olga Cadaval, que deu o seu nome ao grande e bonito edifício onde estava a decorrer o restauro das salas de exposição. Tentei ler o seu rosto. A Marquesa parecia, a um tempo, suave e rigorosa. Bem, então pode ser assim! O procedimento formal para o júri foi completamente prático. Foi bom sentir a concentração dos colegas e a sua focalização nos procedimentos. Aprendi muito com a argumentação entre os membros do júri. Foi tão objectiva e profissional, e a deixar de lado as questões de prestígio. No entanto, quando olho para trás, parece um pouco misterioso que o júri, apesar das diferenças após as escolhas iniciais, tenha, sem conflitos reais, chegado a acordo sobre o resultado final. Talvez haja algo para os políticos irem a Sintra aprender?

      Riber Hansson é sueco, usa a assinatura artística Riber e mudou de profissão quando estava já com quarenta anos, abandonando a engenharia para se dedicar ao desenho de imprensa. Nas três décadas que se seguiram, publicou alternadamente nos jornais «Dagens Industri», «Svenska Dagbladet» e «Sydsvenskan» — no último dos quais, é cartoonista residente. Tem presença regular em títulos da imprensa mundial e obras suas integram regularmente exposições além de compilações em livros. Tem no seu historial 14 exposições individuais e a participação em mais de 40 colectivas. Riber é autor de três livros e co-autor de cinco, todos eles dedicados ao cartoon editorial. Contribuiu com ilustrações e capas para mais de vinte livros, tanto para crianças como para adultos. O trabalho de Riber foi premiado internacionalmente 12 vezes, com destaque para os Grand Prix e 3º Prémio de Caricatura no World Press Cartoon, o primeiro Grand Prix do Press Cartoon Europe e o prestigiado prémio sueco EWK 2000.

    • Ricardo Antunes

      Uma forma única de expressão, compreendida em qualquer lugar. Para mim foi uma honra enorme ter recebido o convite para participar no júri do World Press Cartoon, uma vez que o salão é respeitadíssimo no mundo todo. A experiência da fazer parte deste júri é única, já que podemos trabalhar em conjunto com alguns dos mais reconhecidos profissionais da ilustração e do cartoon, trocando experiências, num ambiente caloroso e acolhedor. E é extremamente interessante, vermos que todos os trabalhos participantes são de alto nível, mostrando o quanto o trabalho de humor tem sido feito de forma séria e profissional. Outra coisa curiosa é verificar como o humor e o cartoon são linguagens universais: apesar dos trabalhos terem sido enviados dos mais diversos países do mundo, usam uma forma única de expressão, compreendida em qualquer lugar e em qualquer língua. A organização do evento também está de parabéns, já que a seriedade com que são seguidas as regras, de forma transparente e clara, mostra toda a credibilidade do World Press Cartoon.

      Ricardo Antunes nasceu em São Paulo, Brasil, em 1965. Desde 1982, tem trabalhado como ilustrador, designer gráfico e editor, sempre em seu estúdio próprio. Entre 1985 e 1990, foi professor na Escola Panamericana de Arte (São Paulo), considerada uma das 30 escolas de arte mais importantes do mundo. Em 1990, transferiu o seu estúdio para Lisboa, trabalhando com as principais agências de publicidade, mas sem se desligar do mercado de São Paulo. Além da ilustração, também se dedica às artes plásticas, em especial à aguarela, tendo participado em várias exposições. Em 2007, escreveu e organizou o «Guia do Ilustrador», uma publicação electrónica premiada e de imenso sucesso, dedicada à orientação profissional, hoje com mais de 100 mil downloads. No mesmo ano, lançou a revista «Ilustrar», publicação digital focada na ilustração que cresceu, evoluiu e se tornou a Editora Reference Press, com o objectivo de publicar livros de artistas da área da ilustração.

  • WPC 2012 (6/8/2017)

    World Press Cartoon 2012

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    • 1st prize - Ares

      Grand Prix

      Untitled

      Juventud Rebelde - CUB

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    • 1st prize - Pavel Constantin

      Gag

      Ecology

      Ziarul de Vrancea - ROU

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    • 2st prize - Omar Turcios

      Gag

      X-Rays

      Colombia - La opinion

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    • 3st prize - Agim Sulaj

      Gag

      Africa Children

      La Stampa - ITA

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    • 1st prize - Egil

      Caricature

      Political slap - IFM's Strauss-Kahn jailed

      Romerikes Blad - NOR

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    • 2st prize - Javier Carbajo Alfonso

      Caricature

      The Windsor Brothers

      Spain - El Jueves

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    • 3st prize - Riber

      Caricature

      Italiensk Baddare

      Sydsvenskan - SWE

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    • 1st prize - Ares

      Editorial

      Untitled

      Juventud Rebelde - CUB

      http://worldpresscartoon.com/wp-content/uploads/2017/06/190-ares-654x1024.jpg

    • 3st prize - Goran Divac

      Editorial

      Cutlery

      Vecernje Novosti - SRB

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    • 2st prize - David Vela

      Editorial

      The Blackberry leading people

      Spain - Moneda Unica

      http://worldpresscartoon.com/wp-content/uploads/2017/06/2012_2_EDITORIAL_75-turcios.jpg

    • António Antunes

      PASSAR O MUNDO A PENTE FINO. Desfilaram cartoons de Khadafi, Bin Laden, Strauss-Kahn, Mubarak, Assad, Merkel, Sarkozy, Fukushima, Berlusconi, a primavera árabe, a Grécia, o Euro, Medvedev, Putin e Obama, num cortejo em que o mundo foi passado a pente fino. Durante 3 dias analisámos 450 cartoons resultantes de uma primeira selecção dos quase 900 recebidos. Confraternizámos, discutimos, defendemos com vivacidade os nossos desenhos preferidos, votámos e voltámos a votar... AA

      António Antunes publicou os seus primeiros cartoons no diário lisboeta «República», em Março de 1974. No final do mesmo ano, ingressou no semanário «Expresso» onde continua a publicar as suas obras. Dos prémios recebidos destacam-se: Grande Prémio do XX International Salon of Cartoons (Montreal, Canadá, 1983), 1º Prémio de Cartoon Editorial do XXIII International Salon of Cartoons (Montreal, Canadá, 1986), Grande Prémio de Honra do XV Festival du Dessin Humoristique (Anglet, França, 1993), Award of Excellence – Best Newspaper Design, SND – Estocolmo, Suécia (1995) Premio Internazionale Satira Politica (ex-æquo, Forte dei Marmi, Itália, 2002), Grande Prémio Stuart Carvalhais (Lisboa, Portugal, 2005) e o Prix Presse Internationale (Saint-Just-le-Martel, França, 2010). Realizou exposições individuais em Portugal, França, Espanha, Brasil, Alemanha e Luxemburgo. Foi júri de salões de desenho humorístico em Portugal, Brasil e Grécia. António dedica-se também ao design gráfico, à escultura, à medalhística e é o autor da animação plástica da estação de Metro Aeroporto, inaugurada em 2012 em Lisboa, constituída por caricaturas de personalidades de relevo da cidade, realizadas em pedra encastrada. Presidiu ao júri da nona edição do World Press Cartoon, salão de que é director desde a sua fundação em 2005.

    • FERNANDO PUIG ROSADO

      DESENHOS DIVERTIDOS, BELOS E GENIAIS. Adorei fazer parte do júri do World Press Cartoon, porque conheci gente muito simpática e vi muitos desenhos divertidos, belos e geniais. É muito difícil fazer uma escolha porque muitos são muito bons, outros são bons, outros são um pouco menos bons e outros que são quase bons. Maus, há uns quantos...mas isso acontece - também - nas melhores famílias. Portanto, estou orgulhoso de ter participado no World Press Cartoon, e recebi um pin que já coloquei no meu casaco... FPR

      Fernando Puig Rosado nasceu a 1 de Abril de 1931. A 14 de Abril nasce a República Espanhola. Ele não se lembra. Começa a desenhar aos três anos (uma cena da natureza no campo). Depois, nunca mais parou de desenhar: na escola, foi expulso por causa de um desenho seu...No liceu, foi expulso por causa de vários desenhos...na Faculdade de Medicina, foi expulso por causa de uma banda desenhada...na tropa, foi expulso por causa de uma caricatura do Capitão; em Espanha, viu-se obrigado a exilar por causa de uma caricatura de Franco...e por causa da Polícia que o esperava em frente da casa dos seus pais. E apesar disso, não entendeu que desenhar enguiçava a sua vida, e continua a desenhar já em idade bem avançada. Vive em Paris e procura trabalho porque devido à parvoíce da crise, só tem uma revista: a «Siné Mensuel».

    • JEAN MULATIER

      OBRAS PRIMAS DIGNAS DE UM MUSEU. Agradeço muito sinceramente aos organizadores do WPC 1) por terem tido o bom gosto de me convidarem a integrar o júri, 2) por nos terem recebido calorosamente, 3) falando francês (qualidade rara que deveria ser partilhada por todos os seres humanos), 4) com amabilidade e paciência (necessárias para suportar as nossas hesitações), 5) na omnipresença do riso e do sorriso (como o requerem os cartoons), mas também no mais rigoroso respeito pelas regras de participação, pois como frequentemente recordava René Goscinny: «o humor é um trabalho sério». Agradeço-lhes também por me terem confirmado definitivamente, através da qualidade e da inteligência dos trabalhos apresentados, que o desenho de humor – sobretudo sem palavras – é, com efeito, o meio universal mais incisivo de crítica filosófico-política e de meditação sobre a possibilidade de melhorar o mundo. E, por fim, por me terem confirmado que muitos destes desenhos teriam – e terão, um dia – o seu lugar num museu, ao mesmo nível das obras mais clássicas da história da arte, sem dúvida ! Tudo isto nos deixa pelo menos, a expectativa da criação necessária de um Museu específico do Desenho da Imprensa, o que permitiria que estas verdadeiras obras-primas não caiam no esquecimento. A expressão não é exagerada. E, por isso mesmo, as premiámos. JM

      Jean Mulatier foi o criador da escultura plana, e defensor da caricatura sem exageros (risos), desde o fim dos anos 60, com aquele estilo de retratos-acentuados que, desde então, se procriou na imprensa internacional... Mais interessado pelos desenhos dos outros, fã histérico de Franquin, de Mort Drucker (MAD) e de Steve McQueen, pratica sobretudo, apaixonadamente, a fotografia ("Autumn"/ Edição Rizzoli/New York) que ele acha mais rápido que o desenho, pelo menos, os dele! Mulatier é também professor de caricatura, BD e desenho de imprensa na Escola Emile Cohl, em Lyon, onde ensina que em caricatura como na vida, o mais importante é encontrar aquilo que é mais importante, e dar-lhe prioridade.

    • LIZA DONNELLY

      ARTE QUE DEVE SER RECONHECIDA E FLORESCER. Foi com enorme prazer que vim a Portugal para integrar o júri do World Press Cartoon; na verdade, foi uma honra. Durante três dias, fizemos deliberações sobre muitas e excelentes obras de arte e, por vezes, foi difícil fazer escolhas. Observando os vários tipos de expressão espalhados sobre três ou quatro longas mesas obtive inspiração – não apenas para tentar coisas novas e procurar ser melhor no meu próprio trabalho – mas também a inspiração advinda da paixão individual dos artistas cujos trabalhos se encontravam diante dos meus olhos. Adoro esta forma de arte e sinto sempre uma imensa alegria quando na presença de uma boa prática de trabalho artístico. E adoro ver a forma como diferentes artistas de diferentes países vêem os acontecimentos noticiados no ano transacto. Como sou americana, se eu quiser ver este tipo de obra artística internacional, preciso de o procurar pois, infelizmente, não está facilmente disponível nos Estados-Unidos. As nossas deliberações foram, na sua maioria, razoavelmente fáceis. Quando discordávamos, fazíamo-lo convictamente mas sempre atentos à opinião dos colegas de júri. Verifiquei que reconsiderava elementos de um cartoon em que não reparara, ou que absorvia uma nova interpretação ou um cartoon depois de ouvir uma perspectiva diferente. E senti que havia reciprocidade entre os membros do júri. Julgo que o World Press Cartoon é um evento importante porque dá visibilidade à vitalidade e ao significado de uma arte que está em risco de desaparecimento. Espero sinceramente que não seja o caso. Uma arte que expressa opinião, perícia, análise e paixão, e que o consegue num instante, é arte que desesperadamente precisa de reconhecimento e de lhe ser permitido florescer. LD

      Liza Donnelly é cartoonista dos quadros da The New Yorker Magazine. Quando começou a publicar nesta revista em 1979, era a mais jovem de apenas três mulheres cartoonistas. O seu trabalho tem sido publicado em várias revistas como o The New York Times, Glamour, Cosmopolitan, The Nation e a The Harvard Business Review, e tem participado em exposições por todo o mundo. O seu livro mais recente «When Do They Serve The Wine? The Folly, Flexibility and Fun of Being a Woman». É também autora de «Funny Ladies: The New Yorker's Greatest Women Cartoonists and Their Cartoons, a history of the women who drew cartoons for the magazine», «Sex and Sensibility: Ten Women Examine the Lunacy of Modern Love in 200 Cartoons» e «Cartoon Marriage: Adventures in Love and Matrimony with the New Yorker's Cartooning Couple» (co-escrito com o marido, Michael Maslin). Donnelly está a trabalhat num novo livro intitulado «Women On Men». Liza Donnelly é docente no Vassar College e membro do PEN, Authors Guild e da National Cartoonist Society. Concebeu e edita o World Ink, um sítio de cartoons de todo o mundo em dscriber.com. É filiada num projecto internacional, Cartooning for Peace, que promove a compreensão no mundo através do humor. Lizza Donnelly vive em Nova Iorque. Website em lizadonnelly.com e blogue whendotheyservethewine.com.

    • PETER NIEUWENDIJK

      O HUMOR É UM ASSUNTO SÉRIO. Depois de, por diversas vezes, ter participado, sido seleccionado e publicado no catálogo, fui convidado a ser membro do júri e assim espreitar a cozinha de Sintra, o World Press Cartoon. Eu sabia já que este concurso é interessantíssimo porque o WPC recebeu 5 estrelas da FECO. Isto significa: um excelente catálogo, prémios pecuniários óptimos, excelentes troféus, convite e estadia para os premiados. Ora bem... que mais deseja um cartoonista como manifestação de respeito?! Este ano, uma vez mais, foi apresentada uma colecção de todo o mundo aos cinco membros do júri – elevada qualidade e dificuldade de escolha. Por fim, o júri internacional (Espanha, França, EUA, Holanda e Portugal) escolheu os melhores, todos eles publicados neste impressionante catálogo. O júri reuniu-se ao longo de três dias. Sim, o humor é uma coisa séria! PN

      Peter Nieuwendijk nasceu em Amesterdão em 1946 e é um autodidacta. Expõe desde 1965 e as suas obras são conhecidas na Holanda, Dinamarca, Alemanha, França, Turquia, Bélgica, Canadá e Estados-Unidos, encontrando-se em colecções privadas, museus, galerias e vários institutos de promoção das artes. Participou em mais de 50 festivais de cartoons por todo o mundo, tendo recebido o 1º Prémio (Golden Awards) em Zemun/Sérvia 2005 e em Busteni/Roménia 2007 (tema “Homem para Homem”). Ganhou o Mail Art Prize na Sérvia 2008 e a Medalha de Prata no Cyprus Puliya Festival 2009 (Chipre) e no Macedonia 2011. Peter Nieuwendijk foi distinguido com vários outros prémios, menções honrosas e menções especiais na Bélgica, Canadá, Roménia, Itália, Sérvia, China, Macedonia, Chipre, Portugal, Egipto e Turquia. Os seus cartoons foram seleccionados 123 vezes para catálogos de festivais internacionais. É autor e paginador de 29 livros de cartoons, seis livros de Arte e três livros de poesia. Peter Nieuwendijk organizou ou dirigiu 21 festivais de cartoons na Holanda e foi convidado mais de 50 vezes como membro de júri em diversas partes do mundo. Co-fundador da FECO (Federação das Organizações de Cartoonistas) em 1985 é o seu actual Presidente (Maio 2009 a Junho 2013) e Editor-Chefe da FECONEWS Magazine. Peter Nieuwendijk é o actual Vice-Presidente da Associação Holandesa de Cartoonistas «De Tulp», organização que fundou em 1983, e Presidente da Cooperativa de Arte Holandesa BIB.

  • WPC 2011 (6/8/2017)

    World Press Cartoon 2011

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    • 1st prize - Samuca

      Gag

      Pedofilia

      DIARIO DE PERNAMBUCO - BRA

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    • 2st prize - Agim Sulaj

      Gag

      Schengen

      CHIAMAMI CITTA - ITA

      http://worldpresscartoon.com/wp-content/uploads/2017/06/img811-1024x899.jpg

    • 3st prize - Tomás Serrano

      Gag

      Infancia Difícil

      LA GACETA REGIONAL DE SALAMANCA - ESP

      http://worldpresscartoon.com/wp-content/uploads/2017/06/img815.jpg

    • 1st prize - JOÃO VAZ DE CARVALHO

      Caricature

      D. JOÃO I DE PORTUGAL

      NOTICIAS MAGAZINE - PRT

      http://worldpresscartoon.com/wp-content/uploads/2017/06/img380-903x1024.jpg

    • 2st prize - Boligán

      Caricature

      Mexico

      Mexico - El Universal

      http://worldpresscartoon.com/wp-content/uploads/2017/06/2_Caricatura_2011.jpg

    • 3st prize - António Manuel Ferreira dos Santos

      Caricature

      Madre Teresa de Calcutá

      Portugal - Reporter do Marão

      http://worldpresscartoon.com/wp-content/uploads/2017/06/3_caricatura_2011.jpg

    • 1st prize - David Rowe

      Editorial

      Wikileaks and Uncle Sam

      The Sun-Herald

      http://worldpresscartoon.com/wp-content/uploads/2017/06/1_editorial_2011.jpg

    • 2st prize - Pawel Kuczynski

      Editorial

      Made in china

      NIE - POL

      http://worldpresscartoon.com/wp-content/uploads/2017/06/img612.jpg

    • 3st prize - Ricardo Clement

      Editorial

      Mineros Chilenos

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    • 1st prize - David Rowe

      Grand Prix

      Wikileaks and Uncle Sam

      The Sun-Herald

      http://worldpresscartoon.com/wp-content/uploads/2017/06/1_editorial_2011.jpg

    • Alessandro Gatto

      The organization of the WPC is excellent. The regulation is strict and the quality of competition excellent. The jury decisions were made without quarrel. From time to time, however, there was some intense debate among the jury members, since each one aimed to promote the drawings they considered better. We were five at judging, in Sintra. Totally different one from the others, as well for culture, as for the artistic experience. From the very beginning it appeared that we were like living in the antipodes. Discussions and attempts to convince. For some, also the mood to be convinced. But each juror already spotted his favourites, the works that did talk more to him. The same works, however, would remain mute for one or more of the jury members. At that point, someone simply must give up! On the artistic skills we all agreed: an author that participates to an artistic competition of this level should be superior at the techniques and, beyond that, be creative. The style and the aesthetic approach, instead, are personal criteria. «Unanimous verdict» was something never heard in this jury. And, at the end, it was difficult for me to accept the elimination of some works and the promotion of others. I believe that, as it frequently happens, the winners were the works that succeeded to establish a democrat compromise among the jury members. And it is quite fair that the final result is this one. We had three laborious days in Sintra. The responsibility of the task hit me hard. I am more used to be judged, not to judge. The esteem and the invitation from Antonio are a great honour. I am happy with the opportunity to share such an attractive experience with talented colleagues as Anita Kunz and Cécile Bertrand. Finally, I must declare that the brilliance of Ralph Steadman struck down me deeply. Those who still consider the graphic humour a smaller art, certainly did not see enough. Thanks to all. Alessandro Gatto

      Alessandro Gatto nasceu em 1957 em Castelfranco Veneto, Itália, onde vive e trabalha como gráfico, cartoonista e pintor. Nesta última qualidade, para além do trabalho em estúdio, tem muitas obras realizadas em grande formato, nomeadamente nos domínios da pintura mural, do mosaico, do cenário e do vitral. Dedica-se à ilustração e ao desenho de humor desde 1985, tendo participado em inúmeros festivais e ganho prémios em Itália, Canadá, China, Portugal, Roménia, Polónia, Turquia, Bélgica, Ucrânia e Índia entre outros países. Dos prémios conquistados destacam-se: Prémio especial da III International Cartoon Contest “Independence” Kiev (Ucrânia) – 2003; 1º Prémio do 4º International Editoriaal Cartoon Competition Ottawa (Canada) – 2004; 1º Prémio do 1º International Cartoon Competition (Romania) – 2006; 1º Prémio do Knokke-Heist International Cartoonfestival (Belgio) – 2007; 1º Prémio do 4th Indian Cartoon Contest 2007 Hyderabad (Índia) – 2007. Alessandro Gatto é convidado, com frequência, para participar em júris internacionais de artes visuais e humor gráfico.

    • Anita Kunz

      Que grande honra ter sido convidada como membro do júri para a edição de 2011 do World Press Cartoon! Foi fascinante observar a variedade de ideias e de estéticas dos muitos países representados na competição, sobretudo nos trabalhos que são produto de climas políticos onde o risco é maior. Certos temas foram repetidamente abordados, mas de formas muito diversas. É o caso, por exemplo, das caricaturas de Julian Assange e de desenhos representando o Wikileaks, a pedofilia na igreja católica e também a subjugação religiosa das mulheres em determinadas culturas. No final de contas, as escolhas que fizemos foram difíceis. Como vamos decidir que uma obra de arte é melhor do que outra? Discutimos entre nós a clareza da ideia, o mérito do desenho (ou da criação digital) e o resultado final da imagem transmitindo a ideia ao leitor. No final do processo, acredito que escolhemos democraticamente algumas representações muito boas do que aconteceu no mundo em 2010. Temos a esperança de ter contribuído, ainda que humildemente, para a continuidade da grande tradição de comentário social e político, cuja existência é tão crítica para qualquer sociedade democrática. Anita Kunz

      Anita Kunz has lived in London, New York and Toronto, contributing to magazines and working for design firms, book publishers and advertising agencies in Germany, Japan, Sweden, Norway, Canada, South Africa, Holland, Portugal, France and England. From 1988 to 1990 she was one of two artists chosen by Rolling Stone magazine to produce a monthly illustrated History of Rock 'n Roll end paper. She has produced cover art for many magazines including Rolling Stone, The New Yorker, Sports Illustrated, Time Magazine, Newsweek Magazine, the Atlantic Monthly and The New York Times Magazine. She has also illustrated more than fifty book jacket covers. Anita frequently teaches workshops and lectures at universities and institutions internationally including the Smithsonian and the Corcoran in Washington DC. Her works are in the permanent collections at the Library of Congress, the Canadian Archives in Ottawa, the Musée Militaire de France in Paris, the Museum of Contemporary Art in Rome, and a number of her Time Magazine cover paintings are in the permanent collection at the National Portrait Gallery in Washington DC. Anita Kunz has been named one of the fifty most influential women in Canada by the National Post newspaper. She has recently been appointed an Officer of the Order of Canada, Canada's highest civilian honour, and has received an honorary doctorate from the Ontario College of Art and Design in Toronto.

    • António Antunes

      António Antunes publicou os seus primeiros cartoons no diário lisboeta «República», em Março de 1974. No final do mesmo ano, ingressou no semanário «Expresso» onde continua a publicar as suas obras. Dos prémios recebidos destacam-se: Grande Prémio do XX International Salon of Cartoons (Montreal, Canadá, 1983), 1º Prémio de Cartoon Editorial do XXIII International Salon of Cartoons (Montreal, Canadá, 1986), Grande Prémio de Honra do XV Festival du Dessin Humoristique (Anglet, França, 1993), Award of Excellence – Best Newspaper Design, SND – Estocolmo, Suécia (1995) Premio Internazionale Satira Politica (ex-æquo, Forte dei Marmi, Itália, 2002), Grande Prémio Stuart Carvalhais (Lisboa, Portugal, 2005) e o Prix Presse Internationale (Saint-Just-le-Martel, França, 2010). Realizou exposições individuais em Portugal, França, Espanha, Brasil, Alemanha e Luxemburgo. Foi júri de salões de desenho humorístico em Portugal, Brasil e Grécia. António dedica-se também ao design gráfico, à escultura, à medalhística e é o autor da animação plástica da estação de Metro Aeroporto, inaugurada em 2012 em Lisboa, constituída por caricaturas de personalidades de relevo da cidade, realizadas em pedra encastrada. Presidiu ao júri da nona edição do World Press Cartoon, salão de que é director desde a sua fundação em 2005.

      António Antunes published his first cartoons in the Lisbon daily 'Republic' in March 1974. Later that year, he joined the weekly paper «Express» where he continues to publish his works. His received awards include: Grand Prix of 20th International Salon of Cartoons (Montreal, Canada, 1983), 1st Prize for Cartoon Editorial of the 23rd International Salon of Cartoons (Montreal, Canada, 1986), Grand Prix of Honor 15th Festival du dessin Humoristique (Anglet, France, 1993), Award of Excellence - Best Newspaper Design, SND - Stockholm, Sweden (1995) Premio Internazionale Satira Politica (ex-aequo, Forte dei Marmi, Italy, 2002), Grand Prix Stuart Carvalhais (Lisbon, Portugal, 2005) and the Prix Internationale Presse (Saint-Just-le-Martel, France, 2010). He has held solo artist exhibitions in Portugal, France, Spain, Brazil, Germany and Luxembourg. He has been jury member at Cartoons Salons in Portugal, Brazil and Greece. António is also dedicated to graphic design, sculpture, medals and he is the author of the artistic animation of Lisbon Airport Metro station, opened in 2012, consisting of caricatures of leading figures in the city, made of embodied stone. He chaired the jury of the ninth edition of the World Press Cartoon, the Salon of which he is the director since its founding in 2005.

    • Cécile Bertrand

      Na ponta final dos seus estudos de pintura, em Liège, na Bélgica, Cécile Bertrand decide dedicar a sua a tese de licenciatura ao desenho de imprensa. Data dessa época o seu primeiro interesse por este género jornalístico. Depois de ter ilustrado numerosos livros infantis para editoras de vários países (Seuil e Nathan, em França, Lothrop, nos EUA, Agertoft, na Dinamarca, Standaard Uitgeverijt, La Martinière e Pastel-Ecole des Loisirs, na Bélgica), assume o risco de desenhar o seu primeiro cartoon. O tema será a queda do Muro de Berlim, acontecimento que a marcou profundamente. Passa a colaborar regularmente na revista Vif, em Janeiro de 1990, depois no Plus Magazine. Na mesma época, Cécile Bertrand inicia uma colaboração com a revista feminina Axelle que seria muito marcante na sua carreira, pois lhe dá a oportunidade de exprimir as suas ideias sobre a condição da mulher. Imagine, Courrier Internacional e Telerama são outros títulos em que colaborou. Desde 2005, Cécile Bertrand é a cartoonista editorial residente no diário La Libre Belgique, um dos órgãos de informação mais influentes do seu país.

      Na ponta final dos seus estudos de pintura, em Liège, na Bélgica, Cécile Bertrand decide dedicar a sua a tese de licenciatura ao desenho de imprensa. Data dessa época o seu primeiro interesse por este género jornalístico. Depois de ter ilustrado numerosos livros infantis para editoras de vários países (Seuil e Nathan, em França, Lothrop, nos EUA, Agertoft, na Dinamarca, Standaard Uitgeverijt, La Martinière e Pastel-Ecole des Loisirs, na Bélgica), assume o risco de desenhar o seu primeiro cartoon. O tema será a queda do Muro de Berlim, acontecimento que a marcou profundamente. Passa a colaborar regularmente na revista Vif, em Janeiro de 1990, depois no Plus Magazine. Na mesma época, Cécile Bertrand inicia uma colaboração com a revista feminina Axelle que seria muito marcante na sua carreira, pois lhe dá a oportunidade de exprimir as suas ideias sobre a condição da mulher. Imagine, Courrier Internacional e Telerama são outros títulos em que colaborou. Desde 2005, Cécile Bertrand é a cartoonista editorial residente no diário La Libre Belgique, um dos órgãos de informação mais influentes do seu país.

    • Ralph Steadman

      No momento em que o vencedor final tinha sido encontrado, o meu coração abriu-se a todos os outros concorrentes e a dúvida tomou posse de mim. Durante três dias, o júri tinha-se permitido fazer o papel de Deus. Fazer escolhas é um trabalho ingrato e uma dúvida persistente fica. Apesar de não haver batota e de tentarmos ser justos, podemos todos ter errado nas nossas escolhas. A vida é feita de escolhas e todos estamos habituados a que seja assim, mas quase sempre se trata de um processo privado e informal. Quando a intenção da escolha é formal e pública, este exercício adquire uma outra dimensão. Entre todos, só um autor ficará incrivelmente feliz e 20 mil euros mais rico depois das nossas deliberações. Ainda que haja outros premiados — há três categorias no salão e três prémios em cada uma delas de 5000, 2500 e 1000 euros — só um receberá o Grand Prix e só ele será o grande vencedor! Começámos por julgar a categoria de Caricatura. Alguns trabalhos seriam mudados para Cartoon Editorial, porque a natureza do seu conteúdo social ou político os remetia para lá. O mesmo aconteceu com a terceira categoria, o Desenho de Humor. Por flagrante falta de qualidade, houve trabalhos que foram retirados do concurso. E o incumprimento do regulamento, nomeadamente no que diz respeito à prova de publicação e à exigência de um original, obrigou à desqualificação de algumas outras obras. Neste tempo de imagens geradas por computadores, há originais que são criados dentro de uma máquina e que só se revelam à luz do dia sob a forma de uma impressão. Quando assim é, perco a experiência táctil de um verdadeiro original e pergunto-me se esta criação digital não deveria constituir uma categoria à parte. Infelizmente, parece estar hoje a acontecer que, na sua maioria, as imagens sejam processadas digitalmente. Ainda que eu tenha esperança do contrário, a exposição de verdadeiros originais pode ter os seus dias contados. Também eu uso um computador, mas resisto à tentação de o aplicar na criação dos meus trabalhos. Preciso de ver tinta fresca em papel de verdade para que a experiência não se revele uma mera ilusão. Talvez me tenha tornado um retrógrado opositor do desenvolvimento tecnológico. Um dia, em Nova Iorque, destruí um iPhone com uma picareta, mas a isso eu chamo performance art!

      Ralph Steadman was born in 1936. He started as a cartoonist and through the years diversified into many fields of creativity. He has illustrated such classics as "Alice in Wonderland", "Treasure Island" and "Animal Farm". His own books include the lives of Sigmund Freud and Leonardo da Vinci and "The Big I Am", the story of God. With American writer Hunter S. Thompson he collaborated in the birth of GONZO journalism, the definitive book in the genre being "Fear and Loathing in Las Vegas", which was made into a feature film. He is also a printmaker. His prints include a series of etchings on writers from William Shakespeare to William Burroughs. In 1989 he wrote the libretto for an eco-oratorio called "Plague and the Moonflower" which has been performed in five cathedrals in the UK and was the subject of a BBC 2 film in 1994. He has traveled the world's vineyards and distilleries for Oddbins, which culminated in his two prize-winning books, "The Grapes of Ralph" and "Still Life With Bottle". He has an Honorary D. Litt from the University of Kent.

  • WPC 2010 (6/8/2017)

    World Press Cartoon 2010

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    • 1st prize - Gabriel Ippoliti

      Grand Prix

      PUTIN

      Ambito Financiero - ARG

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    • 1st prize - Hassan Karimzadeh

      Gag

      Controversy

      Etemad-e Melli - IRN

      http://worldpresscartoon.com/wp-content/uploads/2017/06/841-hassan-karimzadeh.jpg

    • 2st prize - Dalcio Machado

      Gag

      Guerra - War

      Correio Popular - BRA

      http://worldpresscartoon.com/wp-content/uploads/2017/06/731-dalcio.jpg

    • 3st prize - William Rosoanaivo

      Gag

      Father Christmas

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    • 1st prize - Gabriel Ippoliti

      Caricature

      PUTIN

      Ambito Financiero - ARG

      http://worldpresscartoon.com/wp-content/uploads/2017/06/187-ippoliti.jpg

    • 2st prize - Vaclav Teichmann

      Caricature

      STEVE JOBS

      Hospodarske Noviny - CZE

      http://worldpresscartoon.com/wp-content/uploads/2017/06/296-vaclav-techmann.jpg

    • 3st prize - David Rowe

      Caricature

      KARZAI

      The Australian Financial Review - AUS

      http://worldpresscartoon.com/wp-content/uploads/2017/06/517-rowe.jpg

    • 1st prize - Angel Boligán Corbo

      Editorial

      Yes, we can

      V - MEX

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    • 2st prize - Jarbas Domingos de Lira Jr

      Editorial

      untitled

      Diario de Pernambuco - BRA

      http://worldpresscartoon.com/wp-content/uploads/2017/06/328-jarbas.jpg

    • 3st prize - Cláudio Antônio Gomes

      Editorial

      "Sem pânico"

      Muito - BRA

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    • António Antunes

      RITUAL SEMPRE IGUAL E SEMPRE DIFERENTE Como director do salão, tenho o privilégio de fazer parte de todos os júris do World Press Cartoon e ser, assim, simultaneamente, intérprete e espectador de um ritual sempre igual e sempre diferente. Ao mudar todos os anos os elementos do júri, para evitar que se estabeleça um olhar único sobre as obras das diferentes edições, assumimos um risco ponderado, tendo em conta a qualidade dos elementos que têm integrado os nossos júris. A experiência adquirida permite-nos conduzir os trabalhos até à meta de exigência de qualidade que nos propomos; ziguezagueando e torneando os obstáculos que inevitavelmente surgem da interacção de elementos que, na sua maioria, não se conhecem pessoalmente. Cinco sensibilidades, cinco culturas, cinco proveniências e um gosto comum: o humor gráfico de imprensa. Nesta edição, o júri (uma colombiana, um francês, um canadiano, um israelita e o português residente) produziu, mais uma vez, sessões de grande vivacidade e pluralidade de opiniões. Após horas de análise, de hesitações, de campanhas de persuasão, de discussões, de muito humor e das votações regulamentares, apareceu, por fim, fumo branco para os vencedores.

      António Antunes publicou os seus primeiros cartoons no diário lisboeta República, em Março de 1974. No final do mesmo ano ingressou no semanário Expresso onde continua a publicar as suas obras. Dos prémios recebidos destacam-se: Grande Prémio do XX International Salon of Cartoons (Montreal, Canadá, 1983), 1º Prémio de Cartoon Editorial do XXIII International Salon of Cartoons (Montreal, Canadá, 1986), Grande Prémio de Honra do XV Festival du Dessin Humoristique (Anglet, França, 1993), Award of Excellence – Best Newspaper Design, SND – Estocolmo, Suécia (1995) Premio Internazional Sátira Politica (ex-æquo, Forti dei Marmi, Itália, 2002), Grande Prémio Stuart Carvalhais (Lisboa, Portugal, 2005). Realizou exposições individuais em Portugal, França, Espanha, Brasil, Alemanha e Luxemburgo. Foi júri de salões de desenho humorístico em Portugal, Brasil e Grécia. António dedica-se também ao design gráfico, Escultura e Medalhística.

    • Elena Ospina

      António Antunes publicou os seus primeiros cartoons no diário lisboeta "República" em Março de 1974. No final desse ano ingressou no semanário "Expresso" onde continua a publicar os seus trabalhos. Recebeu, entre outros prémios: Grande Prémio do XXth International Salon of Cartoons (Montreal, Canadá, 1983); 1º Prémio de Cartoon Editorial do XXlllth International Salon of Cartoons (Montreal, Canadá,1986); Grande Prémio de Honra do XV Festival du Dessin Humoristique (Anglet,França,1993); Prémio de Excelência Best Newspaper Design (SND, Estocolmo, Suécia,1995); Prémio Internacional de Sátira Politica (ex-aequo, Forte dei Marmi, Itália, 2002); Grande Prémio Stuart Carvalhais (Lisboa, Portugal, 2005); Prémio Cartoon/Caricatura Stuart Carvalhais (Lisboa, Portugal, 2007). Realizou exposições individuais em Portugal, Brasil, Macau, Alemanha, Espanha, França e Luxemburgo. Participou em júris de salões de cartoon em Portugal, Brasil e Grécia. Para além do cartoon desenvolve também actividade nas áreas de Design Gráfico, Escultura e Medalhística. Presidiu ao júri da 5ª edição do World Press Cartoon, salão de que é director desde a fundação. António Antunes has published his first cartoons at the Lisbon daily "República" in March 1974. By the end of that year, he joined the weekly "Expresso" where he has continued to publish his works. He has received, amongst many other awards: the Grand Prix XX International Salon of Cartoons (Montreal, Canada, 1983); 1st Prize – Editorial Cartoon / XXlll International Salon of Cartoons (Montreal, Canada, 1986); the Grand Prix d´Honneur XV Festival du Dessin Humoristique (Anglet,França,1993); the Award of Excellence - Best Newspaper Design (SND, Stockholm, Sweden, 1995); Premio Internazionale Sátira Politica (ex-aequo, Forte dei Marmi, Itália, 2002); Grande Prémio Stuart Carvalhais (Lisbon, Portugal, 2005); and Prémio Cartoon/Caricatura Stuart Carvalhais (Lisboa, Portugal, 2007). He has held individual exhibitions in Portugal, Brazil, Macau, Germany, Spain, France and Luxembourg. He has also been a member of cartoons salon juries in Portugal, Brazil and Greece. Besides creating cartoons he also works in the fields of Graphic Design, Sculpture and Medal Designing. António has chaired the jury for the 5th edition of the World Press Cartoon of which he is a Director since its establishment.

      Elena Maria Ospina, pintora, ilustradora e caricaturista colombiana, iniciou o seu trabalho de ilustração no diário El Espectador. Ao longo de 20 anos tem trabalhado na criação e ilustração de numerosos projectos editoriais e publicitários nas Américas e em Espanha. Obteve vários prémios e menções honrosas nacionais e internacionais em concursos de humor gráfico e de ilustração. A nível artístico, tem participado em exposições individuais e colectivas, e parte da sua obra está publicada através da ilustração de livros, jornais e revistas. Actualmente vive em Madrid, onde desenvolve projectos de ilustração para Espanha e para a América Latina.

    • Michel Kichka

      HUMOR PARA SER LEVADO MUITO A SÉRIO O júri do World Press Cartoon enfrenta um desafio apaixonante. Por vezes, passional! Reunimo-nos durante três dias de trabalho, de debate e de votação. A selecção é feita segundo processo altamente profissional, estrito e rigoroso. Ao fim de três dias, são atribuídos os prémios deste prestigioso concurso. O que me ensinaram estes três dias? Que o cartoon constitui uma linguagem verdadeiramente universal cuja sintaxe é, ao mesmo tempo, simples e sofisticada. Que a expressão «cartoon editorial», que coloca o desenho a par de um artigo de opinião, se justifica plenamente. Que o desenho confia na inteligência do leitor que, por sua vez, se torna seu cúmplice. Que o humor e a sátira devem ser levados muito a sério. Mas aprendi também que os jornais nem sempre dão aos cartoons o espaço que estes merecem. Que a liberdade de informar e de comentar é um combate a travar todos os dias. Por toda a parte. Participar neste júri foi um privilégio único e uma responsabilidade rara. Muito obrigado, meus amigos!

      Nascido na Bélgica, filho de sobreviventes do Holocausto, Michel Kichka mudou-se para Israel em 1974 e tem trabalhado desde então como ilustrador freelance de cartoons políticos e editoriais, banda desenhada, livros infantis e publicidade. Político por natureza, o trabalho de Kichka foca-se primeiramente nos temas da actualidade no Médio Oriente. Kichka desempenha actualmente funções como professor de ilustração e arte humorística no Departamento de Comunicação Visual da Academia de Bezalel, em Jerusalém. Kichka trabalhou também para o Canal 2 da televisão de Israel. Em Novembro de 2005, organizou um encontro internacional de ilustradores no Centro Cultural Mishkenot Shaananim em Jerusalém. Participa frequentemente em exposições organizadas em conjugação com as reuniões do Forum Económico Mundial em Davos na Suiça, em Nova Iorque e em Amã, na Jordânia. Michel Kishka tem efectuado exposições individuais em Israel e no estrangeiro e participado em numerosas exposições colectivas e festivais de cartoonismo em todo o mundo.

    • Plantu

      BATALHA FRATERNAL PELAS IMAGENS E IDEIAS NOVAS Uma vez mais, o World Press Cartoon deu-nos oportunidade para uma troca de ideias e opiniões com os cartoonistas. Pessoalmente, quase dialoguei em pensamento com os desenhos em competição e também aprendi muito nas conversas com os colegas reunidos em Sintra. Nem sempre estávamos de acordo, felizmente, e que sorte ter esta oportunidade de nos reunirmos em Portugal! Obrigado WPC. Os navegadores partiram daqui para as Descobertas armados de lanças e agora os desenhadores, armados dos seus lápis, vieram a Portugal bater-se, fraternalmente, pelas imagens e pelas ideias novas... e tudo isto obra do António! Podemos sonhar e imaginá-lo: desta vez, o novo mundo será um mundo de Paz.

      Jean Plantureux, que adoptou o nome profissional de Plantu, é um cartoonista francês especializado em sátira política. O seu trabalho aparece regularmente no jornal francês Le Monde desde 1972. Nascido em Paris em 1951, Jean Plantureux seguiu inicialmente estudos de Medicina que cedo abandonou para frequentar cursos de Desenho na École Saint-Luc, em Bruxelas, patrocinada por Hergé. Plantu regressou a Paris e foi contratado por Bernard Lauzanne do Le Monde. O seu primeiro cartoon, sobre a Guerra do Vietname, foi publicado em Outubro de 1972. Mais tarde, Plantu começou a trabalhar com o jornal Phosphore, uma colaboração que continuaria até 1986. Em 1985, André Fontaine, director do Le Monde, começou a publicar os cartoons de Plantu todos os dias, dizendo que assim se devolveria à sátira política o seu antigo estatuto de verdadeira tradição francesa. Em 1988, Plantu recebeu o prémio Mumm pelo seu cartoon «Gordi chez le judge», a que se seguiu, em 1989, um Prix de l'Humour Noir. Em 1991, Plantu começou a publicar uma banda desenhada no semanário L´Express, que lhe reservou a página 3 na íntegra, todas as semanas. Em 1995, recebeu o Gat Perich (prémio espanhol internacional de caricatura). Em 1998, produziu um selo para os Correios franceses (8,5 milhões de exemplares) cujas receitas foram destinadas à associação Médicos Sem Fronteiras. Para celebrar o 50º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, a UNESCO publicou em várias línguas colecções de cartoons de Plantu. Em 2002, Plantu encontrou-se com o Secretário-Geral da ONU, Kofi Annan, a fim de discutir a realização de uma conferência internacional de autores de cartoon editorial em Paris, que viria a constituir o ponto de partida para a iniciativa Cartoonismo pela Paz.

    • Terry Mosher

      MAS QUE VIAGEM! Imaginem cinco cartoonistas sendo conduzidos pelas ruas estreitas da Sintra histórica, com o mestre da caricatura portuguesa contemporânea, António Antunes, ao volante, gesticulando loucamente. Mas que viagem! Tínhamos sido chamados a Sintra, vindos de todas partes do globo, para integrar o júri do World Press Cartoon, a maior competição anual do mundo, no seu género. Foi muito gratificante a oportunidade de participar neste processo com um grupo de colegas cartoonistas de excepcional talento. Além do mais, o eficiente organizador do evento, Rui Paulo da Cruz, passou uma boa parte do tempo animando o grupo, introduzindo-nos nos vários aspectos da cultura portuguesa (sempre com uma tradução rápida, simultânea, em quatro línguas). Os nossos parabéns, portanto, à Vila de Sintra por patrocinar este acontecimento tão importante – sem esquecer a bênção que é poder passar vários dias de clima suave em Fevereiro, longe do meu Canadá natal... e nevado!

      Há mais de trinta anos que Aislin tem sido o nome artístico de Terry Mosher como cartoonista da página de editoriais de um jornal diário de língua inglesa de Montreal, Canadá, The Gazette. Designado frequentemente o cartoonista mais mordaz do Canadá, Terry Mosher nasceu em 1942 em Otava. Frequentou catorze escolas diferentes em Montreal, Toronto e cidade do Quebeque, onde se graduou na Escola de Belas Artes em 1967. Mosher trabalhou como cartoonista no jornal The Montreal Star, passando para o The Gazette em 1972. Ao longo da sua carreira, Terry Mosher tem aparecido como comentador em muitos programas de rádio e de televisão do Canadá. É também orador regular sobre tópicos de humor, história e importância do cartoonismo como ferramenta de comunicação, tendo participado em conferências nacionais como a Idea City, o Banff Festival for the Arts, o Canadian Club de Montreal e numerosos festivais de escritores. Premiado com dois National Newspapers Awards e membro do News Hall of Fame do Canadá, Mosher tem feito colaborações nos Estados Unidos e no estrangeiro para publicações como o New York Times, a Time Magazine, o National Lampoon, Harper´s Magazine, o Atlantic Monthly e a Punch. Aislin tem 43 livros publicados, que são colecções dos seus próprios trabalhos ou livros de outros autores por si ilustrados. Aislin tem sido enviado especial do The Gazette e de outras publicações, escrevendo reportagens e desenhando livros de esboços interpretativos por todo o Canadá, Estados Unidos, Irlanda, Japão, Rússia, Cuba e Norte de África.

  • WPC 2009 (6/8/2017)

    World Press Cartoon 2009

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    • 1st prize - Rogelio Naranjo Ureña

      Grand Prix

      In The Same Ship

      México

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    • 1st prize - Osmani Simanca

      Gag

      Punk Fish

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    • 2st prize - Géza Hala'sz

      Gag

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      Hungria

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    • 3st prize - Florin Balaban

      Gag

      untitled

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    • 1st prize - André Carrilho

      Caricature

      Ahmadinejad

      Portugal

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    • 2st prize - Javier C.Alfonso & Sara Rojo

      Caricature

      Sarkozy

      Espanha

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    • 3st prize - Eduardo Baptistão

      Caricature

      Cortázan

      Brasil

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    • 1st prize - Rogelio Naranjo Ureña

      Editorial

      In The Same Ship

      México

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    • 2st prize - Tom Janssen

      Editorial

      Wall Street

      Países Baixos (Holanda)

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    • 3st prize - Toro Borkovic

      Editorial

      Krisis Ekonomi

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    • Adam Korpak

      Quero agradecer calorosamente aos meus amigos António Antunes e Rui Paulo da Cruz que conseguiram tornar este nosso trabalho de júri muito estimulante e seguramente muito mais fácil. Também foi uma experiência muito gratificante ter tido a oportunidade de trabalhar com os outros membros do júri (Sophie-Anne Delhomme, Steve Brodner e Aristides Hernandez). Apesar da diversidade das nossas culturas, já que todos viemos de partes muito diferentes do mundo, revelou-se possível criar laços de estima e amizade num curto espaço de tempo. Agora que o nosso trabalho colectivo está concluído, cada um de nós pode voltar ao seu próprio trabalho. Sabendo que os objectivos foram cumpridos. Devo saudar calorosamente os participantes que vão receber estes prestigiados troféus. Estou muito feliz porque eu próprio levo comigo um punhado de muito boas recordações e a amizade de todos aqueles que conheci ao longo destes dias de trabalho em comum no World Press Cartoon. Os cartoons de todo o mundo partilham um mesmo objectivo, ainda que os artistas se expressem de formas bem diversas. Eu diria que cartoonistas com habilidade e talento têm o poder das pequenas gotas de água que, pela acção persistente, fazem fracturar a pedras mais duras.

      Adam Korpak nasceu na Polónia, em Cracóvia. Vive e trabalha na ilha de Kimito, situada no sul da Finlândia. Entre 1968 e 1975 estudou Arquitectura e Design Industrial na Academia de Belas Artes de Cracóvia, onde foi professor. Trabalhou como arquitecto entre 1974 e 1977, tendo depois montado um atelier de criação gráfica. Desde 1986 que produz ilustrações para o maior jornal finlandês, o Helsigin Sanomat, tendo trabalhado igualmente como ilustrador para quase todas as editoras e jornais da Finlândia. Participou em mostras de desenho, pintura e design gráfico em muitos países de vários continentes: Finlândia, Suécia, Noruega, Holanda, Itália, Suíça, Polónia, Japão e EUA. Foi distinguido com muitos prémios: Forte dei Marmi, Itália (2002); Bienal do Humor, Tolentino, Itália (2005); Grand Prix Satyrykon Legnica 2007, Polónia; Gallarate, Itália (2007). Integra diversas organizações internacionais: ICOGRADA, as associações de artistas plásticos finlandesas Kuvittaja e Grafia e a Associação de Artistas Polacos, ZPAP.

    • António Antunes

      Numa altura em que a crise espreita por todos os lados – e em que cada sector tem a sua crise particular – a imprensa escrita não foge à regra, debatendo-se também ela com a sua própria crise. Esmagada entre a televisão, os gratuitos e, sobretudo, a internet, a imprensa passa momentos difíceis. Nesta conjuntura, a pressão sobre jornais e revistas leva a que "os elos mais fracos" se partam e, entre eles, encontramos o desenho de humor. Passámos também a ter a nossa própria crise: redução do espaço reservado ao cartoon, exclusão de cartoonistas e recrudescimento da censura nos mais variados matizes. O desenho de humor de imprensa, agora sob esta renovada pressão, tem sido quase sempre confinado a duas periferias – a das artes gráficas e a do jornalismo – como parceiro menor, apesar dos seus heróis: de Daumier a Steinberg, de Levine a Ralph Steadman. Num tempo assim, de algum desencanto e pessimismo, o World Press Cartoon continua, uma vez mais, pautado por júris de reconhecido mérito, premiando cartoons de grande qualidade, homenageando os seus autores, mostrando ao mundo a pujança do desenho humorístico de imprensa de todos os cantos do planeta, fazendo coexistir no seu seio diferentes estilos e culturas, num elogio à liberdade de imprensa, reafirmando, assim, a excelência do seu projecto. O World Press Cartoon é agora, do meu ponto de vista, mais que um evento necessário, um evento indispensável.

      António Antunes publicou os seus primeiros cartoons no diário lisboeta "República" em Março de 1974. No final desse ano ingressou no semanário "Expresso" onde continua a publicar os seus trabalhos. Recebeu, entre outros prémios: Grande Prémio do XXth International Salon of Cartoons (Montreal, Canadá, 1983); 1º Prémio de Cartoon Editorial do XXlllth International Salon of Cartoons (Montreal, Canadá,1986); Grande Prémio de Honra do XV Festival du Dessin Humoristique (Anglet,França,1993); Prémio de Excelência Best Newspaper Design (SND, Estocolmo, Suécia,1995); Prémio Internacional de Sátira Politica (ex-aequo, Forte dei Marmi, Itália, 2002); Grande Prémio Stuart Carvalhais (Lisboa, Portugal, 2005); Prémio Cartoon/Caricatura Stuart Carvalhais (Lisboa, Portugal, 2007). Realizou exposições individuais em Portugal, Brasil, Macau, Alemanha, Espanha, França e Luxemburgo. Participou em júris de salões de cartoon em Portugal, Brasil e Grécia. Para além do cartoon desenvolve também actividade nas áreas de Design Gráfico, Escultura e Medalhística. Presidiu ao júri da 5ª edição do World Press Cartoon, salão de que é director desde a fundação.

    • Aristides E. Hernandez

      Num curto espaço de tempo, o World Press Cartoon conseguiu situar-se como um dos mais importantes eventos de humor gráfico que se realizam no Mundo. Os organizadores decidiram levar muito a sério o tema do humor! E essa é a razão porque o evento apresenta múltiplas virtudes, desde o rigor da organização até à qualidade dos trabalhos aquí premiados, obras que são do melhor que se faz nos nossos dias em matéria de desenho de humor. Os meus votos são de que possamos ter a sorte e a honra de usufruir por muito tempo deste World Press Cartoon, para bem da nossa arte.

      Aristides E. Hernandez, Ares, nasceu na cidade de Havana em 1963. É licenciado em medicina, com especialização em psiquiatria. Publicou o seu primeiro cartoon em 1984 e os seus trabalhos têm sido reproduzidos em publicações de numerosos países. Trabalha também com ilustração e pintura, tendo colaborado em projectos de cinema de animação. Ares tem publicados dezasseis livros e ilustrou maiss de cinquenta. É o caricaturista cubano com maior número de galardões internacionais (75). Actualmente trabalha em Havana como artista free lance e é vice-presidente da Associação de Artistas Plásticos da União de Escritores e Artistas de Cuba (UNEAC). No ano de 2002, recebeu no seu país a “Distinção pela Cultura Nacional“ uma homenagem do Ministro da Cultura de Cuba.

    • Sophie-Anne Delhomme

      O cartoon é uma língua. E o milagre do World Press Cartoon é o de revelar, com enorme força, pela quinta vez consecutiva, o quanto esta língua é universal. O júri tinha a impossível tarefa de seleccionar, entre 400 desenhos, aquele que transmitisse num primeiro olhar imediato a mais penetrante das mensagens, compondo a melhor aliança entre a forma e o conteúdo. Tarefa impossível porque, provenientes de todos os continentes e sob as mais diversas formas, cada um desses desenhos propunham a conjugação ideal. Ao pormenorizar todas essas hipóteses de alfabetos caligráficos, frases visuais e parágrafos figurativos, tomei profunda consciência do intrínseco valor do cartoon. Neste aspecto, deplorei ainda mais que o cartoon continue a ser considerado tantas vezes algo negligenciável. São muitos, aqueles que pensam que não os podemos levar a sério – porque frequentemente divertidos, por parecerem fáceis de fazer (!), ou estar mesmo a ver-se que não é nada... A meus olhos, trata-se de uma alquimia superior que permite tecer com cada ser humano a comunicação que o desconhecimento das línguas dificulta. Com efeito, pela graça e pela diversidade dos seus autores, o desenho entrega níveis subtis de leitura e utiliza uma gama de matizes que lhe permite exprimir problemáticas complexas, locais ou gerais, políticas, económicas, sociais. O cartoon é vector de informação, comentador, crítico, revelador de consciência (s). Afirmo, pois, à luz destes dias em Sintra em companhia do júri esclarecido com o qual tive a oportunidade de colaborar, que nestes tempos de mundialização perigosa, o cartoon é a língua do futuro, o cimento futuro da nossa civilização em mudança.

      Sophie-Anne Delhomme é Directora de Arte da revista semanal francesa Courrier International desde 1999. Estudante de Roman Cieslewicz e graduada pela Ecole Supérieure d’Arts Graphiques em Paris, tem também uma pós-graduação MA em Imagem & TI da Ecole Nationale Supérieure des Arts Decoratifs em Paris. Como Directora deArte, colaborou também com o Le Monde, Télérama, e com a revista de culto L'Autre Journal.

    • Steve Brodner

      Os trabalhos expostos na colecção deste ano representam um excelente exemplo das questões que são no mundo de hoje mais urgentes e constrangedoras... e concebidos nos estilos de arte e formas de pensar que representam as actuais tendências dos cartoons. Vivemos em tempo eclético. “Tudo é válido” na(s) nossa(s) cultura(s). E temos sorte por ser assim, pois que somos livres para abraçar a diversidade de expressão a muitos níveis. A mostra do World Press é disso um bom exemplo e progride de forma única, séria e extremamente valiosa. Os leitores deste catálogo e, de igual modo, todos os caricaturistas e cartoonistas deverão ter consciência de quão marcante é para os membros do júri que participaram nesta edição. Tratou-se de um desafio profissional, à altura do qual esperamos ter conseguido estar.

      Steve Brodner é ilustrador satírico há 30 anos. Nasceu em Brooklyn, Nova Iorque, em 1954. Após graduação na Cooper Union, em 1976 conseguiu emprego como cartoonista num pequeno jornal, o Hudson Dispatch, em Union City, Nova Jérsia. Em 1977, o The New York Times Book Review começou a encomendar-lhe alguns trabalhos de ilustração, o que lançou a sua carreira como ‘freelance’. Entre 1979 e 1982, publicou o seu próprio jornal, o The New York Illustrated News. Em 1981 tornou-se colaborador regular para a revista Harper’s com o espaço mensal “Ars Politica”. Na década de 80, mais revistas pediram a sua colaboração regular, entre elas, National Lampoon, Sports Illustrated, Playboy e Spy. Em 1988 a Esquire recrutou-o como artista residente não oficial. Foi aqui que fez desenhos, caricaturas, jornalismo cultural e um cartoon político na contra-capa, o “Adversaria”. As suas caricaturas da cultura pop e política têm aparecido em todas as grandes publicações dos Estados-Unidos.

  • WPC 2008 (6/8/2017)

    World Press Cartoon 2008

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    • 1st prize - Rainer Ehrt

      Grand Prix

      Tower of Brussels

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    • 1st prize - Hassan Karimzadesh

      Gag

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    • 2st prize - Rogelio Naranjo Ureña

      Gag

      Nativity

      México

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    • 3st prize - Moa

      Gag

      Carrousel

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    • 1st prize - Achille Superbi

      Caricature

      Ballack

      Itália

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    • 2st prize - Omar A. Figueroa Turcion

      Caricature

      Elvis

      Colômbia

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    • 3st prize - Agustin Sciammarella

      Caricature

      Noriega

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    • 1st prize - Rainer Ehrt

      Editorial

      Tower of Brussels

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    • 2st prize - António Jorge Gonçalves

      Editorial

      Dalai Lama

      Portugal

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    • 3st prize - Orkhan

      Editorial

      Global warming, melting of the Artic

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    • António Antunes

      ABSOLUTA NORMALIDADE “Nesta edição, e pela primeira vez, tivemos no World Press Cartoon um Júri constituído exclusivamente por cartoonistas. O que se pode dizer do trabalho que realizámos é que se manteve a tradição de seleccionar e premiar trabalhos de qualidade, realizados em diversas técnicas, diferentes estilos e com origem em múltiplos quadrantes. As reuniões do Júri foram vivas e intensas, houve análise individual, confronto de opiniões e decisão colectiva. Foram, portanto, o que sempre idealizámos e, no fim, a qualidade, tanto gráfica quanto editorial, saiu uma vez mais premiada. Podemos orgulhosamente dizer que os resultados são de... absoluta e reconfortante normalidade... Quem olhar este catálogo, com atenção e espírito crítico, julgará por si mesmo.” A.A.

      O cartoonista António Antunes iniciou-se no diário lisboeta República em Março de 1974. No final desse ano ingressou no jornal Expresso, onde continua a publicar semanalmente os seus trabalhos. Recebeu, entre outras, as seguintes distinções: Grande Prémio do XXth International Salon of Cartoons (Montreal, Canadá, 1983); 1º Prémio de Cartoon Editorial do XXlllth International Salon of Cartoons (Montreal, Canadá,1986); Grande Prémio de Honra do XV Festival du Dessin Humoristique (Anglet, França, 1993); Prémio de Excelência Best Newspaper Design (SND, Estocolmo, Suécia, 1995); Prémio Internacional de Sátira Política (ex-aequo, Forte dei Marmi, Itália, 2002); Grande Prémio Stuart Carvalhais (Lisboa, Portugal, 2005). Entre as exposições individuais de António destacam-se: Lisboa,1982 e 2000; Porto,1983,1995 e 2000; Rio de Janeiro, 1983 e 1991; Bona, 1983, Dusseldorf,1983; Macau, 1987 e 1996; Brasília, 1998; Barcelona,1999, Recife, 1999; Madrid, 2001 e Paris, 2004. Presidiu ao Júri da 4ª edição do World Press Cartoon, salão de que é director desde a sua fundação.

    • Carlos Brito

      HUMOR EM TEMPOS PERTURBADOS Rever Sintra graças ao World Press Cartoon foi um prazer multiplicado pelas não sei quantas centenas de desenhos de imprensa e de humor vistos e revistos durante três dias enquanto membro do júri da colheita de 2007. Saltitando entre três línguas, fomos cinco como os dedos duma mão a ver, comparar e acabar por dificilmente escolher aqueles desenhos que mais nos tocaram e fizeram, se não rir, pelo menos sorrir ou simplesmente reflectir sobre a nossa condição de animais dotados cada vez menos de razão e tentando sobreviver num mundo cada vez mais desumanizado. É que o desenho é coisa séria, e a actualidade põe frequentemente o desenhador de muito mau humor, pelo que, do seu trabalho, resultam desenhos que não fazem forçosamente rir a bandeiras despregadas. De facto, profissão deveras difícil esta de tentar fazer rir de coisas sérias nestes tempos perturbados em que ninguém mais sabe para onde se vai se é que para lá se quer ir. Rindo de nós próprios, evidentemente.

      Carlos Brito was born in 1943. He himself says by chance this was in Lisbon and in any case was later reborn in Paris in 1963 out of reasons of political activism. According to his parents, he was sketching his first cartoon around the age of two. He has yet to learn when he will complete his last. In Lisbon, he studied business out of obligation and graduated in Sociology out of pleasure in Paris and remains without any formal artistic training. A bank employee in Portugal between 1957 and 1963, he went on to try his hand at machine operator, secretary-typist, salesman, graphic designer, sociologist and a host of other trades when leaving Portugal for the cities of Paris and Hamburg. Since 1980, he has been an accredited journalist in France. Prior to that, he had already sketched post revolution Portugal for the República and Sempre Fixe (1974 and 1975) publications. He drew for the Diário de Lisboa up until it ceased publication. After 1980, his work has featured in a range of French publications: L'Unité, La Vie Ouvrière, Témoignage Chrétien, Les Nouvelles Littéraires, L'Évènement du Jeudi, L'Humanité, J'Accuse, etc. At the moment, he comments on French and international current affairs in the Le Canard Enchaîné and Le Monde newspapers. Among other awards, he recently won first prize at an exhibition on immigration (Stuttgart, Germany, 2007) and “Le Grand Prix de L´Humour Vache” (Saint-Just-Le-Martel, France, 2004).

    • Cássio Loredano

      HUMOR AQUI É COISA SÉRIA “Folhear os catálogos das edições anteriores do World Press Cartoon me deu a clara sensação de estar assistindo ao nascimento de uma tradição que se apresentava ao futuro com a robustez, o viço e o frescor da juventude. Pois bem: o Júri de 2008 viu passar sob seus olhos certamente o melhor a produção mundial deste aspecto do jornalismo em 2007. E é precisamente isto o que confirma o vigor do festival de Sintra. Humor aqui é coisa séria - e os profissionais do lápis parecem esmerar-se para esta ocasião como atletas que se preparam para os grandes torneios. Com a vantagem de que Sintra é vitrine a cada ano e não só de quatro em quatro. Por isso é que me foi mais do que uma alegria uma honra acudir à convocação de meu camarada António Antunes para participar do Júri deste ano, ainda por cima com o privilégio da convivência esses dias com homens inteligentes, cultos e amáveis como meus anfitriões e meus companheiros jurados. Isto dito de coração.” C. L.

      HUMOR AQUI É COISA SÉRIA “Folhear os catálogos das edições anteriores do World Press Cartoon me deu a clara sensação de estar assistindo ao nascimento de uma tradição que se apresentava ao futuro com a robustez, o viço e o frescor da juventude. Pois bem: o Júri de 2008 viu passar sob seus olhos certamente o melhor a produção mundial deste aspecto do jornalismo em 2007. E é precisamente isto o que confirma o vigor do festival de Sintra. Humor aqui é coisa séria - e os profissionais do lápis parecem esmerar-se para esta ocasião como atletas que se preparam para os grandes torneios. Com a vantagem de que Sintra é vitrine a cada ano e não só de quatro em quatro. Por isso é que me foi mais do que uma alegria uma honra acudir à convocação de meu camarada António Antunes para participar do Júri deste ano, ainda por cima com o privilégio da convivência esses dias com homens inteligentes, cultos e amáveis como meus anfitriões e meus companheiros jurados. Isto dito de coração.” C. L. Cássio Loredano nasceu no Rio de Janeiro, Brasil, em 1948. Toda a sua vida profissional foi feita na Imprensa. Entre 1968 e1972 foi repórter e redactor de jornais e noticiarista da rádio, em São Paulo. Iniciou uma carreira de caricaturista em Novembro de 1972, publicando nos jornais Opinião, Pasquim, O Globo e Jornal do Brasil. Na transição democrática de Portugal, em 1975 e 1976, passou alguns meses em Lisboa, criando desenhos para o semanário O Jornal. Viveu na Alemanha entre 1977 e 1982, com colaboração regular nos jornais Die Zeit e Frankfurter Allgemeine, entre outros. Em 1982 e 1983 fez caricaturas para os diários La Repubblica, de Roma, e Liberátion, de Paris, colaborando igualmente nas páginas da revista Magazine Littéraire. É há 22 anos caricaturista do diário espanhol El País, de Madrid. Regressado ao Brasil em 1993, Cássio Loredano deu início a uma colaboração com o jornal Estado de São Paulo e, desde 2005, publica uma secção diária nas páginas de opinião, Sinais Particulares.

    • Habib Haddad

      PASSEI PARA O OUTRO DO ESPELHO “Pelo quarto ano consecutivo, o World Press Cartoon oferece ao mundo uma vista panorâmica anual do desenho de humor, da caricatura e do cartoon editorial. Recompensa os melhores cartoonistas do ano com prémios de valor considerável, ao mesmo tempo que põe em destaque os seus desenhos num belo livro. É também o quarto ano consecutivo em que participo neste importante evento, mas desta vez passei para o outro lado do espelho. Ou seja, fui um dos membros do Júri. Ser membro deste Júri é uma grande responsabilidade, porque se espera que se escolham os melhores cartoons entre centenas de obras, em conformidade com um regulamento muito rigoroso. Foi uma boa experiência artística. Faço votos de uma longa vida a este salão e espero que a dinâmica equipa do World Press Cartoon prossiga este projecto, sempre com o mesmo entusiasmo.” H.H. Habib Haddad nasceu no Líbano e colabora actualmente num jornal diário de língua árabe editado em Londres, o Al Hayat. Haddad publicou dois álbuns de cartoons, em 1979 e 1998. Participou em diversas exposições internacionais e as suas obras foram premiadas em diversos salões: Epinal (Prémio Especial do Júri, 1991), Juvignac (Prémio do Público, 1996 e 1998), Porto Cartoon (Menção Honrosa 1999), Prémio da Cidade Rouen (1999), Castelnaudary (Prémio do Público, 1999), Louviers (2000 e 2001), 5º Festival da Caricatura (Grande Prémio do Público), Saint-Just-le-Martel (2001), Dubai (Grande Prémio da Imprensa Árabe, 2002), Otawa, Canadá (Menção Honrosa do National Press Club, 2002), 1º Prémio de Desenho de Humor na exposição “Guelles d'Humor” (Paris, 2004), Menção Honrosa no World Press Cartoon (Sintra, 2005) e Prémio de BD Francófona (Tourcourg, 2007).

      Habib Haddad nasceu no Líbano e colabora actualmente num jornal diário de língua árabe editado em Londres, o Al Hayat. Haddad publicou dois álbuns de cartoons, em 1979 e 1998. Participou em diversas exposições internacionais e as suas obras foram premiadas em diversos salões: Epinal (Prémio Especial do Júri, 1991), Juvignac (Prémio do Público, 1996 e 1998), Porto Cartoon (Menção Honrosa 1999), Prémio da Cidade Rouen (1999), Castelnaudary (Prémio do Público, 1999), Louviers (2000 e 2001), 5º Festival da Caricatura (Grande Prémio do Público), Saint-Just-le-Martel (2001), Dubai (Grande Prémio da Imprensa Árabe, 2002), Otawa, Canadá (Menção Honrosa do National Press Club, 2002), 1º Prémio de Desenho de Humor na exposição “Guelles d'Humor” (Paris, 2004), Menção Honrosa no World Press Cartoon (Sintra, 2005) e Prémio de BD Francófona (Tourcourg, 2007).

    • Hemant Morparia

      A LINGUAGEM DO HUMOR NOS SEUS VÁRIOS DIALECTOS “A oportunidade de visitar um novo lugar, fazer novos amigos e apreciar desenhos de humor altamente criativos pareceu-me uma oferta daquelas de Don Corleone: não se podem recusar! Como previsto, mostrou ser um cocktail explosivo. O processo de julgamento foi excitante, exasperante e esgotante! É sempre fácil rejeitar trabalhos. É a selecção que é difícil (a qualidade é, afinal, uma coisa árdua de medir e graduar). Temas regionais sempre hão-de parecer muito maiores quando vistos na perspectiva de quem lhes está próximo. Mas os pontos de vista dos outros membros do Júri restituem o equilíbrio do julgamento final. O World Press Cartoon ajuda-nos a ver os factos para lá de todo o tipo de fronteiras - as fronteiras externas da geografia e as outras, interiores, feitas de gostos e mentalidades. Os chineses riem-se como se riem indianos ou libaneses, prova de que a linguagem do humor é uma língua universal; as pessoas limitam-se a falar essa língua nos seus vários dialectos. Muros se levantam, artificialmente, entre os povos, obra de governantes que não sabem rir. O riso simultâneo de duas pessoas em lados diferentes de um desses muros é tudo o que é preciso, talvez, para que ele se desmorone. E o World Press Cartoon é um passo nesse sentido.” H.M.

      Hemant Morparia nasceu em 1962 na Índia. É licenciado em Radiologia Médica pela Universidade de Mumbai. Desenha desde 1987 e publica os seus cartoons nos seguintes títulos da imprensa indiana e internacional: The Times of India (1993/2002), Mid-Day (2002/2008), Time-Out Mumbai, Time Out Delhi, Money Life, New York Times, Knaleej Times, Toronto Star e Stitches. Tem dois livros publicados: “Fanatics and their antics” e “Say aha!” (um livro com cartoons dedicados a temas médicos). Fez duas exposições individuais na galeria Sakshi (Mumbai, 2002) e na Galeria Nacional de Arte Moderna (Mumbai, 2003).

  • WPC 2007 (6/8/2017)

    World Press Cartoon 2007

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    • 1st prize - Riber Hansson

      Grand Prix

      Putin

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    • 1st prize - Tommy Thomdean

      Gag

      Naughty boy

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    • 2st prize - Toshow

      Gag

      Labyrinth Maze

      Sérvia

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    • 3st prize - Cristian Topan

      Gag

      Untitled

      Roménia

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    • 1st prize - Riber Hansson

      Caricature

      Putin

      Suécia

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    • 2st prize - Nacaró

      Caricature

      Bush

      Colômbia

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    • 3st prize - Alfredo Sábat

      Caricature

      Fidel Castro

      Uruguai

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    • 1st prize - Cristina Sampaio

      Editorial

      Illegal Immigration and EU

      Portugal

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    • 2st prize - Victor Emmanuel Vélez

      Editorial

      Untitled

      México

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    • 3st prize - Michael Kountouris

      Editorial

      David and Goliath

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    • Alan Grandremy

      Editorial cartoon, caricature or gag cartoon; more than 150 events in over 40 countries are dedicated annually to the genre. Yet, how many newspaper and magazine readers could name one of their creators off the cuff? Very few of them, undoubtedly. Those events that manage to capture the public s attention, when the works exposure goes beyond the scope of the classroom, are not the same that the authors themselves frequent. Many of these initiatives have strictly limited resources. Others, heralded as periodical, vanish without trace. In addition, what is there in common between the Lithuanian Velocartoon and the Pulitzer Prize, the USA s famous award that lauds cartoonists as well as other professionals within journalism? They do have at least one thing in common: their existence does not go beyond the characteristics of a club, the audience being the sum of its members interests. Nevertheless, the number and geographical dispersal of the events, ranging across every continent, is a testament to an expanding trend. It is a trend that has lacked an axis and a reference, not to mention a purpose. In deciding to You don’t play around with humour, particularly when it involves an international competition of press cartoons! That is why I was strongly impressed with the exceptional quality of the organisation of the World Press Cartoon. Having taken part in countless events of the same kind in various countries, I can honestly say that I have rarely come across such seriousness and rigour. The explanation is that as they themselves are members of the profession and love cartoons, the organisers show the greatest respect for all the works that are submitted to the event. Respect, above all, for the freedom of expression of the authors. As long as they comply with all of the criteria of admission to the competition (format, technique used, proof of publication in the previous year, etc.), no cartoon is eliminated on the grounds of style or content. If a problem arises over the work s substance or form, it is discussed with impartiality. It is this respect and rigour in its procedures that guarantee the reputation of the World Press Cartoon and transform Sintra into one of the world capitals of caricature, editorial cartoon and gag cartoon. To be a member of the jury was indeed an honour and a joy for me, but it was also felt as a great responsibility: to distinguish, from among hundreds of works, the ones that appear to be the best, from every possible perspective, is no easy task. The value of the prizes adds to the difficulty of selection. Nevertheless, the cultural differences and the sensitivity of the jury-members helped to achieve harmony when it came down to the final decisions. Sometimes, in other events, the dice are caste in advance. This is not the case in Sintra. The president of our jury, António, allowed every member the opportunity to justify their vote, considering that the last word should be given to the defence. The discussions were passionate, impassioned and courteous. What is more, we were given all the time we needed for our opinions to ripen. Working in such conducive, comfortable surroundings is not exactly like working. Even less so when between the working sessions, we could enjoy the open, generous warmth of Portuguese hospitality in the company of our wonderful chaperone, Rui Paulo. I hope that the public will share the pleasure I took from participating in the 2007 edition of WPC, by leafing through this catalogue and discovering the works exhibited. The jury accomplished its mission with a calm soul and conscience. Now, it’s over to you to judge! A.G.

      Alain Grandremy was editor at the renowned French satirical weekly Le Canard Enchaîné for 25 years. Now retired, he spends his time organizing cartoon exhibitions and giving lectures on journalism. He is a member of FECO (Federation of Cartoonists Organizations) and is President of the Salon of Louviers. He has served on juries at various international festivals, such as Epinal (France), Forte dei Marmi (Italy) and Sierre (Switzerland). He is also involved with the International Salon of Saint-Just-le-Martel. Alain Grandremy was the coordinator of the book 100 Dessins pour la Liberté, published in 1990 in support for Amnesty International. He was a co-founder of the satirical magazine, Le Pére Denis and writes editorials for L Ivrogne.

    • Ann Telnaes

      Among the finest aspects of a cartoon is its ability to reach across cultures and countries. A reader can appreciate the artistry, message, or even the humor of a cartoon without sharing the written language of the artist and the fluidity of information and communication resulting from the explosive advances of the Internet has no doubt aided this. While last year s worldwide controversy of the publication of the Danish Cartoons showed that this open currency of commentary and opinion might be a double-edged sword, I think most would agree that we all benefit from this world bazaar of ideas. Freedom of Expression and the right to draw innovative, forward-thinking and even controversial cartoons must be protected. The World Press Cartoon competition was a highlight of my career, not only for the opportunity to work with my international colleagues in judging the works, but in the opportunity to meet many interesting, engaged people who truly appreciate the art of cartooning and caricature. I so enjoyed the discussions with Antonio, Rui, and the rest of my fellow jurors and to be part of a confluence of invigorated political thought. Above all, I appreciated observing first hand the broader international commitment to Freedom of the Press that was evident in this competition. A.T.

      Ann Telnaes attended California Institute of the Arts and graduated with a Bachelor of Fine Arts degree, specializing in character animation. Ann Telnaes editorial cartoons are syndicated with Cartoonists and Writers Syndicate/New York Times Syndicate. Her work has appeared in such prestigious publications as The Washington Post, The Boston Globe, Le Monde, Courrier International, The Chicago Tribune, Los Angeles Times, Newsday, The New York Times and Ms magazine. Telnaes also contributes an exclusive weekly cartoon to Women’s eNews, an online news service. Telnaes work was shown in Washington, Paris and Jerusalem. Awards include: The National Press Foundation s Berryman Award (2003), The Pulitzer Prize for Editorial Cartooning (2001), The Maggie Award, Planned Parenthood, for Editorial Cartoons (2002), The National Headliner Award for Editorial Cartoons (1997), Best Cartoonist, The Population Institute XVII Global Media Awards (1996), Best Editorial Cartoonist in the Sixth Annual Environmental Media Awards (1996). Telnaes is a board member of the Cartoonists Rights Network and the National Cartoonists Society Foundation. She is a past vice president of the Association of American Editorial Cartoonists and a member of the American Newswomen s Club.

    • António Antunes

      In three years of the World Press Cartoon, I have worked with three completely different juries; different in terms of the jury-members countries of origin; different in the relations between the members, which ranged from great friends and accomplices to renowned artists without previous acquaintance; distinct in the unique blend of personalities with different sensitivities, from different cultures. All of these differences have made each jury an unprecedented experience. This year, the cultural cocktail comprised two members from the North American sub-continent, two Europeans and one Asian. To be a part of this group was fascinating and, once again, we could say without hesitation that what unites us is always stronger than what divides us. And what unites us is our common passion for the press cartoon, the professionalism with which we approach the genre and our desire to promote its quality and dignify its creators. The resident nucleus (the coordinator of judging sessions, administrative staff and myself) accumulated the experience that has enabled us to deal with the works and ensure that one more World Press Cartoon jury has In three years of the World Press Cartoon, I have worked with three completely different juries; different in terms of the jury-members countries of origin; different in the relations between the members, which ranged from great friends and accomplices to renowned artists without previous acquaintance; distinct in the unique blend of personalities with different sensitivities, from different cultures. All of these differences have made each jury an unprecedented experience. This year, the cultural cocktail comprised two members from the North American sub-continent, two Europeans and one Asian. To be a part of this group was fascinating and, once again, we could say without hesitation that what unites us is always stronger than what divides us. And what unites us is our common passion for the press cartoon, the professionalism with which we approach the genre and our desire to promote its quality and dignify its creators. The resident nucleus (the coordinator of judging sessions, administrative staff and myself) accumulated the experience that has enabled us to deal with the works and ensure that one more World Press Cartoon jury has functioned well. The fruits of these efforts are the prize-winning cartoons that you can see - our common denominator. A.A.functioned well. The fruits of these efforts are the prize-winning cartoons that you can see - our common denominator. A.A.

      António Antunes career as a professional cartoonist began at the daily newspaper República in 1974, the same year that he produced his first work for the weekly Expresso, where he has continued as the resident cartoonist until the present day. Throughout his career, he has received numerous awards, including: the Grand Prix XX International Salon of Cartoons - Montreal, Canada (1983), 1st Prize in the category Editorial Cartoon - XXIII International Salon of Cartoons - Montreal, Canada (1986), the Grand Prix d Honneur XV Festival du Dessin Humoristique, Anglet, France (1993), the Award of Excellence - Best of Newspaper Design, SND - Stockholm, Sweden (1995), the Premio Internazionale Sátira Politica (ex-æquo) - Forte dei Marmi, Italy (2002), and the Grande Prémio Stuart Carvalhais - Lisboa, Portugal (2005). António s many one-man exhibitions include Lisbon, 1982 and 2000; Porto, 1983, 1995 and 2000; Rio de Janeiro, 1983 and 1991; Bonn, 1983; Dusseldorf, 1983; Macau, 1987 and 1996; Brasília, 1998; Barcelona, 1999; Recife, 1999; Madrid, 2001 and Paris, 2004. António was President of the jury for the 3rd edition of the World Press Cartoon and is also the director of the salon.

    • Guy Badeaux

      It was a pleasure to leave Canada s harsh winter in order to look at cartoons, discover new talents as well as be part of a jury that includes both friends and cartoonists I admire. The fact that I could also discover the beauty of both Lisbon and Sintra was an added pleasure. I very much enjoyed visiting cartoonist Rafael Bordalo Pinheiro s museum, Portugal s most famous cartoonist and António s godfather. But can only regret that I did not have enough time to hear some live fado. But most of all, being able to eat mangos in February was a definite plus.

      G.B.

      Guy Badeaux (Bado) was born in Montreal in 1949 and has been the editorial cartoonist at the French language daily newspaper Le Droit, in Ottawa, since May 1981. He was the winner, in 1991, of the National Newspaper Award for the best editorial cartoon published in Canada that year. He is also the editor, since it s inception in 1985, of Portfoolio: The Year s Best Canadian Editorial Cartoons that showcases the work of 35 cartoonists in all.

    • Norio Yamanoy

      My name Norio happens to mean I don’t laugh in Portuguese and in Spanish. (The real meaning in Japanese is a Educated Hero!). As a jury member: 1. I look for cartoons that make me laugh. 2. I judge the quality of the graphics. 3. Then I throw a question So what? to the cartoon. Very few cartoons can answer this question. I think a cartoon must reflect the present day, for it is going to illustrate the last page, the newest page of Human History, lasting over 4 million years. And at the same time, it must influence man’s future. When a cartoon fulfils these impossible demands I applaud with one hand. N.Y.

      Chairman of the Japanese branch of the Federation of Cartoonist Associations (FECO), Norio Yamanoi lives in Aomori, 700 km north of Tokyo. Born in Tokyo in 1947, he left Japan in 1977 for Paris, where he made movies including one for UNESCO s Arms Reduction Campaign. In 1991 he won the Bunshun Manga Sho, the most prestigious cartoon award in Japan. Since 2003 he has been a member of The Public Eye on Davos, alternative conference, hosted by an international coalition of NGOs which runs parallel to the World Economic Forum in Davos, Switzerland.

  • WPC 2006 (6/8/2017)

    World Press Cartoon 2006

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    • 1st prize - Angel Boligán Corbo

      Grand Prix

      The Deceit

      México

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    • 1st prize - Angel Boligán Corbo

      Gag

      The Deceit

      México

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    • 2st prize - Valentin Druzhinin

      Gag

      Untitled

      Russia

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    • 3st prize - Michael Kountouris

      Gag

      Untitled

      Grécia

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    • 1st prize - Eduardo Baptistão

      Caricature

      Pope Benedict XVII

      Brasil

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    • 2st prize - André Carrilho

      Caricature

      Berlusconi

      Porutgal

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    • 3st prize - Dalcio Machado

      Caricature

      Lennon

      Brasil

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    • 1st prize - Alfredo Sábat

      Editorial

      Silent Tsunami

      Uruguai

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    • 2st prize - Willem

      Editorial

      untitled

      Países Baixos (Holanda)

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    • 3st prize - Tom Janssen

      Editorial

      Subway to Paradise

      Países Baixos (Holanda)

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    • António Antunes

      QUALIDADE E RIGOR “Tal como aconteceu em 2005, procurámos formar um júri de sensibilidades variadas, combinando cartoonistas e outros profissionais de imprensa com forte relação com o desenho de humor. Adoptámos novas metodologias de selecção e votação, fruto da experiência da edição anterior. Introduzimos no regulamento a possibilidade de entrada de 2 desenhos por categoria e o número de desenhos seleccionados reflecte esta decisão. Tendo mais desenhos a concurso e em exposição, registamos também uma evolução positiva na qualidade média dos trabalhos, facto que muito nos satisfaz. Fomos rigorosos na aplicação do regulamento e só levámos a concurso quem o cumpriu. Podemos com essa atitude de rigor gerar alguma incompreensão dos autores, mas esperamos que ela seja transitória. Acreditamos que os limites e condições que impomos no regulamento são factores decisivos para consolidar o World Press Cartoon.”

      António Antunes iniciou-se no cartoonismo no jornal diário lisboeta “República” em 1974, o mesmo ano em que ingressou no semanário “Expresso” onde ainda hoje publica os seus cartoons. Colabora também com o semanário francês “Courrier International” e é distribuído nos Estados Unidos por uma agência internacional. Em 1983 ganhou o Grande Prémio no “XX International Salon of Cartoons - Montreal, Canadá e em 1986 venceu o 1º Prémio de Cartoon Editorial de mesmo Salão. Entre outras distinções, recebeu o Grande Prémio de Honra do “ XV Festival du Dessin Humoristique” de Anglet, França, em 1993, e o Prémio Internazional Sátira Politica ( ex-aequo), em Forte dei Marmi, Itália, em 2002, e o Grande Prémio Stuart Carvalhais, Portugal em 2005. Presidiu ao júri da 2ª edição do World Press Cartoon, salão de que é director.

    • Aris Malandrakis

      O MELHOR DOS CARTOONISTAS ”Foi com imenso prazer que participei como membro do júri na 2.ª edição do World Press Cartoon. O prazer não se limita ao acolhimento caloroso com que fui recebido pela representação portuguesa e pelos outros membros do júri (que ainda hoje recordo com amizade). Foi, principalmente, pela própria essência do World Press Cartoon, que funciona como um depósito do melhor trabalho de cartoonistas profissionais de todo o mundo. Examinar todos aqueles trabalhos brilhantes a concurso, que foram publicados no ano passado em centenas de jornais e revistas em tantos e tão diferentes países e línguas, proporcionou-me o maior dos prazeres que um leitor pode obter da leitura de um jornal. Estas obras são o espelho fiel do ano conturbado de 2005. Do meu ponto de vista, este facto foi particularmente evidente quando fui levado para uma sala onde todos os cartoons editoriais, caricaturas e desenhos de humor se encontravam todos juntos, à espera das nossas deliberações e votos. Ao ver todas aquelas perspectivas humorísticas, “risonhas” sobre as notícias do passado recente, senti uma estranha impressão, como se de um diário ilustrado, global se tratasse e, eu ali a observar os notáveis e os acontecimentos que eles notabilizaram. Por outras palavras, tinha à minha frente o sumário satírico de todo o ano que nos conduziu ao “próximo capítulo”, que hoje vivemos e viveremos através dos acontecimentos deste ano. De facto, esta extraordinária exposição, que vão ter a oportunidade de ver, abre a verdadeira janela para um melhor entendimento do mundo de hoje”.

      Editor de cartoons da revista “9”, suplemento do principal jornal grego Elefthterotypia. Curador de várias exposições de cartoons, de que destacamos: “Sátira Grega Moderna” no âmbito do Prémio de Sátira Politica em Forte dei Marmi, Itália; retrospectiva “Cartoons Gregos durante a 2ªGuerra Mundial” apresentada em várias cidades gregas, no Museu da Sátira em Forte dei Marmi e na Embaixada da Grécia em Roma; “Bola de Papel - O Jogo de Futebol em Cartoons” realizada no Estádio Olímpico de Tessalónica. É também produtor e apresentador de rádio e televisão, responsável pelo programa “Zig-Zag in Comics” no 2º canal estatal de rádio e, de várias retrospectivas da história dos cartoons e da banda desenhada no 2º canal televisivo do estado e no canal privado Seven X. Escreveu também o livro “Lendas do Papel” - História das edições gregas de banda desenhada e cartoons no período de 1940/70.

    • Marlene Pohle

      PRAZER E RISO ESPONTÂNEO “Fazer parte de um júri internacional de desenhos de humor tem sempre, pelo menos dois grandes desafios: a expectativa de reencontrar-se com colegas amigos ou de conhecer outros novos, unido ao fascínio de descobrir um pais ou cidade e hábitos diferentes. O outro desafio é o da grande responsabilidade de eleger o melhor cartoon entre mil ou dois mil. Sabemos que é impossível ser absolutamente justo, mas o que foi fascinante foi sentir que durante a selecção do World Press Cartoon cada um de nós deu o melhor de si para realizar um trabalho consciente e honesto. Dispor de três dias para a selecção (um para caricaturas, outro para cartoons editoriais e o terceiro para desenhos de humor) foi um verdadeiro luxo, que aproveitámos para discutir as obras, já que nem sempre estávamos todos de acordo. Isto é o que mais apreciei neste júri, o ter podido discutir - amistosamente mas em consciência - sobre todas as obras seleccionadas. A título pessoal gostaria muito que este concurso se difundisse mais a nível internacional, para que nos próximos certames vejamos representados um maior número de países. O facto de este ano a maioria dos vencedores terem sido colegas latino- -americanos, a mim, como argentina me honra, mas foi pura casualidade. Ou terá sido antes, porque houve uma maior percentagem de participantes latino-americanos. Muito gratificante foi a ver a boa qualidade e o grande profissionalismo das obras, a que devo juntar um terceiro desafio ao meu ponto de vista: os momentos de prazer e de espontâneos risos que passámos nestes três dias olhando e estudando os cartoons, o que me confirma uma vez mais que nós, os desenhadores de humor temos o melhor trabalho do mundo.”

      Começou a desenhar na Revista Hortensia em 1984, em Córdoba, Argentina. Desde 1992 a viver na Alemanha colaborou na Nebelspalter, Feconews e Don Quichotte entre outros. Participou em júris de vários Festivais de Desenho de Humor na Bélgica, Alemanha, Cuba, Turquia, Espanha, Republica Checa, Itália, Turquia, Portugal e França. Em 1996, foi membro fundador da FECO Alemanha, de que é nomeada Presidente. Desde Julho de 2005 é Presidente Geral da FECO (Federation of Cartoonists Organisations). Ganhou entre outros prémios: o 1ºPrémio Curuxa Gráfica do Museo de Humor de Fene, Espanha (2000), e o 1ºPrémio Cartoonfestival Deventer, Holanda (2003) e o Prémio do 24º Salon d'Humor et de Dessin de Presse, St Just-le-Martel, França (2005).

    • Martyn Turner

      NÃO SE PODE AGRADAR A TODOS “Achei o processo de avaliação de cerca de 2.000 cartoons simultaneamente excitante e perturbante (mas fiz o meu melhor para não o revelar!). Excitante, porque a qualidade de algumas das obras, fez-me prometer a mim próprio que voltaria para casa determinado a fazer melhor o meu próprio trabalho. E perturbante, porque penso que é praticamente impossível avaliar um cartoon em relação a outro. Como é que se consegue avaliar o trabalho de alguém que levou vários dias a ilustrar um tema político a cores contra alguém que teve uma ideia brilhante e apenas 20 minutos para a concretizar? Contudo, através de um processo de discussão aberta, debate acalorado e alguns sermões pelo membro mais forte do júri (para não mencionar os braços-de-ferro), chegámos a algumas conclusões com as quais conseguimos viver felizes. Mas, como todo o processo artístico, a importância da obra está intimamente ligada à sua própria criação e não à opinião dos outros. Logo, a todos os caricaturistas em qualquer ponto do globo, debruçados sobre a sua mesa de trabalho com uma folha de papel em branco à sua frente, eu lembraria as palavras de Ricky Nelson, o cantor pop norte- -americano: “You can't please everyone, so you´ve just got to please yourself” (“como não podem agradar a toda a gente, agradem a vocês próprios”).

      Martyn Turner foi até 1976 co-editor da revista premiada Fortnightda Irlanda do Norte, quando decidiu contribuir diariamente com cartoons políticos para o Irish Times. Ainda o continua a fazer após 30 anos, além da sua contribuição semanal para um jornal de domingo do Reino Unido. Nas últimas 3 décadas recebeu inúmeros prémios tanto nacionais como internacionais, incluindo ter recebido a distinção de ser o único caricaturista a ser nomeado “Comentador do Ano” nos Irish Press Awards. Recebeu dois doutoramentos honorários de universidades irlandesas pela sua obra nas áreas da sátira e da política. A sua 17.ª colecção de cartoons será publicada em Outubro deste ano.

    • Odile Conseil

      DESENHO DE IMPRENSA, LINGUAGEM UNIVERSAL “Ser membro do júri do World Press Cartoon foi para mim uma experiência extremamente gratificante e interessante. Gratificante porque passar uns dias a ver centenas de desenhos vindos de todo o mundo não é propriamente um sacrifício, muito pelo contrário. Ainda que a obrigação de seleccionar os melhores se possa mostrar um verdadeiro combate: dentro de nós mesmos e com os outros membros do júri. Interessante porque este trabalho e este catálogo e esta exposição provariam, se ainda fosse preciso, que o desenho de imprensa é uma linguagem universal. Os cartoonistas da China, da Holanda ou do Brasil têm muito mais em comum entre si do que os jornalistas que trabalham com a palavra. E por isso mesmo se podem dirigir a um público muito mais vasto. Poucas palavras e tanto sentido! Reunidos para atribuir os prémios deste World Press Cartoon no momento em que uma parte do mundo muçulmano se enraivecia na sequência da publicação de doze desenhos representando Maomé, pudemos verificar nesta oportunidade até que ponto o desenho de imprensa pode ter impacte mesmo que se trate, no caso, de desenhos instrumentalizados por más razões. Será um acaso que um dos desenhos premiados pelo nosso júri, do franco-holandês Willelm, faça troça abertamente da Igreja Católica? Este desenho, pertinente e impertinente, fez-nos rir. Sinal de boa saúde, mental e democrática. Como nos poderiam ter feito rir os desenhos de Maomé. Este World Press Cartoon confirma, com oportunidade, que o papel do desenhador de imprensa consiste em tocar com o seu lápis lá onde as cócegas se sentem... E até onde, a alguns, faz mesmo doer. Em dois anos, o World Press Cartoon mostrou seriedade, sorrindo. E profissionalismo. Nos anos próximos confirmará o seu carácter internacional. Para já, recorda-nos que um bom desenho de imprensa faz reagir, faz reflectir, E rir, claro.” O.

      Odile Conseil é jornalista. Trabalha para o semanário francês Courrier International desde 1992, tendo sido responsável por diversas editorias: economia, tecnologia, França e sociedade. Tem uma paixão pelos cartoons desde 1999, quando comissariou a primeira exposição de cartoon editorial promovida pelo Courrier International. É hoje responsável pela agência criada pelo Courrier International para a publicação de cartoons em jornais e outros meios de França e da Europa.

  • WPC 2005 (6/8/2017)

    World Press Cartoon 2005

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    • 1st prize - Cristobal Reinoso

      Grand Prix

      Virtual Indian

      Argentina

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    • 1st prize - Kapusta

      Gag

      Evolution

      Polónia

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    • 2st prize - Tettamanti

      Gag

      Politician

      Hungria

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    • 3st prize - Pawel Kuczynski

      Gag

      Businessman In Jail

      Polónia

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    • 1st prize - Agustin Sciammarella

      Caricature

      Viktor Yushenko

      Itália

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    • 2st prize - Cau Gomez

      Caricature

      Ronaldinho

      Brasil

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    • 3st prize - André Carrilho

      Caricature

      Billie Holiday

      Portugal

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    • 1st prize - Bromley

      Editorial

      After Arafat

      Reino Unido

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    • 2st prize - Bruce MacKinnon

      Editorial

      Missing Link

      Canadá

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    • 3st prize - Gióx

      Editorial

      US Democracy

      Itália

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    • António Antunes

      UM SALÃO PARA CRESCER “Também aqui o caminho se faz caminhando. Na primeira edição do World Press Cartoon, retirámos muitos ensinamentos das diferentes sensibilidades reunidas no júri e das questões operacionais que sempre ocorrem em qualquer projecto novo. No entanto, também confirmámos alguns pontos de vista. A constituição do júri – uma combinação de cartoonistas consagrados com outros profissionais da imprensa e investigadores do humor gráfico – revelou-se a mais ajustada a um certame que existe para celebrar as melhores obras e os melhores profissionais em cada ano. De tudo isso se fará a síntese. O regulamento da próxima edição receberá pequenos ajustamentos que tenham em conta a experiência de 2005 e aperfeiçoaremos as metodologias de selecção e votação, de forma a construirmos o caminho para um World Press Cartoon sempre em evolução, sempre mais forte.”

      António Antunes viu impresso o seu primeiro desenho editorial no jornal diário lisboeta “República” em 1974, o mesmo ano em que iniciou uma colaboração regular com o semanário “Expresso”, onde ainda hoje semanalmente publica os seus cartoons. Os seus trabalhos são regularmente publicados no semanário francês Courrier International e distribuídos nos Estados Unidos por uma agência internacional. Em 1983 foi distinguido com o Grande Prémio no “XX International Salon of Cartoons – Montreal”, Canadá, e em 1986 venceu o 1º Prémio de cartoon editorial do mesmo salão. Entre outras distinções, recebeu o Grande Prémio de Honra do “XV Festival du Dessin Humoristique” de Anglet, França, em 1993, e o Prémio Internazionale Satira Politica (ex-aequo), em Forte Dei Marmi, Itália, em 2002. Autor de vários livros de cartoon editorial e caricatura, presidiu ao júri da primeira edição do World Press Cartoon, salão de que é director.

    • Chico Caruso

      QUERO VOLTAR! “A minha experiência como membro do júri em salões de humor permite-me supor que o primeiro World Press Cartoon já inovou a tecnologia dos mesmos. Três dias para o julgamento dos trabalhos parecem ser o ideal: no primeiro seleccionam-se os prováveis candidatos, no segundo dia premia- -se, e no terceiro discute-se tudo o que foi feito, tendo a possibilidade de tentar corrigir algumas injustiças que sempre ocorrem nos julgamentos humanos de qualquer espécie, inclusive os de humor. E à noite, como se sabe, as coisas crescem; os desenhos mostram-se, na nossa memória, com uma força individual que podem não mostrar quando olhados em conjunto... A constituição do júri com maioria de profissionais do cartoon - assim como a exigência de se anexar a publicação original do mesmo e a técnica utilizada em caso de arte produzida em computador - vão no sentido de, em última instância, se valorizar a profissão e os seus profissionais. Não digo que fiquei totalmente satisfeito com as premiações porque isso só aconteceria se o júri pensasse exactamente como eu penso, o que nunca consegui em nenhum dos salões que participei. Como disse Sábat, outro egrégio membro do júri, “democracia seria óptimo se conseguíssemos impedir os outros de falar...”. Parabéns à presidência da Câmara de Sintra e ao António, Rui Paulo da Cruz e a todos que trabalharam no 1º World Press Cartoon. Espero voltar o ano que vem, como júri ou premiado do 2º World Press Cartoon...” Chico Caruso é formado em arquitectura pela Universidade de São Paulo, mas dedica-se em exclusividade aos temas de humor desde 1967, ano em que publicou os primeiros cartoons na “Folha da Tarde”. É desde 1984 cartoonista residente da primeira página do diário “O Globo”, do Rio de Janeiro. O seu cartoon diário é ainda animado para o mais importante telejornal brasileiro, o Jornal Nacional da TV Globo. Em 1976 ganhou o 1ºPrémio de Humor do 3º Salão de Piracicaba.

      Chico Caruso é formado em arquitectura pela Universidade de São Paulo, mas dedica-se em exclusividade aos temas de humor desde 1967, ano em que publicou os primeiros cartoons na “Folha da Tarde”. É desde 1984 cartoonista residente da primeira página do diário “O Globo”, do Rio de Janeiro. O seu cartoon diário é ainda animado para o mais importante telejornal brasileiro, o Jornal Nacional da TV Globo. Em 1976 ganhou o 1ºPrémio de Humor do 3º Salão de Piracicaba. Tem muitos livros publicados, entre os quais “Pablo, mon Amour”, uma biografia de Pablo Picasso 26 caricaturas. É autor da peça teatral “O Amigo da Onça”, que conta a história de Péricles Maranhão na revista “O Cruzeiro”, nos anos 50. Integra como vocalista o "Conjunto Nacional", formado pelos humoristas Paulo Caruso, Luis Fernando Veríssimo, Aroeira e Redi”.

    • Hermenegildo Sábath

      CERTAME COM CARÁCTER “Participar no World Press Cartoon, na qualidade de membro do júri, foi uma satisfação permanente. Serviu, em primeiro lugar, para confirmar que os portugueses são pessoas dignas, respeitosas e respeitáveis, implacáveis defensores das regras e que não cedem a ideias feitas ou a preconceitos. Neste contexto, as deliberações foram tomadas de forma minuciosa, olhando caso a caso, como deve ser, e evitando contrariar tanto o espírito como a letra do regulamento. As obras premiadas, todas de alto nível, alcançaram as suas distinções por força do voto dos membros do júri e são um exemplo do carácter deste certame, que aspira a perdurar e não a ser efémero.”

      Nascido no Uruguai, Hermenegildo Sábat vive e trabalha na Argentina, sendo um dos mais prestigiados cartoonistas da imprensa sul-americana. Publicou o seu primeiro desenho em 1945, colaborando desde 1949 com títulos da grande imprensa. Tem trabalhos publicados em quase todos os países das três Américas e da Europa. Ameaçado e perseguido pela ditadura militar argentina, viria a ser distinguido pela Universidade de Columbia (Nova Iorque), exactamente pelo trabalho que produziu e pelos desenhos que publicou durante os anos da ditadura. Publicou 25 livros e expôs em vários países desenho e pintura.

    • Juan García Cerrada

      UM SALÃO PARA CARTOONISTAS PROFISSIONAIS “O humor gráfico editorial e a caricatura são um elemento essencial da imprensa. E não há dúvida de que se vem observando um enorme vazio na hora de reconhecer e valorizar os profissionais deste sector. O World Press Cartoon fazse eco dessa necessidade e surge no cenário profissional para se converter na convocatória más importante para os profissionais do cartoon editorial, da caricatura ou do desenho de humor em todo o Mundo, assim dando o devido reconhecimento aos profissionais de um sector que esteve na sombra durante demasiado tempo. O certame viu recompensada a seriedade com que foi organizado pela participação de um grande número dos melhores autores de todo o mundo. Por todo isso, há que aplaudir a iniciativa e desejar-lhe o melhor para as próximas edições.” J.

      Juan García Cerrada é investigador académico, director do Programa de Humor Gráfico da Fundación General de la Universidad de Alcalá, Espanha, sendo nessa qualidade responsável pela revista Quevedos, publicação informativa dedicada ao desenho de humor. Organiza a Muestra Iberoamericana de Humor Gráfico e o Prémio Ibero-Americano de Humor Gráfico "Quevedos" que é patrocinado pelos ministérios da Cultura e dos Assuntos Exteriores e Cooperação de Espanha. Coordena a colecção Historia del Humor Gráfico Iberoamericano, editada pela Editorial Milenio e pela Fundación General de la Universidad de Alcalá.

    • Pascal Phillipe

      VAMOS RIR JUNTOS… “Desenho político, caricatura ou desenho de humor. Mais de 150 eventos, em mais de 40 países, lhes são anualmente dedicados. Mas, quantos leitores de jornais poderiam, espontaneamente, citar pelo menos um? Poucos, sem dúvida. Os eventos que conseguem conquistar um público, quando a exposição passa a dimensão de uma sala de aula, não são os mesmos que os autores frequentam. Muitas destas iniciativas têm recursos bem limitados. Outras, anunciadas como periódicas, entram em eclipse. Por outro lado, que há de comum entre o Velocartoon da Lituânia e o prémio Pulitzer, o famoso galardão norte- -americano consagrado aos cartoonistas, tal como aos outros profissionais do jornalismo? Têm, pelo menos, uma coisa em comum: a sua existência não ultrapassa as características de um clube: a audiência, a soma dos interesses dos seus membros. O número e a dispersão geográfica dos eventos (considerando todos os continentes) testemunham, no entanto, uma expansão. À qual falta um eixo, uma referência, para não dizer um sentido. Ao decidir baptizar o salão que criaram World Press Cartoon, António Antunes e os seus companheiros nesta jornada fixaram a si mesmos um programa. Que equivale a um compromisso. A fonte inspiradora é o World Press Photo, a referência profissional e internacional do

      Pascal Philippe, jornalista, é o responsável pelo departamento de fotografia e desenho do jornal francês Courrier International, publicado em Paris pelo grupo Le Monde. Criador do departamento, Pascal Philippe logrou atrair para o semanário os melhores cartoonistas internacionais e fazer da publicação dos seus desenhos editoriais uma marca própria do Courrier. Pascal Phillipe orienta um curso de desenho de imprensa na Ecole Supérieure des Arts Graphiques (ESAG-Penninghen, Paris), instituição que foi historicamente a antiga Académie Julian.