WPC 2011

World Press Cartoon 2011

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  • 1st prize - David Rowe

    Grand Prix

    Wikileaks and Uncle Sam

    The Sun-Herald

    https://worldpresscartoon.com/wp-content/uploads/2017/06/1_editorial_2011.jpg

  • 1st prize - Samuca

    Gag

    Pedofilia

    DIARIO DE PERNAMBUCO - BRA

    https://worldpresscartoon.com/wp-content/uploads/2017/06/img807.jpg

  • 2st prize - Agim Sulaj

    Gag

    Schengen

    CHIAMAMI CITTA - ITA

    https://worldpresscartoon.com/wp-content/uploads/2017/06/img811-1024x899.jpg

  • 3st prize - Tomás Serrano

    Gag

    Infancia Difícil

    LA GACETA REGIONAL DE SALAMANCA - ESP

    https://worldpresscartoon.com/wp-content/uploads/2017/06/img815.jpg

  • 1st prize - JOÃO VAZ DE CARVALHO

    Caricature

    D. JOÃO I DE PORTUGAL

    NOTICIAS MAGAZINE - PRT

    https://worldpresscartoon.com/wp-content/uploads/2017/06/img380-903x1024.jpg

  • 2st prize - Boligán

    Caricature

    Mexico

    Mexico - El Universal

    https://worldpresscartoon.com/wp-content/uploads/2017/06/2_Caricatura_2011.jpg

  • 3st prize - António Manuel Ferreira dos Santos

    Caricature

    Madre Teresa de Calcutá

    Portugal - Reporter do Marão

    https://worldpresscartoon.com/wp-content/uploads/2017/06/3_caricatura_2011.jpg

  • 1st prize - David Rowe

    Editorial

    Wikileaks and Uncle Sam

    The Sun-Herald

    https://worldpresscartoon.com/wp-content/uploads/2017/06/1_editorial_2011.jpg

  • 2st prize - Pawel Kuczynski

    Editorial

    Made in china

    NIE - POL

    https://worldpresscartoon.com/wp-content/uploads/2017/06/img612.jpg

  • 3st prize - Ricardo Clement

    Editorial

    Mineros Chilenos

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    https://worldpresscartoon.com/wp-content/uploads/2017/06/3_editorial_2011.jpg

  • Alessandro Gatto

    The organization of the WPC is excellent. The regulation is strict and the quality of competition excellent. The jury decisions were made without quarrel. From time to time, however, there was some intense debate among the jury members, since each one aimed to promote the drawings they considered better. We were five at judging, in Sintra. Totally different one from the others, as well for culture, as for the artistic experience. From the very beginning it appeared that we were like living in the antipodes. Discussions and attempts to convince. For some, also the mood to be convinced. But each juror already spotted his favourites, the works that did talk more to him. The same works, however, would remain mute for one or more of the jury members. At that point, someone simply must give up! On the artistic skills we all agreed: an author that participates to an artistic competition of this level should be superior at the techniques and, beyond that, be creative. The style and the aesthetic approach, instead, are personal criteria. «Unanimous verdict» was something never heard in this jury. And, at the end, it was difficult for me to accept the elimination of some works and the promotion of others. I believe that, as it frequently happens, the winners were the works that succeeded to establish a democrat compromise among the jury members. And it is quite fair that the final result is this one. We had three laborious days in Sintra. The responsibility of the task hit me hard. I am more used to be judged, not to judge. The esteem and the invitation from Antonio are a great honour. I am happy with the opportunity to share such an attractive experience with talented colleagues as Anita Kunz and Cécile Bertrand. Finally, I must declare that the brilliance of Ralph Steadman struck down me deeply. Those who still consider the graphic humour a smaller art, certainly did not see enough. Thanks to all. Alessandro Gatto

    Alessandro Gatto nasceu em 1957 em Castelfranco Veneto, Itália, onde vive e trabalha como gráfico, cartoonista e pintor. Nesta última qualidade, para além do trabalho em estúdio, tem muitas obras realizadas em grande formato, nomeadamente nos domínios da pintura mural, do mosaico, do cenário e do vitral. Dedica-se à ilustração e ao desenho de humor desde 1985, tendo participado em inúmeros festivais e ganho prémios em Itália, Canadá, China, Portugal, Roménia, Polónia, Turquia, Bélgica, Ucrânia e Índia entre outros países. Dos prémios conquistados destacam-se: Prémio especial da III International Cartoon Contest “Independence” Kiev (Ucrânia) – 2003; 1º Prémio do 4º International Editoriaal Cartoon Competition Ottawa (Canada) – 2004; 1º Prémio do 1º International Cartoon Competition (Romania) – 2006; 1º Prémio do Knokke-Heist International Cartoonfestival (Belgio) – 2007; 1º Prémio do 4th Indian Cartoon Contest 2007 Hyderabad (Índia) – 2007. Alessandro Gatto é convidado, com frequência, para participar em júris internacionais de artes visuais e humor gráfico.

  • Anita Kunz

    Que grande honra ter sido convidada como membro do júri para a edição de 2011 do World Press Cartoon! Foi fascinante observar a variedade de ideias e de estéticas dos muitos países representados na competição, sobretudo nos trabalhos que são produto de climas políticos onde o risco é maior. Certos temas foram repetidamente abordados, mas de formas muito diversas. É o caso, por exemplo, das caricaturas de Julian Assange e de desenhos representando o Wikileaks, a pedofilia na igreja católica e também a subjugação religiosa das mulheres em determinadas culturas. No final de contas, as escolhas que fizemos foram difíceis. Como vamos decidir que uma obra de arte é melhor do que outra? Discutimos entre nós a clareza da ideia, o mérito do desenho (ou da criação digital) e o resultado final da imagem transmitindo a ideia ao leitor. No final do processo, acredito que escolhemos democraticamente algumas representações muito boas do que aconteceu no mundo em 2010. Temos a esperança de ter contribuído, ainda que humildemente, para a continuidade da grande tradição de comentário social e político, cuja existência é tão crítica para qualquer sociedade democrática. Anita Kunz

    Anita Kunz has lived in London, New York and Toronto, contributing to magazines and working for design firms, book publishers and advertising agencies in Germany, Japan, Sweden, Norway, Canada, South Africa, Holland, Portugal, France and England. From 1988 to 1990 she was one of two artists chosen by Rolling Stone magazine to produce a monthly illustrated History of Rock 'n Roll end paper. She has produced cover art for many magazines including Rolling Stone, The New Yorker, Sports Illustrated, Time Magazine, Newsweek Magazine, the Atlantic Monthly and The New York Times Magazine. She has also illustrated more than fifty book jacket covers. Anita frequently teaches workshops and lectures at universities and institutions internationally including the Smithsonian and the Corcoran in Washington DC. Her works are in the permanent collections at the Library of Congress, the Canadian Archives in Ottawa, the Musée Militaire de France in Paris, the Museum of Contemporary Art in Rome, and a number of her Time Magazine cover paintings are in the permanent collection at the National Portrait Gallery in Washington DC. Anita Kunz has been named one of the fifty most influential women in Canada by the National Post newspaper. She has recently been appointed an Officer of the Order of Canada, Canada's highest civilian honour, and has received an honorary doctorate from the Ontario College of Art and Design in Toronto.

  • António Antunes

    António Antunes publicou os seus primeiros cartoons no diário lisboeta «República», em Março de 1974. No final do mesmo ano, ingressou no semanário «Expresso» onde continua a publicar as suas obras. Dos prémios recebidos destacam-se: Grande Prémio do XX International Salon of Cartoons (Montreal, Canadá, 1983), 1º Prémio de Cartoon Editorial do XXIII International Salon of Cartoons (Montreal, Canadá, 1986), Grande Prémio de Honra do XV Festival du Dessin Humoristique (Anglet, França, 1993), Award of Excellence – Best Newspaper Design, SND – Estocolmo, Suécia (1995) Premio Internazionale Satira Politica (ex-æquo, Forte dei Marmi, Itália, 2002), Grande Prémio Stuart Carvalhais (Lisboa, Portugal, 2005) e o Prix Presse Internationale (Saint-Just-le-Martel, França, 2010). Realizou exposições individuais em Portugal, França, Espanha, Brasil, Alemanha e Luxemburgo. Foi júri de salões de desenho humorístico em Portugal, Brasil e Grécia. António dedica-se também ao design gráfico, à escultura, à medalhística e é o autor da animação plástica da estação de Metro Aeroporto, inaugurada em 2012 em Lisboa, constituída por caricaturas de personalidades de relevo da cidade, realizadas em pedra encastrada. Presidiu ao júri da nona edição do World Press Cartoon, salão de que é director desde a sua fundação em 2005.

    António Antunes published his first cartoons in the Lisbon daily 'Republic' in March 1974. Later that year, he joined the weekly paper «Express» where he continues to publish his works. His received awards include: Grand Prix of 20th International Salon of Cartoons (Montreal, Canada, 1983), 1st Prize for Cartoon Editorial of the 23rd International Salon of Cartoons (Montreal, Canada, 1986), Grand Prix of Honor 15th Festival du dessin Humoristique (Anglet, France, 1993), Award of Excellence - Best Newspaper Design, SND - Stockholm, Sweden (1995) Premio Internazionale Satira Politica (ex-aequo, Forte dei Marmi, Italy, 2002), Grand Prix Stuart Carvalhais (Lisbon, Portugal, 2005) and the Prix Internationale Presse (Saint-Just-le-Martel, France, 2010). He has held solo artist exhibitions in Portugal, France, Spain, Brazil, Germany and Luxembourg. He has been jury member at Cartoons Salons in Portugal, Brazil and Greece. António is also dedicated to graphic design, sculpture, medals and he is the author of the artistic animation of Lisbon Airport Metro station, opened in 2012, consisting of caricatures of leading figures in the city, made of embodied stone. He chaired the jury of the ninth edition of the World Press Cartoon, the Salon of which he is the director since its founding in 2005.

  • Cécile Bertrand

    Na ponta final dos seus estudos de pintura, em Liège, na Bélgica, Cécile Bertrand decide dedicar a sua a tese de licenciatura ao desenho de imprensa. Data dessa época o seu primeiro interesse por este género jornalístico. Depois de ter ilustrado numerosos livros infantis para editoras de vários países (Seuil e Nathan, em França, Lothrop, nos EUA, Agertoft, na Dinamarca, Standaard Uitgeverijt, La Martinière e Pastel-Ecole des Loisirs, na Bélgica), assume o risco de desenhar o seu primeiro cartoon. O tema será a queda do Muro de Berlim, acontecimento que a marcou profundamente. Passa a colaborar regularmente na revista Vif, em Janeiro de 1990, depois no Plus Magazine. Na mesma época, Cécile Bertrand inicia uma colaboração com a revista feminina Axelle que seria muito marcante na sua carreira, pois lhe dá a oportunidade de exprimir as suas ideias sobre a condição da mulher. Imagine, Courrier Internacional e Telerama são outros títulos em que colaborou. Desde 2005, Cécile Bertrand é a cartoonista editorial residente no diário La Libre Belgique, um dos órgãos de informação mais influentes do seu país.

    Na ponta final dos seus estudos de pintura, em Liège, na Bélgica, Cécile Bertrand decide dedicar a sua a tese de licenciatura ao desenho de imprensa. Data dessa época o seu primeiro interesse por este género jornalístico. Depois de ter ilustrado numerosos livros infantis para editoras de vários países (Seuil e Nathan, em França, Lothrop, nos EUA, Agertoft, na Dinamarca, Standaard Uitgeverijt, La Martinière e Pastel-Ecole des Loisirs, na Bélgica), assume o risco de desenhar o seu primeiro cartoon. O tema será a queda do Muro de Berlim, acontecimento que a marcou profundamente. Passa a colaborar regularmente na revista Vif, em Janeiro de 1990, depois no Plus Magazine. Na mesma época, Cécile Bertrand inicia uma colaboração com a revista feminina Axelle que seria muito marcante na sua carreira, pois lhe dá a oportunidade de exprimir as suas ideias sobre a condição da mulher. Imagine, Courrier Internacional e Telerama são outros títulos em que colaborou. Desde 2005, Cécile Bertrand é a cartoonista editorial residente no diário La Libre Belgique, um dos órgãos de informação mais influentes do seu país.

  • Ralph Steadman

    No momento em que o vencedor final tinha sido encontrado, o meu coração abriu-se a todos os outros concorrentes e a dúvida tomou posse de mim. Durante três dias, o júri tinha-se permitido fazer o papel de Deus. Fazer escolhas é um trabalho ingrato e uma dúvida persistente fica. Apesar de não haver batota e de tentarmos ser justos, podemos todos ter errado nas nossas escolhas. A vida é feita de escolhas e todos estamos habituados a que seja assim, mas quase sempre se trata de um processo privado e informal. Quando a intenção da escolha é formal e pública, este exercício adquire uma outra dimensão. Entre todos, só um autor ficará incrivelmente feliz e 20 mil euros mais rico depois das nossas deliberações. Ainda que haja outros premiados — há três categorias no salão e três prémios em cada uma delas de 5000, 2500 e 1000 euros — só um receberá o Grand Prix e só ele será o grande vencedor! Começámos por julgar a categoria de Caricatura. Alguns trabalhos seriam mudados para Cartoon Editorial, porque a natureza do seu conteúdo social ou político os remetia para lá. O mesmo aconteceu com a terceira categoria, o Desenho de Humor. Por flagrante falta de qualidade, houve trabalhos que foram retirados do concurso. E o incumprimento do regulamento, nomeadamente no que diz respeito à prova de publicação e à exigência de um original, obrigou à desqualificação de algumas outras obras. Neste tempo de imagens geradas por computadores, há originais que são criados dentro de uma máquina e que só se revelam à luz do dia sob a forma de uma impressão. Quando assim é, perco a experiência táctil de um verdadeiro original e pergunto-me se esta criação digital não deveria constituir uma categoria à parte. Infelizmente, parece estar hoje a acontecer que, na sua maioria, as imagens sejam processadas digitalmente. Ainda que eu tenha esperança do contrário, a exposição de verdadeiros originais pode ter os seus dias contados. Também eu uso um computador, mas resisto à tentação de o aplicar na criação dos meus trabalhos. Preciso de ver tinta fresca em papel de verdade para que a experiência não se revele uma mera ilusão. Talvez me tenha tornado um retrógrado opositor do desenvolvimento tecnológico. Um dia, em Nova Iorque, destruí um iPhone com uma picareta, mas a isso eu chamo performance art!

    Ralph Steadman was born in 1936. He started as a cartoonist and through the years diversified into many fields of creativity. He has illustrated such classics as "Alice in Wonderland", "Treasure Island" and "Animal Farm". His own books include the lives of Sigmund Freud and Leonardo da Vinci and "The Big I Am", the story of God. With American writer Hunter S. Thompson he collaborated in the birth of GONZO journalism, the definitive book in the genre being "Fear and Loathing in Las Vegas", which was made into a feature film. He is also a printmaker. His prints include a series of etchings on writers from William Shakespeare to William Burroughs. In 1989 he wrote the libretto for an eco-oratorio called "Plague and the Moonflower" which has been performed in five cathedrals in the UK and was the subject of a BBC 2 film in 1994. He has traveled the world's vineyards and distilleries for Oddbins, which culminated in his two prize-winning books, "The Grapes of Ralph" and "Still Life With Bottle". He has an Honorary D. Litt from the University of Kent.